2012
16
fev

Vem aí o Mountain Lion, a nova versão do Mac OS X

Há tanta gente trabalhando em um modo de descobrir quando o iPhone 5 e o iPad 3 serão lançados, que muitos sequer consideraram a hipótese de que a Apple estaria prestes a anunciar uma nova versão do sistema operacional de seus computadores. Mas foi o que acabou de acontecer: a companhia apresentou hoje (16/02/2012) o OS X Mountain Lion.

OS X Mountain Lion: para as linhas Mac e MacBook

OS X Mountain Lion: para as linhas Mac e MacBook

O primeiro destaque da novidade não é inédito, mas mostra como o sistema está bem integrado às nuvens: o serviço iCloud está presente no Mountain View Lion de maneira ampla. Assim, se você trabalhar no iWork, por exemplo, poderá salvar o arquivo não só em seu computador como também em sua conta do iCloud, tudo de maneira intuitiva.

Outro destaque é o Messages, de certa forma já existente na versão mais recente do iOS e que agora entra no lugar do aplicativo iChat. O interessante é que, com a ferramenta, além de poder conversar com seus amigos via instant messenger (como o Google Talk ou o Yahoo! Messenger) ou videoconferência, o usuário pode enviar mensagens diretamente de seu computador para um amigo que está com um iPhone, por exemplo. Na verdade, está tudo sincronizado, então não importa se você estiver na frente do Mac ou do iPad: você vai receber a mensagem de qualquer maneira.

Messages: receba mensagens em qualquer dispositivo

Messages: receba mensagens em qualquer dispositivo

O que eu achei mais curioso é que o OS X Mountain Lion possui uma central de notificações que, de certa forma, funciona como no iPhone (e que alguns dizem ser oriundo do Android), avisando de aplicativos novos que devem ser atualizados ou de mensagens recebidas, por exemplo.

Central de notificações do Mountain Lion, à direita

Central de notificações do Mountain Lion, à direita

Há também uma ferramenta de segurança chamada Gatekeeper que impede o computador de baixar programas de origem desconhecida ou potencialmente perigosos. O problema é que, por padrão, este recurso só aceita aplicativos disponíveis na Mac App Store, o que pode frustrar alguns usuários.

No mais, há integração com o Twitter, o recurso Game Center para os momentos de entretenimento, uma ferramenta de lembretes, entre outros. O que se percebe claramente é que o Mountain Lion reflete os esforços da Apple de convergir as plataformas Mac e iOS. É algo que, certamente, deixaria Steve Jobs com aquele sorriso de satisfação no rosto.

Por enquanto, o OS X Mountain Lion está disponível apenas para (alguns) desenvolvedores. O sistema operacional deverá ser lançado oficialmente em junho deste ano, ocasião em que também conheceremos seu preço. Mais informações em www.apple.com/macosx/mountain-lion.

Emerson Alecrim

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2012
03
jan

Jonathan Ive, a mente criativa da Apple, agora é um Cavaleiro Britânico

A Apple se tornou uma empresa fora do comum graças às particulares de seu principal fundador, Steve Jobs. Se tem uma coisa que ele sabia desde cedo é que o sucesso de seus empreendimentos dependeria, essencialmente, das pessoas com quem trabalharia. Prova incontestável disso atende pelo nome de Jonathan Ive, inglês que recentemente foi agraciado com o título de Cavaleiro Britânico.

Jonathan Ive – Imagem por Wikipedia

Jonathan Ive – Imagem por Wikipedia

Pouca gente sabe – e isso, talvez, seja injusto –, mas Ive tem fundamental importância para os produtos atuais da Apple e, consequentemente, para a indústria como um todo. Assim como Jobs, Ive é apaixonado por design, nos seus mais diferentes aspectos, o que o tornou não apenas um designer, mas um verdadeiro artista! A paixão por este trabalho está por trás dos desenhos simples e, ao mesmo tempo, sofisticados de produtos como as linhas iMac, MacBook, iPod e iPhone.

