2012
28
jun

As iniciativas da HP para combater a pirataria e promover a reciclagem de cartuchos

Uma coisa é você comprar cartuchos remanufaturados para a sua impressora: você sabe da possibilidade de qualidade de impressão inferior ou até mesmo de danos ao equipamento, mas arrisca. Outra é procurar cartuchos originais para evitar os mencionados riscos e constatar, tardiamente, que adquiriu produtos falsos. Em um evento realizado nesta quarta-feira (27/06/2012), em São Paulo – SP, a HP apresentou suas medidas para combater o problema da pirataria e, de quebra, mostrou suas iniciativas em prol da sustentabilidade.

Pirataria de cartuchos de tinta e toner

De acordo com a HP, a pirataria de cartuchos de tinta e toner tem características que lembram outra prática bastante comum no Brasil: a falsificação de medicamentos. Em ambos os casos, normalmente o consumidor adquire produtos falsos sem saber, com o agravante de pagar preços similares aos que são cobrados pelos produtos originais.

Cartucho original HP

Cartucho original HP

Além de poder causar prejuízos diretos ao consumidor, a pirataria provoca impacto na sociedade como um todo. De acordo com dados do FNCP (Fórum Nacional de Combate à Pirataria), entidade parceira da HP na realização do evento, a pirataria faz com que com que 2,5 milhões de empregos deixem de existir a cada ano no mundo todo, sem contar a influência negativa que esta prática tem na arrecadação de impostos de vários países.

Uma vez que a HP lidera o mercado mundial de soluções para impressão – no Brasil, por exemplo, a companhia possui 70% de participação –, a pirataria visa de maneira considerável os seus produtos. Por este motivo, a empresa trabalha hoje com algumas soluções para amenizar o problema.

A principal delas é o uso de um selo holográfico na embalagem dos cartuchos. Ao movimentar o produto, o usuário consegue ver os símbolos de “OK” e “visto” se “movimentando” na etiqueta, confirmando a sua originalidade:

Selo de autenticidade de cartuchos HP

Selo de autenticidade de cartuchos HP

Além disso, os selos possuem um QR Code que, quando lido pelo smartphone ou pelo tablet, gera um link para o site da HP que atesta a legitimidade do produto:

QR Code do selo – Imagem por HP

QR Code do selo – Imagem por HP

Na ausência de um leitor de QR Code, o usuário pode ir ao site da HP e digitar o código existente no selo do produto.

Mas é claro que um pouco mais de cuidado continua sendo o principal aliado do consumidor que deseja obter um produto original: comprar em lojas reconhecidas, desconfiar de grandes variações de preços e observar os aspectos da embalagem continuam sendo medidas importantes para não levar “gato por lebre”.

Sustentabilidade: reciclagem de cartuchos

A HP possui um programa de reciclagem de cartuchos bastante interessante. Nele, a ideia é a de aproveitar o máximo possível de componentes. Por exemplo: os plásticos dos cartuchos são tratados para serem transformados em novos cartuchos ou mesmo em novas impressoras. De acordo com a empresa, cerca de 50% da matéria-prima dos equipamentos de impressão da HP fabricados no Brasil atualmente correspondem a plástico reciclado. Em relação aos cartuchos, este índice chega a 70%.

Reciclagem de cartuchos de toner – Imagem por HP

Reciclagem de cartuchos de toner – Imagem por HP

Mas não para por aí: os circuitos eletrônicos dos cartuchos são separados e enviados a uma empresa especializada em obtenção de metal; as esponjas existentes dentro dos cartuchos são reaproveitadas pela indústria da construção civil; e assim por diante.

O interessante é que agora a HP quer ampliar a coleta de cartuchos a serem reciclados. Para isso, fechou uma parceria com a Kalunga e com a Livraria Saraiva para instalar Ecobins, isto é, totens de coleta, nas lojas destas empresas. Em breve, as unidades do Carrefour oferecerão o mesmo.

A expectativa da HP é a de ter Ecobins em pelo menos 500 estabelecimentos de todo o país até o final do ano e continuar aumentando este número posteriormente. Faz sentido: do que adianta investir em tecnologias de reciclagem se o consumidor tiver dificuldades para entregar os cartuchos para a coleta?

Ecobin da HP

Ecobin da HP

E para quem acha que iniciativas como esta tem pouca relevância, A HP revelou uma informação importante: seu programa de reciclagem teve início em 1991 e, desde então, já reaproveitou 446 milhões de cartuchos de tinta e toner, quantidade que corresponde a quase 220 toneladas de material que, se não passassem pelo processo, estariam por aí causando impacto no meio ambiente. Impressionante, não?

Para saber mais sobre o assunto e obter mais informações sobre coleta de cartuchos, você pode visitar o endereço www.hp.com.br/sustentabilidade/reciclar.

Emerson Alecrim

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2011
15
dez

Um novo logotipo para a HP?

Ocasionalmente, as empresas mudam o seu logotipo para adequar a sua imagem aos novos tempos. Há uma pequena chance de a HP (Hewlett-Packard) estar considerando fazer isso em breve, já que imagens foram divulgadas nos últimos dias mostrando o que poderá ser o novo logotipo da companhia:

Logotipo conceitual da HP

Logotipo conceitual da HP – Imagem por Moving Brands

Este logotipo foi desenvolvido pela Moving Brands, que claramente se focou no conceito de minimalismo. Mas há poucas informações sobre este projeto: não se sabe se o logotipo está finalizado, se outros trabalhos foram criados ou mesmo se a HP está disposta a adotar este símbolo.

