Nostalgia: Donkey Kong Country 3

Donkey Kong Country 3 para GBAPara os que puderam vivenciar a época de auge do Super Nintendo (SNES), vários jogos se tornaram inesquecíveis. Um deles estou tendo a oportunidade de relembrar agora, no meu Nintendo DS: Donkey Kong Country 3. Na verdade, esse jogo foi relançado para o Game Boy  Advance (GBA), mas o Nintendo DS é compatível com jogos desse console. Graças a isso, pude relembrar o quão esse jogo é fantástico, em todos os quesitos!

Para começar, Donkey Kong Country 3 chama a atenção pelos seus gráficos muito bem elaborados. Na versão para GBA, a qualidade gráfica foi mantida, embora alguns recursos tenham sido cortados, como algumas animações de fundo que havia na versão para SNES e o mapa que serve de guia para todas as fases, que ficou estranho nesta versão. Mas, nada melhor do que combinar gráficos impressionantes a uma bela trilha sonora, não? Pois é, neste ponto, os desenvolvedores de Donkey Kong Country 3 também capricharam: cada fase possui músicas muito bem elaboradas, que combinam com cada cenário. É uma pena que na versão para GBA mudaram praticamente todas as músicas. Quem jogou a versão para SNES se lembra: elas deixavam o jogador bastante empolgado!

Alguns inimigosOutra coisa que chama a atenção em Donkey Kong Country 3 é o carisma dos personagens. Deixe os protagonistas Dixie Kong e Kiddy Kong parados por apenas alguns segundos e você os verá fazendo algumas gracinhas ou olhando em volta, despreocupados com os perigos que os cercam. Os inimigos também são carismáticos, não há como olhar para eles sem achar graça: as abelhas com olhos enormes, os ratos desengonçados, os jacarés puladores, os cachorros doidos, o barril insano, enfim. Seria injusto não mencionar também os bichos em que se “transformam” Dixie e Kiddy em determinadas fases dos jogo, como o simpático elefante Ellie (que morre de medo dos ratos), a engraçada aranha que possui um tênis em cada pata, o ágil peixe-espada Enguarde, o papagaio Purple Squawks, entre outros.

O jogo ainda se destaca por oferecer diversos tipos de fase. Em algumas, você tem que correr contra o relógio. Em outras, precisa ter agilidade para conduzir Dixie Kong e Kiddy Kong em um carrinho sob trilhos. Há também fases aquáticas, outras em que há perda de gravidade, enfim, vários modalidades interessantes.

Telas

A série Donkey Kong Country foi desenvolvida pela inglesa Rare, depois da empresa apresentar à Nintendo uma adaptação da tecnologia Advanced Computer Modeling ao SNES. Foi isso que permitiu ao console gerar gráficos fantásticos na série Donkey Kong Country, especialmente na terceira edição. Àquela altura, ninguém imaginava que o SNES seria capaz de rodar jogos tão impressionantes.

A Rare foi parceria da Nintendo por muito tempo, sendo responsável pelo desenvolvimento de outros jogos de sucesso, como GoldenEye 007, Killer Instinct, Banjo-Kazooie e Perfect Dark. Mas uma série de desentendimentos separou ambas as empresas. No ano de 2002, a Microsoft surpreendeu ao anunciar a compra da Rare, mas a empresa nunca mais voltou a ser a mesma, principalmente porque dezenas de funcionários foram, aos poucos, deixando a companhia, fazendo-a perder a essência da criatividade que a tornou tão atraente aos olhos da Nintendo no início da década de 1990.

É claro que jogar Donkey Kong Country 3 para GBA não me traz as mesmas sensações de quando joguei a versão para SNES, mas me serve para relembrar da época em que olhava para o logotipo da Rare com o mesmo respeito que olhava para o símbolo da Nintendo. A combinação impecável de gráficos elaborados + animações criativas + trilha sonora caprichada + jogabilidade agradável + diversão garantida foi empregada em Donkey Kong Country 3 de maneira que raramente encontramos em outro ganes. Definitivamente, estamos falando de um jogo único.

Emerson Alecrim