Caixas eletrônicos começam a usar biometria. Será que isso facilitará nossas vidas?

Os caixas eletrônicos são máquinas simples, criadas para permitir que até pessoas sem conhecimento algum de informática possam sacar dinheiro ou acessar suas informações bancárias. Essa simplicidade, no entanto, ficou comprometida pelo número cada vez maior de procedimentos de segurança empregados para evitar que o cliente seja vítima de golpes.

Em um dos bancos em que tenho conta, é necessário inserir o cartão duas vezes na máquina, digitar minha senha de acesso ao caixa eletrônico (para acessar o banco pela internet, a senha é outra), informar meu código de segurança e, dependendo do que eu fizer, tenho que inserir o cartão novamente. Em outro banco, além de tudo isso, ainda tenho que decorar um código baseado em letras. A conseqüência não poderia ser outra: vez ou outra esqueço uma senha ou um código e acabo não conseguindo usar o caixa.

Ontem, o site da Folha publicou uma notícia que informa que os bancos Bradesco, Itaú e Unibanco começaram a implantar caixas eletrônicos que usam biometria, mais precisamente, sistemas de leitura de mão (e, quem sabe, mecanismos de leitura de íris). Casos os testes com esses equipamentos apresentem bons resultados, a tendência é a de que todos os caixas eletrônicos sejam equipados com essa proteção.

A aplicação de soluções de biometria nos caixas eletrônicos tem como foco o reforço da segurança. Seu uso em massa depende de uma série de fatores, já que se trata de uma tecnologia nova, que ainda precisa ser padronizada pelos bancos. Todavia, espero que, quando esses caixas estiverem disponíveis em larga escala, tenhamos mais praticidade no uso dessas máquinas, pois não sei quanto a você, mas eu já não agüento mais decorar um monte de senhas e códigos de segurança…

Para saber mais sobre biometria, leia este artigo.

Emerson Alecrim