O título de Cavaleiro do Império Britânico (Knight Commander of the British Empire) é apenas o último – e talvez o mais importante – reconhecimento que Ive teve por seu trabalho. A premiação, motivada por “seus serviços ao design e à empresa”, foi realizada no último dia de 2011 e, desde então, ele tem o direito de ser chamado de Sir Jonathan Ive.

Um título mais do que merecido e que talvez lhe dará uma injeção de ânimo – não que lhe falte – para encarar o imenso desafio de tomar decisões pela Apple sem dividí-las com Jobs.

Referência: BBC News.

Emerson Alecrim

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2011
25
nov

Por que você deve ler a biografia de Steve Jobs

A Biografia de Steve JobsOs dias seguintes à morte de Steve Jobs foram estranhos para mim. Entre o meu pesar e os lamentos daqueles que o prestigiavam, eu me deparei com pessoas que só passaram a saber dele após as notícias de sua morte. E, surpreendentemente, todas entendiam o impacto da perda, mesmo que vagamente. Apesar do espanto, não tive dificuldades para enxergar o porquê.

Numa visita a parentes no interior do Paraná, um tio meu, que não tem familiaridade alguma com computadores, me perguntou: “você viu que morreu aquele cara lá, o inventor do celular?”. Não era o primeiro que eu ouvia dizer aquilo. Intrigado, comecei a procurar na internet reportagens da TV sobre a morte de Jobs. Por que? Para quem é “heavy user” de internet pode ser difícil digerir isso, mas a televisão ainda é a principal fonte de informação para muita gente. Inclusive para o meu tio.

Quando um iPhone da vida é lançado, os programas jornalísticos tradicionais dão pouca ou nenhuma atenção ao assunto. Mas acontece que Steve Jobs é um nome forte demais para ser ignorado. Deixar de noticiar a morte de alguém tão importante pode ser interpretado como baixa qualidade editorial ou algo do tipo. Mas como demonstrar a dimensão do acontecimento para pessoas que não sabem quem é Steve Jobs?

De modo geral, a TV agiu de maneira coerente, dizendo coisas do tipo “Jobs revolucionou o mercado de computadores pessoais e de telefones celulares”. Pelo menos eu não vi nenhuma emissora se equivocar dizendo que Steve inventou o celular ou algo assim.

Mas por que as pessoas pouco ou nada familiarizadas com o assunto interpretaram Steve Jobs desta forma? Porque, ao absorverem as notícias, o que elas conseguiram entender foi que acabara de falecer o homem responsável por fazer com que um celular ou mesmo um computador não lhes parecesse um bicho de sete cabeças.

Se você parar para pensar nisso, verá que é um fenômeno impressionante: é como se estas pessoas sempre soubessem que alguém de tamanha importância estava ali, só não havia sido apresentada antes, por força das circunstâncias.

Esta percepção me fez ter urgência em ler a biografia de Steve Jobs. Sim, eu sabia que o livro seria publicado em outubro ou novembro de 2011 e estava disposto a comprá-lo tão logo fosse lançado. Mas, até então, aguardava pacientemente. Depois da semana em que Steve se foi, passei a contar os dias, tudo pela necessidade de entender como uma pessoa pode causar tanto impacto neste mundo.

Até que um dia o livro chegou. Nele, as características da personalidade de Jobs são tão ressaltadas que, invariavelmente, você começa a prestar atenção em seu próprio comportamento. Neste processo, você pode até criar comparativos, mas percebe de imediato que agir como Steve Jobs não é a fórmula do sucesso. Por outro lado, você nota que pode aprender muito com ele.

A genialidade de Jobs não foi suficiente para torná-lo uma pessoa “perfeita”. Por trás de tamanha inteligência estava um homem explosivo, que tomou decisões erradas, ficou inseguro, se deixou magoar e, vez ou outra, se arrependeu profundamente de algo. Mas Jobs nunca se preocupou em corrigir traços como estes: se o fizesse, eliminaria junto a sua intuição, que tantas vezes lhe serviu de guia.