Tentar obter mais detalhes diretamente com as empresas envolvidas é uma tarefa inútil, pelo menos no momento: A Moving Brands divulgou este trabalho como um “estudo de caso”, mas pouco tempo depois o removeu de seu site por solicitação da própria HP. Talvez o projeto não passasse mesmo de mero um estudo.

Mas, pelo o que eu andei lendo por aí, muita gente gostou deste logotipo. Não é o meu caso, confesso. Não que eu seja um especialista no assunto (longe disso!), mas tenho a impressão de que uma pessoa que não conhece a marca pode ter dificuldades para interpretar o símbolo – ler “lip” em vez de “hp” ou enxergar um ‘m’ ali, por exemplo. Além disso, eu tenho a sensação de que um logotipo assim cairia bem em uma montadora de carros, não em uma empresa “tech”, talvez pela cor metálica das barras. Ou, simplesmente, eu posso estar completamente errado sobre tudo isso.

De qualquer forma, eu considero o logotipo atual da HP bastante moderno, apesar de ter sido baseado em uma imagem criada em 1954: as pontas das letras ‘h’ e ‘p’ saindo do circulo e a sua inclinação lembram uma raio, o que transmite uma imagem de força, de presença. Na minha opinião, para mudar radicalmente, só criando algo tão impactante quanto.

Logotipo atual da HP

Logotipo atual da HP – Imagem por Wikipedia 

Referência: The Verge.

Emerson Alecrim

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2011
19
ago

HP querendo pular fora: será que o PC está mesmo com os dias contados?

HPRecentemente, a HP anunciou a decisão de deixar de investir em aparelhos que rodam a plataforma WebOS, incluindo a linha de tablets TouchPad. Mas, junto a esta notícia, veio a informação de que a empresa está estudando a possibilidade de separar sua divisão de PCs, um jeito sútil de dizer que cogita sair deste mercado. Sendo este um dos segmentos onde a HP é mais conhecida, uma pergunta “dramática” surge no ar: será que o PC está mesmo com os dias contados?

O PC comemorou 30 anos de existência nesta semana, com Mark Dean, um dos principais nomes por trás desse produto, declarando que a “era do PC está chegando ao fim”. Atualmente no posto de chefe de tecnologia da IBM, Dean também deu como acertada a decisão da companhia que representa de vender sua divisão de PCs à chinesa Lenovo, em 2004.

O interessante é que a declaração de Mark Dean não culpa diretamente os dispositivos móveis pela suposto fim dos PCs. Para ele, trata-se mais de uma questão comportamental:

“PCs estão sendo substituídos não por outro tipo de dispositivo – embora haja muito entusiasmo em volta dos smartphones e tablets –, mas por novas ideias que estão em andamento sobre o papel da computação no progresso da humanidade. (…) Está ficando evidente que a inovação não floresce melhor nos dispositivos, mas nas lacunas sociais entre eles, onde as pessoas e as ideias se encontram e interagem”.

Por incrível que pareça, eu acho que é justamente este argumento que pode ser utilizado para dizer que “não, o PC não está com os dias contados”. Posso estar errado, mas o que eu percebo é que, hoje, o número de opções é maior. Com isso, está mais fácil definir qual tipo de tecnologia ou produto é mais apropriado para cada necessidade. Se um tablet é a melhor escolha para determinada aplicação, ótimo, vá em frente! Mas se um PC continua se mostrando mais adequado, por que abandoná-lo?

As vendas de PCs estão caindo, mas isso não quer dizer que esses computadores serão, em breve, peças de museu. A queda acontece – e continuará acontecendo – porque, como eu disse, agora contamos com mais opções. Assim, se uma empresa de PCs quiser continuar continuar “firme e forte”, diversificar os seus produtos pode ser o caminho mais natural para isso.

No caso da HP, a decisão de continuar ou não a atuar no segmento de computadores pessoais tem a mesma motivação que levou à venda da divisão de PCs da IBM para a Lenovo: a sensação de que a empresa terá resultados financeiros melhores se focar seus esforços em serviços. De fato, a divisão de PCs da HP não é das mais lucrativas, apesar de a companhia ser uma das líderes deste mercado.

Se esta sensação tem origem justamente no risco de instabilidade no mercado de PCs, não se sabe ao certo, mas o fato é que a principal concorrente da HP neste segmento não demonstra preocupação: em relação à possível decisão da Hewlett-Packard, ninguém menos que Michael Dell, o chefão da companhia que leva o seu sobrenome, foi irônico no Twitter:

Declarações de Michael Dell no Twitter sobre a HP

“HP… Eles estão chamando de separação, mas está mais para uma divórcio”.

“Se a HP se separar de seu negócio de PCs… Talvez chamarão a Compaq?”.

A menção da Compaq não é mero acaso: a empresa foi comprada pela HP em 2002 por cerca de 25 bilhões de dólares. Depois de gastar tanto dinheiro e subir para o topo do mercado de PCs, vale mesmo a pena se desfazer da divisão? De qualquer forma, parece que a HP não tem sido muito feliz em suas decisões: a recém-abandonada plataforma WebOS parou nas mãos da companhia depois da aquisição da quase falida Palm por 1,2 bilhão de dólares. Valeu a pena? Pois é…

Referências: VentureBeat, seattlepi.com.

Emerson Alecrim

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