Como usar o Google Earth

Introdução

Imagine ter o mundo dentro do seu computador. Imagine a possibilidade de ver fotos dos lugares mais importantes do planeta - e dos menos importantes também. Imagine a chance de conhecer lugares, de ver monumentos históricos, de viajar sem sair da cadeira. Imagine a experiência de ver fotografias da vida acontecendo em toda a Terra. Imagine poder explorar constelações, galáxias e até mesmo Marte. E a superfície do mar, que tal?

Pois se você imaginou tudo isso, saiba que está apto a utilizar o Google Earth, o poderoso programa mantido e desenvolvido pelo Google que permite a visualização de imagens reais capturadas por satélite de praticamente qualquer lugar do mundo e de parte do Universo também. Trata-se de uma ferramenta útil, divertida, fascinante e repleta de recursos. Para que você possa aproveitar tudo e mais um pouco do que o Google Earth oferece, o InfoWester preparou este tutorial. Bem-vindo ao mundo dentro do seu computador!

Links diretos:


Requisitos

O primeiro passo para utilizar o Google Earth, é claro, consiste em instalá-lo. Mas não é qualquer computador que suporta o programa. A configuração mínima exigida é a de um PC com processador Pentium III de 500 MHz (ou equivalente), 256 MB de memória RAM, 400 MB de espaço em disco, placa de vídeo com 64 MB e resolução de 1024 x 768 pixels, além de conexão banda larga à internet. Note, no entanto, que o Google recomenda uma máquina com, no mínimo, processador Pentium 4 de 2,4 GHz (ou equivalente), 512 MB de memória RAM, espaço em disco de 2 GB e placa de vídeo com 256 MB.

A versão usada neste tutorial é a 6.2.0.5905 (beta), em português, para os sistemas operacionais Windows (versões 2000, XP, 2003, Vista e 7). O Google também oferece versões para o sistema operacional Mac OS X, para distribuições Linux e até para dispositivos móveis que rodam Android. Todas as versões funcionam de maneira semelhante, motivo pelo qual este tutorial, embora baseado na versão para Windows, serve a todas elas, mesmo que com algumas distinções. Note que versões anteriores ou posteriores a este tutorial podem apresentar funcionamento ligeiramente diferente do que é mostrado aqui.

Para baixar o Google Earth, visite a página earth.google.com.br e procure o link de download.


Utilizando o Google Earth

Depois de instalado (os passos da instalação não são abordados aqui por serem triviais), é possível acessar o Google Earth por um atalho na Área de Trabalho (Desktop) do Windows ou pelo Menu Iniciar, no item Google Earth. Há, ainda, mais duas formas de acessar a ferramenta: Iniciar Google Earth no modo DirectX e Iniciar Google Earth no modo OpenGL. Alterne entre elas para ver qual possui desempenho melhor em seu computador.

Uma vez que o Google Earth tenha sido carregado, uma tela semelhante a que é mostrada na imagem abaixo é exibida. Note que, para este tutorial, a visualização foi dividida em quatro partes para facilitar a explicação dos recursos do software.

A parte 1 contém os menus do programa. A parte 2 contém os recursos Pesquisar e Lugares, que permitem a localização dos pontos das quais você deseja obter imagens. A parte 3, chamada Camadas, possui uma série de recursos que complementam o Google Earth. A parte 4 é a mais interessante, afinal, é a que mostra as imagens capturadas, a que exibe a barra de ferramentas com os recursos mais importantes dos menus e a que contém os botões que efetuam a navegação. Repare que, em vez destes botões, você verá algo que lembra uma bússola assim que abrir o programa. Para os botões aparecerem, basta aproximar a seta do mouse da bússola.