Pois é, Jobs não tinha vergonha de ser quem era. Na verdade, ele sempre se considerou especial, mesmo quando criança, o que certamente moldou a sua auto-confiança. Mas aí você se maravilha ao perceber que, no fundo, todos os feitos de Jobs tinham uma única fonte de energia: uma vontade tremenda de fazer coisas realmente grandiosas – não para ganhar dinheiro, mas para não deixar a vida neste mundo passar em branco. Isso é incrível no final das contas, pois é uma forma de permanecer vivo: a morte não consegue apagar o nome daqueles que realizam grandes feitos.

Um livro de 600 páginas não é capaz de descrever pra valer a trajetória de uma pessoa, mas não há dúvidas de que esta é uma leitura que vale a pena: os acontecimentos relatados são tão intensos e variados, que  é impossível que dois ou mais leitores tirem exatamente as mesmas conclusões, afinal, cada um usará experiências de sua própria vida como referência para compreender as ações de Jobs.

Eu realmente fiquei admirado com o livro, pois além de ter conseguido me indicar como Steve Jobs foi capaz de criar coisas tão incríveis e ser respeitado até mesmo por aqueles que só souberam de sua existência no dia de sua morte, me surpreendeu por ter evidenciado, sem querer, aspectos fascinantes da essência humana.

  • Steve Jobs, A Biografia
  • Autor: Walter Isaacson
  • Editora: Companhia das Letras
  • ISBN: 8535919716
  • Preços no shopping UOL

Emerson Alecrim

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2011
24
out

Dez anos do iPod: mais do que um simples aniversário

Certos produtos fazem tanto sucesso que entram para a história. Não necessariamente pelo volume de vendas, mas por representar algum marco ou o início de alguma tendência. É assim, por exemplo, com o Fusca, com os caderninhos Moleskine e com a caneta Bic. No rol destes seletos produtos está também o iPod, que completou 10 anos de mercado neste domingo (23/10/2011).

Em 2001, o MP3 já existia, mesmo assim, eu ia para a faculdade com um “discman”. Era muito mais barato ter um tocador portátil de CDs e eles eram vendidos em várias lojas. Um MP3-player, além de caro, tinha baixa capacidade de armazenamento, suportando apenas um ou dois álbuns.

iPod da primeira geração – Imagem por Wikipedia

iPod da primeira geração – Imagem por Wikipedia

Naquela época, um eletrônico moderno tinha que ter vários botões (na verdade, hoje não é muito diferente). Por incrível que pareça, esta característica era tida como a forma mais interessante de tornar fácil a utilização do dispositivo. Nos poucos MP3-player existentes no mercado, este pensamento também era aplicado.

O que eu quero dizer com isso é que, até então, não valia a pena para a maioria dos mortais ter um MP3-player. Foi aí que uma empresa conhecida por fabricar computadores pessoais lançou um aparelho que mudou os rumos do mercado: o iPod. O produto foi recebido com muitas críticas, especialmente por “especialistas” e “heavy users” de tecnologia, mas não demorou para virar objeto de desejo no mundo todo.

O design externo do primeiro iPod era tão limpo e bem definido que chamou a atenção justamente por sua simplicidade. Ele não era parecido com uma “nave espacial” e não seguia a tendência de produtos pretos ou cinzas. Além disso, tinha grande capacidade de armazenamento para a época (5 GB), contava com buffer de 32 MB (recurso que inclusive ajudava na economia de energia), utilizava FireWire e possuía interface intuitiva, de fácil utilização.

No vídeo, a apresentação do primeiro iPod

A ousadia da Apple – e da mente geniosa de Steve Jobs – foi bem recompensada: a linha iPod virou sinônimo de player de áudio (as versões atuais são bastante diferentes da primeira, mas mantêm os ideais originais); nenhum outro fabricante consegue vender tão bem neste segmento (a Sony até tenta usar a popularidade da marca Walkman, mesmo assim não consegue muita coisa); e o sucesso do produto preparou terreno para que a empresa pudesse colocar outra no mercado outro aparelho revolucionário, o iPhone.

