Nas nuvens: Office 365 é lançado em 38 países

Office 365Sai o modelo tradicional, onde é necessário comprar uma licença para cada computador, e entra o modelo SaaS (Software as a Service), isto é, software como serviço, onde a licença é cobrada por usuário, mensalmente, em um esquema de assinatura. Estou falando do Office 365, lançado oficialmente hoje (28/06/2011) em 38 países.

É a Microsoft colocando de vez um de seus principais produtos, o Office, no âmbito da cloud computing. O primeiro passo já foi dado com o Office 2010, que possui integração com as nuvens, mas a novidade utiliza esse conceito mais a fundo. A ideia é a de que o usuário possa acessar ferramentas como Word, Excel e PowerPoint a partir de qualquer computador, utilizando apenas o navegador de internet. O usuário ainda pode compartilhar seus documentos, editá-los de maneira colaborativa com outras pessoas e assim por diante.

Excel no Office 365

Excel no Office 365 – Imagem por Microsoft

Para que possa atender a diferentes níveis de usuários e empresas, a Microsoft disponibilizou o Office 365 em versões. Há, basicamente, duas: uma para profissionais e pequenas empresas, outra para negócios de médio e grande porte.

No primeiro caso, o plano custa 6 dólares por usuário e dá direito às funcionalidades básicas de edição das ferramentas do pacote e a recursos como 25 GB para armazenamento de arquivos, compartilhamento via SharePoint On-line, controle de e-mails pelo Exchange Online, calendário, conferências e mensagens instantâneas, entre outros. Os planos para empresas de médio e grande porte, por sua vez, possuem preços que vão de 10 a 27 dólares mensais por usuário, valores que variam conforme os recursos contratados.

O Office 365 chega para fazer frente ao Google Apps, que lidera a oferta de ferramentas de escritório na internet. Para conseguir quebrar essa hegemonia, a Microsoft aposta na popularidade que a linha Office tem e no aspecto da funcionalidade: de fato, o Office 365 se comporta de maneira muito semelhante às suas versões para desktops.

É cedo para sabermos se a estratégia da Microsoft dará certo, mas o Google tratou de responder logo e de um maneira provocativa: a empresa publicou no Official Google Enterprise Blog um post de nome 365 reasons to consider Google Apps (365 motivos para utilizar o Google Apps), onde ataca os principais “pontos fortes” do Office 365 dizendo, por exemplo, que o pacote da Microsoft é para uso individual, não para grupos, e que a suíte possui uma variedade exagerada de planos.

De fato, o que eu considero como um ponto fraco da Microsoft é o fator “confusão”. Além da variedade de planos do Office 365 (fenômeno que encontramos em outros produtos da companhia, como a família Windows), a Microsoft possui o Office Web Apps. São iguais? São diferentes? São “iguais, mas diferentes”? Bom, o primeiro, dotado de muito mais recursos, é um conjunto de soluções nas nuvens, enquanto que o segundo possui, essencialmente, ferramentas com funcionalidades básicas de edição, podendo inclusive ser acessado pelo Office 365. A Microsoft poderia tentar simplificar as coisas, não?

De qualquer forma, o Office 365 possui plenas condições de fazer frente ao Google Apps. E isso é bom: como todo mundo já está cansado de saber, com concorrência, quem sai ganhando é o usuário.

A disponibilização do Office 365 não inclui o Brasil. De acordo com a filial da Microsoft no país, isso deverá acontecer na segunda onda de lançamento, ainda sem previsão de data. Mais informações no seguinte link (em inglês): www.microsoft.com/en-us/office365.

Emerson Alecrim