Tela principal do Google Earth

Os menus permitem o acesso às funcionalidades essenciais do Google Earth. A versão usada neste tutorial contém as seguintes opções:

Arquivo: este botão dá acesso a vários recursos, entre eles:

  • Botão Abrir, que permite abrir um arquivo de localização (assunto abordado neste tutorial);
  • Sub-menu Salvar, que permite salvar em formato JPEG a imagem que está sendo mostrada no momento e que também permite salvar um arquivo de localização desta imagem. Assim, quando você quiser visitar este ponto no Google Earth, basta ir em Abrir e procurar esse arquivo;
  • Botão Reverter, que permite reverter as informações armazenadas em Lugares;
  • Sub-menu Enviar por e-mail, que permite enviar pelo Gmail ou por um cliente de e-mail imagens ou arquivos de localização;
  • botão Visualizar no Google Maps, que mostra o ponto atual no serviço de mapas do Google;
  • botão Imprimir, para passar ao papel a imagem visualizada;
  • botão Logout do servidor, que faz com que o Google Earth pare de acessar os servidores de imagens.

Editar: menu que dá acesso às opções de colar, copiar, recortar, renomear, excluir ou atualizar atalhos de lugares e imagens, entre outros;

Visualizar: botão que dá acesso às opções de visualização, entre elas, desativar/ativar as barras de ferramentas, alterar a resolução, desativar/ativar grades, entre outros. Note que este menu também dá acesso ao item Explorar, que permite escolher entre visualizar imagens da Terra, da Lua, de Marte ou do céu (constelações, planetas, etc), e também aos botões Imagens históricas, Superfície da água e Sol.

Ferramentas: o menu Ferramentas permite alterar as configurações do Google Earth e acessar recursos adicionais, como o botão Régua, capaz de traçar um caminho ou medir a distância entre dois pontos; o botão GPS, capaz de importar dados de dispositivos do tipo; e o importantíssimo botão Opções.

O botão Opções é o que permite alterar as configurações do Google Earth. Em sua janela, a aba Visualização em 3D permite, por exemplo, alterar a resolução, a quantidade de cores (high color ou true color), o tamanho dos rótulos e a relação de zoom. Também é possível alterar as bibliotecas gráficas padrão (se OpenGL ou DirectX), assim como os tipos de medidas (pés, milhas, metros, quilômetros, etc). A aba Cache permite aumentar ou diminuir o espaço em disco que guarda temporariamente as imagens do programa. Note que você pode apagar o conteúdo atual do cache para recuperar o espaço usado pelo programa. A aba Passeio permite configurar os parâmetros do recurso que recebe o mesmo nome. Use a aba Navegação para alterar os parâmetros que permitem a navegação pelo Google Earth. Na aba Geral, é possível ativar ou desativar configurações sobre vários recursos do programa. Por exemplo, é nela que você pode mudar o idioma do Google Earth ou desativar/ativar as exibições de dicas na abertura do software. Se quiser voltar às configurações originais, basta clicar no botão Restaurar padrão.

Opções do Google Earth

Adicionar: este menu permite a adição de marcadores às localizações encontradas no Google Earth. Assim, é possível acessar rapidamente as imagens de seus locais preferidos (sua casa, seu local de trabalho, seu clube favorito, um ponto turístico, etc). Note que este menu está diretamente ligado à caixa Lugares. Suas opções principais são:

- Pasta: por meio deste deste item, é possível agrupar as localizações a partir de uma classificação. Por exemplo, você pode criar uma pasta de nome "Estádios" para guardar todos os marcadores dos estádios de futebol que você achou. Depois de criada a pasta, esta será exibida em Lugares. Nesta mesma opção, basta arrastar os marcadores que quiser para dentro dela;

- Marcador: esta opção permite marcar os lugares de seu interesse. Por exemplo, a localização de sua casa. Para isso, depois de encontrar o local, vá em Adicionar e clique em Marcador. Observe que um ícone de marcação aparece na imagem. Arraste-a para o local adequado. Em seguida, preencha os dados da janela que aparece ao lado, inserindo um nome e uma descrição. Ao lado do campo Nome há um botão onde você pode escolher um ícone. Clicando em Estilo/Cor, é possível personalizar a marcação alterando a cor, tamanho, etc;

Adicionando um marcador

- Caminho: permite traçar um caminho sobre a imagem. Por exemplo, suponha que você queira marcar o trajeto feito de uma estação do Metrô até um prédio próximo. Para isso, basta ir em Adicionar, clicar em Caminho e, em seguida, clicar no ponto de origem na imagem exibida. Depois, basta marcar os pontos seguintes, como se fosse em um mapa. Quando terminar, dê um nome ao caminho na caixa que estiver aparecendo e clique em Ok. Quando quiser ver esse caminho novamente, basta procurá-lo em Lugares;