É possível que, em um futuro não muito distante, o iPod saia do mercado. Não é difícil entender o porquê: cada vez mais, as pessoas preferem ouvir música a partir do telefone celular, que também toca vídeo, acessa a internet, enfim. Quando este dia chegar, será o fim do ciclo do produto, mas não de seus conceitos, que permanecerão presentes em outros dispositivos – e eu não falo só do iPhone.

Emerson Alecrim

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2011
05
out

Pelos exemplos, obrigado, Steve Jobs!

Por Emerson Alecrim

Quando você conhece uma pessoa que realizou – e realiza – feitos incríveis, pode considerar uma das seguintes opções: simplesmente invejá-la ou tomá-la como inspiração. Steve Jobs foi uma destas pessoas.

Steve Jobs - Imagem por Apple

Steve Jobs é digno de admiração não só por ter criado a Apple ou a Pixar. É digno de admiração principalmente por ter vivido intensamente. Eu sei, é uma frase clichê, mas não há expressão que resuma melhor a estadia de Jobs entre nós. Duvida? O belíssimo discurso que ele fez a formandos da Stanford University em 2005 deixa isso bem claro:

Hoje, 05 de outubro de 2011, é o dia em que Steve Jobs morreu. Conforta, no entanto, saber que a morte pode até ter levado a sua vida, mas não conseguirá apagar os seus feitos e todas as experiências incríveis pelas quais este homem passou. A morte não consegue apagar os vestígios de quem entrou para a história, muito menos daqueles que souberam aproveitar a vida.

Pelos inúmeros exemplos, Steve Jobs, o meu muito obrigado.

“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Mas mesmo assim, a morte é o destino que todos compartilhamos. Ninguém jamais escapou dela. E é assim que deveria ser, porque a morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela tira o velho do caminho para abrir espaço para o novo”.

Mais detalhes sobre a trajetória de Steje Jobs no texto O fim do reinado de Steve Jobs e a nova fase da Apple.

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2011
04
out

Novo, mas nem tanto: Apple apresenta o iPhone 4S

Como era de se esperar, Steve Jobs não estava lá, por isso, coube a Tim Cook, atual CEO da Apple, e a Phil Schiller, vice presidente sênior de marketing de produtos (amém!) da companhia, a tarefa de anunciar o que certamente será mais um sucesso de vendas da Apple, apesar de não ser nada revolucionário: o iPhone 4S. O anúncio foi feito hoje (04/10/2011), na Califórnia, Estados Unidos.

Como de hábito, o início da apresentação serviu para que a Apple pudesse orgulhosamente mostrar alguns de seus números grandiosos. Eis alguns deles:

  • Desde o seu lançamento, 6 milhões de cópias do Mac OS X Lion haviam sido baixadas pela internet;
  • O MacBook Pro é o notebook mais vendido nos Estados Unidos, assim como o é a linha iMac para desktops;
  • A linha iPod, por sua vez, continua firme e forte, respondendo por 78% das vendas dos aparelhos do tipo nos Estados Unidos. No mundo todo, mais de 300 milhões de unidades já foram comercializadas;
  • O iPad está fazendo bonito: até agora, nada menos que 250 milhões de unidades do produto foram vendidas no mundo.

Tudo muito interessante, mas o que importa mesmo é a atração do dia, o novo iPhone. O aparelho chega rodando o novíssimo sistema operacional iOS 5, que oferece, entre outros recursos, integração com o Twitter, edições rápidas em fotos tiradas com o aparelho e uma nova versão do navegador Safari. Vale frisar que o iOS 5 estará disponível gratuitamente para iPad, iPad 2, iPhone 3GS, iPhone 4 e as últimas versões do iPod touch a partir do dia 12 de outubro de 2011.

