As iniciativas da HP para combater a pirataria e promover a reciclagem de cartuchos

Uma coisa é você comprar cartuchos remanufaturados para a sua impressora: você sabe da possibilidade de qualidade de impressão inferior ou até mesmo de danos ao equipamento, mas arrisca. Outra é procurar cartuchos originais para evitar os mencionados riscos e constatar, tardiamente, que adquiriu produtos falsos. Em um evento realizado nesta quarta-feira (27/06/2012), em São Paulo – SP, a HP apresentou suas medidas para combater o problema da pirataria e, de quebra, mostrou suas iniciativas em prol da sustentabilidade.

Pirataria de cartuchos de tinta e toner

De acordo com a HP, a pirataria de cartuchos de tinta e toner tem características que lembram outra prática bastante comum no Brasil: a falsificação de medicamentos. Em ambos os casos, normalmente o consumidor adquire produtos falsos sem saber, com o agravante de pagar preços similares aos que são cobrados pelos produtos originais.

Cartucho original HP

Cartucho original HP

Além de poder causar prejuízos diretos ao consumidor, a pirataria provoca impacto na sociedade como um todo. De acordo com dados do FNCP (Fórum Nacional de Combate à Pirataria), entidade parceira da HP na realização do evento, a pirataria faz com que com que 2,5 milhões de empregos deixem de existir a cada ano no mundo todo, sem contar a influência negativa que esta prática tem na arrecadação de impostos de vários países.

Uma vez que a HP lidera o mercado mundial de soluções para impressão – no Brasil, por exemplo, a companhia possui 70% de participação –, a pirataria visa de maneira considerável os seus produtos. Por este motivo, a empresa trabalha hoje com algumas soluções para amenizar o problema.

A principal delas é o uso de um selo holográfico na embalagem dos cartuchos. Ao movimentar o produto, o usuário consegue ver os símbolos de “OK” e “visto” se “movimentando” na etiqueta, confirmando a sua originalidade:

Selo de autenticidade de cartuchos HP

Selo de autenticidade de cartuchos HP

Além disso, os selos possuem um QR Code que, quando lido pelo smartphone ou pelo tablet, gera um link para o site da HP que atesta a legitimidade do produto:

QR Code do selo – Imagem por HP

QR Code do selo – Imagem por HP

Na ausência de um leitor de QR Code, o usuário pode ir ao site da HP e digitar o código existente no selo do produto.

Mas é claro que um pouco mais de cuidado continua sendo o principal aliado do consumidor que deseja obter um produto original: comprar em lojas reconhecidas, desconfiar de grandes variações de preços e observar os aspectos da embalagem continuam sendo medidas importantes para não levar “gato por lebre”.

Sustentabilidade: reciclagem de cartuchos

A HP possui um programa de reciclagem de cartuchos bastante interessante. Nele, a ideia é a de aproveitar o máximo possível de componentes. Por exemplo: os plásticos dos cartuchos são tratados para serem transformados em novos cartuchos ou mesmo em novas impressoras. De acordo com a empresa, cerca de 50% da matéria-prima dos equipamentos de impressão da HP fabricados no Brasil atualmente correspondem a plástico reciclado. Em relação aos cartuchos, este índice chega a 70%.

Reciclagem de cartuchos de toner – Imagem por HP

Reciclagem de cartuchos de toner – Imagem por HP

Mas não para por aí: os circuitos eletrônicos dos cartuchos são separados e enviados a uma empresa especializada em obtenção de metal; as esponjas existentes dentro dos cartuchos são reaproveitadas pela indústria da construção civil; e assim por diante.

O interessante é que agora a HP quer ampliar a coleta de cartuchos a serem reciclados. Para isso, fechou uma parceria com a Kalunga e com a Livraria Saraiva para instalar Ecobins, isto é, totens de coleta, nas lojas destas empresas. Em breve, as unidades do Carrefour oferecerão o mesmo.

A expectativa da HP é a de ter Ecobins em pelo menos 500 estabelecimentos de todo o país até o final do ano e continuar aumentando este número posteriormente. Faz sentido: do que adianta investir em tecnologias de reciclagem se o consumidor tiver dificuldades para entregar os cartuchos para a coleta?

Ecobin da HP

Ecobin da HP

E para quem acha que iniciativas como esta tem pouca relevância, A HP revelou uma informação importante: seu programa de reciclagem teve início em 1991 e, desde então, já reaproveitou 446 milhões de cartuchos de tinta e toner, quantidade que corresponde a quase 220 toneladas de material que, se não passassem pelo processo, estariam por aí causando impacto no meio ambiente. Impressionante, não?

Para saber mais sobre o assunto e obter mais informações sobre coleta de cartuchos, você pode visitar o endereço www.hp.com.br/sustentabilidade/reciclar.

Emerson Alecrim





  • moises

    Acabar com reaproveitamento de cartuchos poderia acontecer se a empresa praticasse preços compativeis com o mercado brasileiro. Cartcho com 3ml de tinta custando R$25,00 é uma piada! Não tem como não tentar de todas as formas alguma alternativa de usar o mesmo cartucho infinitamente com uma tinta qualquer para compensar a compra de um cartucho novo. Mesmo construindo cartuchos que se queimam depois de um numero x de impressões para obrigar o cliente a comprar novo cartucho sempre vai aparecer uma forma de burlar o sistema para não ter que pagar um absurdo por um novo cartucho.

  • Sandra

    Sem falar no preço dos cartuchos quase colorido R$50,00 o intuito e de não fabricar mesmo tinta original,pq se uma pessoa paga 10 ou R$15,00 em 3 ml num pirata pq original custa 100% a 300% a mais.Eu mesma compro 1 cartucho original por ano,pago xerox p/ não imprimir em casa mesmo!se pirataria é crime esse preço original dos fabricante é o que,assalto sem arma e também crime?Caros fabricantes de tinta, querem acabar com a pirataria,acabem com os preços abusivos.

  • Moíses, Sandra,

    Apenas gostaria de ressaltar que a HP não considera cartuchos remanufaturados como pirata. Pirata são cartuchos falsos, ou seja, aqueles que foram produzidos por terceiros, mas levam a marca da HP. Quando o fabricante não coloca a sua própria marca e usa outra sem autorização, quer enganar o consumidor.