- Polígono: permite a utilização de polígonos para definir marcações mais detalhadas, por exemplo, a área de um terreno. Seu funcionamento é semelhante aos recursos Marcador e Caminho;

- Modelo: este é um recurso avançado no Google Earth. Permite a adição de um conjunto de informações vetoriais para, por exemplo, realizar reproduções em 3D em cima da imagem exibida;

- Passeio: funcionalidade que permite ao usuário criar "rotas" de visualização e narrar o que é exibido;

- Foto: suponha, por exemplo, que você tenha encontrado a casa de seu tio no Google Earth. Você pode adicionar uma fotografia desse ponto usando a opção Foto. Ao ativar esse item, basta clicar no botão Navegar para procurar a imagem. Em seguida, clique na aba Foto para fazer ajustes nela;

- Superposição de imagem: suponha que você tenha achado o prédio da empresa em que trabalha. Se tiver autorização, você pode inserir uma imagem próxima ao local com o logotipo da companhia. No exemplo abaixo, uma imagem do InfoWester foi inserida em um ponto de São Paulo. Você pode colocar a imagem que quiser, desde que ela esteja em uma das seguintes extensões: .jpg, .bmp, .tif, .png, .tga ou .gif;

Imagem inserida no Google Earth

- Link de rede: permite adicionar ao programa um link que aponte para um arquivo local, em rede ou na internet que contenha parâmetros de uma determinada localização. Por exemplo, suponha que o site da universidade em que você estuda disponibilize um arquivo do tipo para que os alunos possam localizar rapidamente as imagens do campus da instituição. Basta você clicar em Link de rede e, na caixa que surgir, inserir o link do arquivo por meio do botão Navegar.

Ajuda: neste menu, é possível acessar links para tutoriais e dicas, verificar atualizações do programa, descobrir a sua versão, entre outros.


Parte 2: Pesquisar e Lugares

As caixas Pesquisar (Search) e Lugares são ferramentas fundamentais para localizar pontos no Google Earth e para visualizá-los posteriormente. Por isso, entender seu funcionamento é essencial para utilizar bem programa.

Pesquisar

Nas versões anteriores do Google Earth, a caixa Pesquisar era dividida em três partes, cada uma para um tipo de busca diferente. Hoje, no entanto, utiliza-se apenas um campo para todos os tipos de pesquisa. Assim, se você quiser ver imagens de um endereço, por exemplo, basta informá-lo neste campo. Se quiser localizar uma empresa, basta digitar seu nome ali e assim por diante.

Você também pode traçar rotas de um ponto A até um ponto B. Para isso, logo abaixo do campo de pesquisa, clique em Obter rotas. Nos campos que surgirem, informe origem e destino.

Campos de pesquisa no Google Earth

Lugares

Se você utiliza o Google Earth, é porque quer localizar lugares. Se você quer localizar uma cidade, pode fazê-lo digitando seu nome na caixa Pesquisar. Agora, suponha que você tenha localizado a casa de sua sogra. Você teve muito trabalho, sua esposa ou o seu marido fez bastante pressão, mas você finalmente a encontrou. Bom, seria ideal ter um jeito de acessar este lugar novamente sem ter que ficar procurando, não? Pois você pode fazer isso colocando os marcadores existentes no menu Adicionar. Quando você cria um marcador, uma pasta ou um caminho, é na caixa Lugares que estes itens ficam guardados. Portanto, para ver a casa da sua sogra em outros momentos, basta criar um marcador (lembre-se, vá em Adicionar / Marcador para isso) e acessar a caixa Lugares para encontrá-la futuramente. Se você quiser excluir, renomear ou alterar qualquer dos marcadores exibidos, clique nele com o botão direito do mouse e escolha a opção apropriada.