No que se refere ao visual, aqueles que esperavam uma reformulação no iPhone, mesmo que de leve, ficarão frustrados: o iPhone 4S tem praticamente o mesmo design externo que a versão anterior. Veja pelo lado bom: ao menos o dispositivo continua bonito 😀

iPhone 4S - Imagem por Apple

iPhone 4S – Imagem por Apple

O que há de novo, então? Em termos de hardware, só o processador se destaca: o iPhone 4S contará com um A5, mesmo chip que roda no iPad 2 e que, segundo a Apple, pode ser até sete vezes mais rápido que o iPhone 4 na execução de gráficos.

Ainda no aspecto do hardware, o iPhone 4S terá uma câmera melhor, de 8 megapixels, capaz de captar 73% mais luz que o modelo anterior. A câmera também poderá, finalmente, gravar vídeos com resolução de 1080p (full HD).

Além disso, sua bateria melhorou um pouco no aspecto da autonomia, suportando, segundo a empresa, até 8 horas de conversação em 3G ou 14 horas em 2G. Há também uma tecnologia que permite ao aparelho utilizar mais de uma antena ao mesmo tempo. Assim, é possível, por exemplo, otimizar uma conversação com o uso de uma antena para transmissão de voz e outra para dados.

Mas o destaque fica mesmo para um recurso de nome Siri: trata-se, basicamente, de uma tecnologia que permite ao fazer perguntas ao aparelho via voz. Por exemplo, a pessoa pode ativar a ferramenta e perguntar “onde fica a estação de Metrô mais próxima?”. Se compreender a ordem, o iPhone 4S ativará o mapa para encontrar a resposta.

O Siri também pode procurar respostas na Wikipedia e no Wolfram Alpha, assim como receber ordens, como ativar a função de despertador quando o usuário pede para ser acordado em determinada hora. Agora, se funciona bem, somente testando para saber. Por enquanto, sabe-se que a ferramenta é compatível com os idiomas inglês, alemão e francês.

Além do iPhone 4S, a Apple anunciou outras “novidades nem tão novas assim”: o minúsculo iPod nano agora será oferecido em setes cores e contará com pequenas mudanças em algumas funcionalidades. Nos Estados Unidos, custará 129 dólares na versão de 8 GB e 149 dólares na versão de 16 GB. Ah, sim: o iPod touch agora será oferecido também na cor branca.

Voltando à atração principal, a pergunta que vem à mente agora é: quando o iPhone 4S chegará ao mercado? Nos Estados Unidos, o lançamento oficial ocorrerá em 14 de outubro de 2011, com os seguintes preços, considerando um contrato de 2 anos com a operadora Sprint:

  • Versão de 16 GB – 199 dólares;
  • Versão de 32 GB – 299 dólares;
  • Versão de 64 GB (nova capacidade) – 399 dólares.

Em outros países, como Itália, México e Espanha, o lançamento acontecerá no dia 28 de outubro. Ainda não há informação de chegada – nem fabricação, como indicam rumores – no Brasil.

Emerson Alecrim

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2011
25
ago

O fim do reinado de Steve Jobs e a nova fase da Apple

24 de agosto de 2011

Carta de Steve Jobs

Ao conselho administrativo da Apple e à Comunidade Apple:

Eu sempre disse que se houvesse um dia em que eu não pudesse mais executar meus deveres e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a avisá-los. Infelizmente, este dia chegou.

Venho por meio desta anunciar que estou deixando o posto de CEO da Apple. Gostaria de continuar sendo, se o conselho considerar conveniente, presidente do conselho, diretor e funcionário da Apple.

Quanto ao meu sucessor, recomendo veementemente que executemos o nosso plano de sucessão, fazendo com que Tim Cook assuma como CEO da Apple.

Acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple ainda estão por vir. E estou ansioso para assistir e contribuir para o sucesso da empresa a partir de uma nova posição.

Fiz algumas das minhas melhores amizades na Apple e agradeço a todos pelos anos em que pude trabalhar com vocês.

