TV por assinatura da GVT chegando com força: alta definição e interatividade são diferenciais

Canais em alta definição em todos os planos. Video-on-demand. Navegação intuitiva. Integração com o Twitter. São com estes e com vários outros recursos que a GVT entrará para o mercado de TV por assinatura do Brasil. Chamado de GVT TV, sua estratégia é familiar: para conquistar uma base expressiva de usuários, a companhia colocou em prática a mesma agressividade que a faz ser tão bem aceita no segmento de internet banda larga.

Para começar, a GVT TV terá um sistema híbrido de transmissão: usará satélites do tipo DTH (Direct to Home) para os canais de TV e redes IP para interatividade, conteúdo sob demanda e integração com a internet. É um esquema que utiliza parte da estrutura já existente da empresa, razão pela qual o serviço só será oferecido nas localidades que já contam com os seus planos de banda larga.

GVT TV – Sistema híbrido

GVT TV – Sistema híbrido

Haverá apenas três planos. Segundo a própria GVT, oferecer algo como vinte opções de pacotes pode, na verdade, deixar o cliente confuso, portanto, a ordem aqui é simplificar para dar foco. Os planos serão os seguintes:

  • Super HD, com preço de 59,90 reais por mês;
  • Ultra HD, com preço de 89,90 reais por mês; e
  • Ultimate HD, com preço de 129,90 reais por mês.

A relação dos *principais* canais de cada plano é mostrada a seguir. Perceba que cada pacote possui os mesmos canais do anterior mais um conjunto adicional:

Pacotes - GVT TV

Pacotes – GVT TV

O nome HD nos planos não é apenas um enfeite. Todos os pacotes da GVT, incluindo o mais barato, contarão com canais em alta definição, havendo pelo menos 30 deles nesta condição, característica esta que geralmente é sinônimo de gastos adicionais ao consumidor nos planos de outras prestadoras. É claro que o usuário também poderá contar com pacotes complementares, como canais de esporte, incluindo o Premiere FC, e de filmes, como Telecine e HBO Max Digital. E, sim, também vai ser possível assinar um pacote “combo”, com TV por assinatura, telefone e internet.

Conteúdo sob demanda, mais conhecido como pay per view, também estará disponível na GVT TV. Inicialmente, o serviço terá cerca de 2 mil títulos disponíveis ao usuário, cada um ao preço de 4,90 reais. A GVT também promete um serviço de nome Outra Chance, desta vez gratuito: nele, o usuário poderá ver ou rever programas já exibidos. Quais? Vai depender de acordos com fornecedores de conteúdo.

O assinante também poderá incluir em seu plano um gravador digital com 500 GB de capacidade por mais 29,90 reais por mês. Com este dispositivo, o usuário pode, por exemplo, agendar a gravação de um programa de TV para assistí-lo quando chegar em casa ou pausar um filme para vê-lo depois. A GVT também promete fazer com que o gravador digital seja multiroom em breve. Com isso, o usuário poderá acessar o conteúdo armazenado a partir de qualquer ponto da casa, usando uma rede Wi-Fi, por exemplo.

No que se refere à interatividade – aspecto este que a empresa abordou várias vezes durante a apresentação do serviço –, a GVT promete não só integração com o Twitter, mas também, acesso a redes como Facebook e YouTube, horóscopo, games, resultados de jogos e outros para breve. Ah, lembra do Power Music Club? Sim, também fará parte da GVT TV.

Alcides Troller – Vice-presidente de Marketing e Vendas da GVT

Alcides Troller – Vice-presidente de Marketing e Vendas da GVT

Como você já deve ter percebido, a GVT “chegou chegando” no mercado de TV paga, tal como o fez com o segmento de banda larga. Eu aplaudo. Pode não ser um serviço perfeito – e qual é? – ou ter os melhores preços, mas é muito mais do que a concorrência vem fazendo. Quem me acompanha no Twitter, por exemplo, recentemente me viu reclamando da Via Embratel, que vem me ligando quase que diariamente oferecendo seus serviços. Em vez de perturbar os consumidores com telefonemas, não seria melhor apostar em recursos para se diferenciar no mercado, tal como a GVT está fazendo?

A GVT TV, por enquanto, está restrita a um pequeno grupo de usuários, para testes. Sua chegada definitiva acontecerá em meados de outubro (2011), valendo lembrar que somente em localidades já atendidas por seus serviços de banda larga. É neste ponto que usuários como eu fazem cara de choro: moro em São Paulo, que não contará com a GVT TV. Mas, quem sabe em 2012 não tenhamos alguma novidade neste sentido, ano em que a empresa poderá estrear seu serviço de banda larga na capital paulista e em outras cidades. É esperar pra ver 🙂

Update (21:59): eu havia esquecido de avisar que a GVT TV seguirá a prática de cobrar por ponto extra – algo em torno de 25 por mês para cada decodificador. Uma pena.

Emerson Alecrim