Caixa Lugares

Parte 3: Camadas

Se você quer mesmo aproveitar tudo o que o Google Earth oferece, nunca descarte o quadro Camadas. É nele que estão organizados os recursos que incrementam e adicionam informação às imagens que você visualiza no programa. Nesta opção, todos os recursos complementares estão organizados em categorias. Para vê-las, basta marcá-las.

Por exemplo, se você quer ver os nomes das ruas do local que está visualizando, basta clicar no item Estradas. Se você está vendo a cidade de São Paulo ou Buenos Aires e quer localizar suas estações de Metrô, basta ir ao menu Mais, escolher o item Transporte e marcar a opção Metrô. Se você quer localizar parques, vá ao item Parques/áreas de recreação do mesmo menu e escolha o tipo de parque desejado.

Uma opção muito útil é a Galeria do Google Earth, acessível por um botão de mesmo nome ao lado da denominação Camadas. Ela exibe informações de determinados locais inseridas por usuários do Google Earth. Graças a isso, lugares que até então não continham muita informação, acabam sendo beneficiados pelos próprios usuários. Essa opção normalmente é representada por um ícone em forma de "i" nos mapas.

Note que a caixa Camadas está repleta de itens, e o Google adiciona novos recursos constantemente. É claro que, dependendo do lugar, um item não oferecerá detalhe algum, mas o número de informações no Google Earth não para de aumentar, o que significa que uma determinada camada pode ser útil em um local específico futuramente.

Em Camadas, também há uma parte dedicada ao mar chamada Ocean. Com ela, o usuário pode estudar pontos de naufrágio, expedições oceânicas, acessar conteúdo referente às formas de vida no mar, entre outros. Estas opções funcionam melhor se a opção Superfície da Água, no menu Visualizar, estiver ativada.

Não deixe de explorar os itens da caixa Camadas, pois certamente alguns deles irão te surpreender!

A área de navegação é onde, de fato, você verá as imagens dos lugares. Utilizá-la é muito fácil, especialmente com o auxílio do mouse. Com esse dispositivo, você pode aproximar ou distanciar a imagem usando o botão de rolagem (o botão giratório geralmente localizado entras as teclas esquerda e direita do mouse). Se o seu mouse não tem botão de rolagem, basta manter o botão direito pressionado e movimentar o cursor do mouse para cima ou para baixo. O efeito de aproximação é o mesmo.

Área de navegação

Se você mantiver pressionado o botão esquerdo do mouse em qualquer ponto da imagem e movimentá-lo, o foco do Google Earth se moverá de acordo com a direção do movimento. Se você quiser que o programa se aproxime automaticamente de algum ponto, basta clicar duas vezes seguidas sobre ele.

Mas os recursos de navegação não param por aí. Por padrão, o Google Earth exibe à direita, na área de imagens, um conjunto de botões, mostrado abaixo:

Joystick de navegação

- 1: recurso de zoom que permite mudar a inclinação da visão, isto é, faz com que o modo de exibição se aproxime ou se distancie do ângulo de visão que se tem em terra firme. Quanto mais próximo da superfície, maior a inclinação;

- 2: esse botão permite mudar a área de visualização. Clique em suas setas para ir para cima, para baixo, para a direita ou para a esquerda. Se preferir, clique no espaço existentes entre duas setas para fazer com que o programa exiba imagens da diagonal correspondente;

- 3: por padrão, o Google Earth exibe as imagens de forma orientada ao Norte, mas você pode mudar o ângulo clicando e girando qualquer ponto desse círculo. Também é possível fazer isso usando as setas que estão na parte de dentro do botão.


Latitude e longitude

Uma maneira de localizar lugares com precisão no Google Earth é por meio de parâmetros de latitude e longitude. Caso você não se lembre ou não saiba o que é isso, eis uma rápida explicação:

O planeta Terra é dividido em linhas imaginárias chamadas meridianos e paralelos. Os meridianos são linhas que "cortam" o planeta do Polo Sul ao Polo Norte (ou vice-versa). Por sua vez, os paralelos são linhas que "cortam" o planeta de leste a oeste (ou vice-versa).