Steve

A Apple é uma das empresas mais inovadoras dos últimos tempos. Reinventou conceitos, criou tendências, virou referência em design e se transformou em uma concorrente difícil de ser enfrentada. Para uma empresa alcançar tal feito, no entanto, precisa ter uma liderança objetiva, ousada e criativa, e não há palavras melhores que possam resumir a mente geniosa de Steve Jobs. Mas, a partir de agora, criador e criatura não andarão mais de maneira tão próxima e, diante da cumplicidade que mantinham, o futuro se transformou em sinônimo de desafio. [leia mais »]

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2011
15
ago

Pelo bem do Android: Google anuncia aquisição da Motorola Mobility

AndroidPor essa ninguém esperava! Nas primeiras horas de hoje (15/08/2011), ambas as empresas trataram de anunciar o negócio: o Google irá adquirir a Motorola Mobility por cerca de 12,5 bilhões de dólares! Mas o objetivo da compra não é o de fazer o Google entrar de cabeça na produção de aparelhos móveis, não, mas sim o de preservar a plataforma Android. Pelo menos é o que a empresa de Mountain View afirma.

Companhias como Google, Oracle, Apple e Microsoft são personagens de um recente embate envolvendo patentes. Estas duas últimas companhias inclusive se uniram para adquirir mais de 6 mil patentes da Nortel relacionadas a tecnologias de mobilidade, o que poderia prejudicar a plataforma Android. O Google respondeu comprando mais de mil patentes da IBM, mas o seu poder de reação foi demonstrado pra valer hoje, com a aquisição da divisão de dispositivos móveis da Motorola: o negócio colocará nas mãos do Google cerca de 14,6 mil patentes já registradas pela fabricante, além de outras 6,7 mil que estão em processo de registro.

É claro que um negócio como esse coloca em dúvida a relação que o Google mantém com empresas que utilizam Android em seus produtos: companhias como Samsung, LG, HTC e Sony Ericsson passariam então a ver o Google como um rival depois da aquisição? O próprio Google tratou de divulgar declarações de representantes destes parceiros dando parecer favorável ao negócio.

Não é difícil compreender o porquê. A Apple se tornou extremamente forte no segmento móvel por causa do iPhone e, mais recentemente, do iPad. São produtos que vendem não só por serem sofisticados, mas também por levar em consideração a experiência do usuário. Com isso, o Android acabou sendo a salvação para as demais companhias, capazes de desenvolver aparelhos bastante avançados, mas sem um sistema operacional que pudesse ter tanta aceitação quanto a plataforma iOS, da Apple.

Se a compra da Motorola Mobility representa garantias consideráveis para a plataforma Android, é de se esperar que companhias parceiras aprovem a iniciativa. De qualquer forma, o Google tratou de tomar os devidos cuidados: deixou claro que vai manter o Android como um projeto aberto e administrará a Motorola Mobility como um negócio independente.

Mas, o que Google ganha com o Android, se esta é uma plataforma aberta – portanto, não rentável diretamente com licenciamento – e se a empresa não pretende se envolver com a fabricação de aparelhos? Há, certamente, mais de uma resposta para isso, mas o fato é que a plataforma Android ajuda e muito na popularização dos serviços que levam a marca Google.

O interessante é que a notícia da aquisição da Motorola Mobility representa apenas uma batalha, não o desfecho de uma guerra. Há, por exemplo, expectativas de que a Microsoft reaja também com uma aquisição, com a Nokia sendo uma forte candidata. Nos resta aguardar os próximos capítulos.

Referências: Official Google Blog, Ars Technica, Motorola.

Emerson Alecrim

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2011
06
jun

Novidades da Apple na WWDC: Mac OS X Lion, iOS 5 e iCloud

E eis que a Apple ataca novamente. Um ataque mais sútil desta vez, mas digno de nota. Hoje (06/06/2011), na edição 2011 do evento Worldwide Developers Conference (WWDC), a turma de Steve Jobs apresentou os sistemas operacionais Mac OS X Lion e iOS 5, além do serviço iCloud. [leia mais »]

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