Os números incríveis do bit.ly

Não há dúvidas: encurtadores de URLs viraram febre na internet e, pelo menos aparentemente, vieram para ficar. Há iniciativas de vários tipos. O governo dos Estados Unidos, por exemplo, já criou o seu. Com a proposta de oferecer maior segurança, a BitDefender lançou o Saf.li. No Brasil, temos o migre.me, que é adotado até por grandes veículos, como o G1. Nem o Google ficou de fora. Mas, certamente, nenhum deles é tão reconhecido quanto o bit.ly.

No último dia 13, o pessoal do bit.ly divulgou dados interessantes – e incríveis – sobre o serviço. Vejamos alguns:

  • Diariamente, entre 40 e 50 milhões de endereços são encurtados pelo bit.ly;
  • Atualmente, há uma média de 147 milhões de cliques em suas URLs por dia;
  • Só no mês de março (2010) foram mais de 3,4 bilhões de cliques;
  • O Twitter é a origem de quase 50% dos acessos ao bit.ly.

O negrito nas linhas acima serve para chamar atenção para dois fatos. O primeiro é que, de todas as URLs encurtadas diariamente, um número cada vez maior é de origem de clientes do bit.ly Pro, empresas que utilizam a tecnologia do bit.ly em domínios próprios, como amzn.to (Amazon), 4sq.com (Foursquare) e pep.si (Coca-Cola é que não é). Essas e outras companhias usam os serviços do bit.ly não só para ter um encurtador “exclusivo”, mas também para ter acesso a dados estatísticos detalhados sobre seus links.

bit.ly

O segundo fato se relaciona ao uso do bit.ly fora do Twitter. É inegável que este último é um dos principais responsáveis pelo seu sucesso, mas depender só desse serviço é arriscado. O pessoal do bit.ly sabe disso e tratou de não ficar de braços cruzados. Como consequência, pouco mais de 50% de seus acessos tem como origem outras fontes. Em parte, isso se deve novamente à modalidade Pro, que não é apenas um modelo aparentemente eficiente de receita, mas também uma forma de conseguir tráfego diferenciado. Também é uma maneira de dizer “estamos sempre um passo à frente”: quando Google e Facebook lançaram seus próprios encurtadores, por exemplo, todo mundo olhou para o bit.ly com cara de “e agora, José?”. Coincidência ou não, foi nessa mesma época que o bit.ly Pro foi lançado oficialmente.

Mas a prova da verdade vem agora: no evento Chirp, que aconteceu nos dias 14 e 15 deste mês, Evan Willians, CEO do Twitter, disse que o serviço contará em breve com um encurtador de URLs próprio. Será que isso jogará o bit.ly para o limbo do esquecimento? Talvez não, mas o pessoal do bit.ly decidiu não arriscar e, junto com seus números incríveis, anunciou também a versão 1.3 do seu serviço, que deve aparecer em breve. Entre outros recursos interessantes, a promessa é a de que a novidade torne ainda mais fácil a tarefa de encurtar links e, claro, compartílhá-los. Principalmente no Twitter.

Referências: bit.ly blog, TechCrunch.





  • Bom post. O bit ly é demais, tenta, por exemplo, usar o endereço com um “+” na frente. Ele traz todas as estatísticas do link encurtado.

    Acho que o twitter lançar um encurtador não irá destruir o bitly, pois muita base está sob ele. Aplicativos de acesso ao próprio Twitter, por exemplo. Isso é importante, pois boa parte de uso do Twitter vem de terceiros né.

  • Concordo com o William eu dificilmente trocaria o bit.ly por outro, ele traz informações sobre tudo, é muito fácil e tem tudo, não tem porque muda (pelo menos por enquanto, mas provavelmente vai continua assim)…