O meridiano mais conhecido é o Greenwich, que divide o planeta em duas partes iguais, uma do lado direito e outra do lado esquerdo, grossamente falando. Por sua vez, o paralelo mais conhecido é a Linha do Equador, que também divide o planeta em dois, sendo o lado norte a parte de cima e o lado sul a parte de baixo. Em outras palavras, o meridiano de Greenwich divide o planeta verticalmente, enquanto que a Linha do Equador divide a Terra horizontalmente.

Onde latitude e longitude "entram em cena"? Simples: latitude é a distância de um ponto qualquer do planeta em relação à Linha do Equador. Um ponto localizado na parte Norte é indicado com N (do inglês north). Um ponto localizado no sul é indicado com S (do inglês south).

Você já deve ter notado que a longitude é a distância de um ponto qualquer da Terra em relação ao meridiano de Greenwich. Os pontos localizados no lado leste são indicados com E (do inglês east), enquanto que os pontos no lado oeste são indicados com W (do inglês west).

Assim sendo, fica claro que a localização exata de um determinado ponto na Terra depende do cruzamento das informações de latitude e longitude. Por fim, resta frisar que as medições de distâncias são dadas, por padrão, em graus (º), minutos (') e segundos ("). Como exemplo, digite 33 53 37.73 S, 151 16 33.72 E no campo Pesquisar (não é obrigatório manter símbolos como º ou "). Note que o Google Earth exibirá a localidade que corresponde às coordenadas 33°53'37.73"S, 151°16'33.72"E.

O Google Earth também pode trabalhar com coordenadas de grau fornecidas em formato decimal. O mesmo ponto do parágrafo anterior pode ser localizado por -33.8938, 151.276 (dica: quando o programa mostrar esse ponto, aproxime a imagem ao máximo, talvez você irá gostar do que vai ver).

Obtendo informações de latitude de longitude de um local

Você achou um local muito bacana e quer mostrar a um amigo. Passar as informações de longitude e latitude deste ponto é um meio fácil para esta tarefa. Se é isso que você precisa, proceda da seguinte forma: vá em Adicionar / Marcador para marcar o ponto de seu interesse. Você não precisa salvar esse marcador, basta apenas anotar as informações de latitude e longitude que são mostradas.

Quer um jeito mais fácil? Basta então olhar a área de visualização de imagens do programa. Note que ela mostra as coordenadas do local visualizado na parte central inferior.

Informações no rodapé do Google  Earth

Se você estiver usando o Google Earth em português, provavelmente o software fornecerá as coordenadas representando as informações de leste e oeste pelas letras L e O, respectivamente. Quando isso acontecer, é recomendável trocar a letra L por E (do inglês east) e a letra O por W (do inglês west). Como exemplo, o InfoWester localizou um ponto cujas coordenadas são:

- Latitude: 23°25'34.90"S
- Longitude: 51°56'17.47"O

Para que não haja erros no momento de visualizar este ponto no Google Earth, é recomendável deixar essas informações na seguinte forma:

23°25'34.90"S 51°56'17.47"W (ou 23 25 34.90 S 51 56 17.47 W)

Copie e cole essa informação em Pesquisar e veja a imagem do local.

Se preferir, você pode obter estes dados na forma decimal. Para isso, vá em Ferramentas / Opções / Visualização em 3D. Na caixa Mostrar lat/long, escolha a opção Graus Decimais.

Neste formato, a localização acima será:

- Latitude: -23.4264°
- Longitude: -51.9382

Insira estas informações em Pesquisar separando-as por vírgula. Ficará assim: -23.4264°, -51.9382.


Arquivos KML (Keyhole Markup Language)

Como dito anteriormente, você pode fornecer por longitude e latitude as coordenadas de um ponto qualquer visualizado no Google Earth. No entanto, esta não é a única forma. Você também pode utilizar arquivos de extensão .kml (ou .kmz, quando compactados) que, quando abertos pelo programa, o orienta a mostrar os pontos que você determinou.

Os arquivos KMZ são baseados na linguagem XML e podem contar com informações como latitude, longitude, escala, textura, links, entre outros. Para servir de exemplo, criamos aqui no InfoWester um arquivo que mostra três pontos importantes da cidade de São Paulo: A Catedral da Sé, o MASP e o Museu do Ipiranga. Você pode baixar o arquivo KML que contém esses três pontos aqui (talvez você tenha que clicar com o botão direito do mouse em cima do link e escolher uma opção de nome "Salvar destino como" ou equivalente para fazer download do arquivo).

Criar esse arquivo foi uma tarefa fácil. Em primeiro lugar, foi criada uma pasta (Adicionar / Pasta). Em seguida, o campo Pesquisar foi utilizado para encontrar os três pontos do arquivo. Cada lugar recebeu um marcador (Adicionar / Marcador). Cada um destes marcadores foi inserido dentro da pasta criada, no quadro Lugares. Bastou então clicar com o botão direito do mouse sobre a pasta e escolher a opção Salvar como. Repare que o Google Earth permite salvar tanto no formato KML quanto no formato KMZ. Este último é útil para arquivos muito grandes, pois é um formato de compactação.

Note que, com isso, você pode, por exemplo, criar um arquivo que contém todas as filiais de sua empresa, criar um guia turístico, mostrar todos os campi de uma universidade, etc.

Para que o Google Earth execute o arquivo, basta clicar sobre ele ou, no programa, ir em Arquivo / Abrir. Quando isso ocorre, o Google Earth tentará mostrar todos os pontos de uma vez, por isso, quanto mais distantes forem os lugares, mais afastada será visualização das imagens. No entanto, uma vez que o arquivo esteja carregado, basta clicar no botão Reproduzir passeio (indicado pela seta na figura abaixo), em Lugares, e o Google Earth mostrará ponto por ponto, automaticamente.

Reproduzir Passeio


Medindo distâncias

Você encontrou dois lugares interessantes no Google Earth, e quer medir a distância entre eles. Isso é fácil. Vá ao menu Ferramentas e clique em Régua. O programa mostrará uma pequena caixa onde você pode escolher a medida (milhas, polegadas, metros, quilômetros, etc). Escolha qualquer uma, clique no ponto de origem e arraste o cursor do mouse até o ponto de destino. Note que a distância será exibida na caixa. Se quiser medir a distância entre mais de dois pontos, basta clicar na aba Caminho, na caixa Régua.

Medindo distâncias


Clima em tempo real no Google Earth

Que tal saber a temperatura de uma região em um determinado dia? Ou, então, saber se vai ser chover ou se vai ter nuvens? A partir da versão 4.2.0205.5730 isso passou a ser possível no Google Earth. Para utilizar este recurso, basta ir em Camadas e ativar a opção Clima. Com isso, será possível obter dados em tempo real das condições meteorológicas de várias regiões do planeta. As temperaturas são exibidas nas escalas Fahrenheit e Celsius.

Clima no Google Earth


O mundo não é o bastante: a opção Céu

Ok, você já sabe, o Google Earth é maravilhoso e tal. Mas você cansou de ver imagens da Terra? Tudo bem, então veja imagens do céu. Não acredita? Então vá ao menu Visualizar, selecione Explorar e clique em Céu. O Google Earth mostrará imagens de constelações, planetas, galáxias, etc.

Vendo o espaço no Google Earth

Em diversos pontos da visualização é possível obter explicações sobre as constelações, galáxias e outras relações astronômicas. A navegação por esses itens é semelhante ao modo de visualização da Terra, mas é recomendável se orientar pelas categorias existentes em Camadas para ter acesso rápido às imagens desejadas.

Marte

Marte, o "planeta vermelho", tem cerca de metade do tamanho da Terra e, assim como aqui, seus dias duram aproximadamente 24 horas. É um dos planetas mais estudados por astrônomos. E se você quiser ser um estudioso de Marte, pode usar o Google Earth para isso. É que, a partir da versão 5, o programa passou a exibir imagens de Marte também. Acessar essa opção é muito fácil: basta clicar no botão com o símbolo de um planeta na barra de ícones existente na área de visualização de imagens e escolher Marte (ou ir em Ferramentas / Explorar / Marte):

Marte no Google Earth


Um tesouro no Google Earth: o simulador de voo

Pouco tempo depois do lançamento da versão 4.2 do Google Earth, um rapaz de nome Marco Gallotta descobriu um segredo muito bem escondido no software: um simulador de voo! É claro que não é nada tão sofisticado e realista quanto o FlightGear, por exemplo, mas dá para curtir bastante.

Para habilitar o simulador, vá em Ferramentas / Entrar no simulador de voo. Uma janela irá aparecer oferecendo dois aviões, um F16 e um SR22, este último mais fácil de pilotar. Na parte inferior da janela, é possível escolher em que ponto iniciar o voo: em um aeroporto ou no local visualizado atualmente. Repare que há uma opção que permite habilitar um joystick (controle) para ser usado no simulador. Esta opção só estará disponível se o Google Earth detectar o dispositivo.

Simulador de vôo no Google Earth


Adicionando informações no Google Earth

Graças ao item Galeria do Google Earth, em Camadas, é possível visualizar informações fornecidas pelos próprios usuários do programa. Se você conhece algum lugar que é visível no Google Earth, mas não possui descrição alguma, pode tentar fornecer uma para o local. Para isso, basta utilizar o recurso de compartilhamento.

Ao visualizar um ponto ou um marcador, vá em Arquivo e clique em Share with Google Earth Community. O Google Earth mostrará uma página na internet que contém as orientações necessárias para enviar a sua colaboração. No entanto, isso somente será possível depois de uma conta ser criada no serviço, por essa razão, procure o link de registro na referida página.

Feito isso, basta seguir as instruções. Se tudo der certo, seu ponto poderá ser visto por outros usuários do programa. No entanto, a disponibilização pode levar algumas horas.


O Google Earth exibe imagens em tempo real? E por que as imagens de muitos lugares estão "borradas"?

Muita gente acredita que o Google Earth exibe imagens em tempo real, mas isso não acontece. As imagens do programa são fornecidas ao Google por empresas e entidades especializadas no assunto, mas trata-se apenas de fotografias. Este material, em sua maioria, é capturado por satélites, no entanto, isso não é feito de uma só vez. Cada "pedaço" do planeta é "fotografado" em períodos diferentes. Dependendo da região, a atualização das imagens acontece com mais frequência do que outras. Todavia, o Google tenta fornecer fotos que tenham, no máximo, três anos de existência.

Muita gente também reclama que as imagens de uma determinada cidade estão "borradas". Isso acontece porque o Google ainda não conseguiu imagens melhores da região. Mas a intenção do Google é a de fornecer o melhor conteúdo possível, e tão logo a empresa possa atualizar estas imagens, ela o fará.

A melhor solução para estas limitações é aguardar. Adquirir versões mais avançadas do Google Earth (isto é, versões pagas) não fará as imagens melhorarem. Desinstalar e instalar outra versão do Google Earth também não, afinal, as imagens não ficam armazenadas no programa, mas sim nos servidores do Google. É por isso que é necessário ter uma conexão à internet em banda larga para utilizar o Google Earth.


Compartilhar no Google+

A partir da versão 6.2, lançada em janeiro de 2012, o Google Earth passou a oferecer integração com a rede social Google+. A ideia é a de que você possa compartilhar a imagem de uma localidade que estiver vendo com amigos. Para isso, basta clicar no botão Fazer login, no canto direito superior, e informar seus dados de usuário.

Com login efetuado, basta então clicar no botão Compartilhar, também no canto direito superior, para enviar seu screenshot ao Google+.


Finalizando

O Google Earth é um programa riquíssimo em recursos e, por mais que este tutorial tenha sido escrito com o intuito de oferecer o máximo de detalhes, não é possível descrever todas as suas funcionalidades e possibilidades. Por isso, como última sugestão, o InfoWester recomenda que você explore com afinco o Google Earth para descobrir ainda mais sobre ele. E fique atento: o Google está sempre adicionando recursos novos ao programa, por isso, visite o site oficial do Google Earth periodicamente para saber das novidades.

Por fim, é importante frisar que, apesar de este tutorial ter sido elaborado pelo InfoWester, o site não possui qualquer responsabilidade sobre o Google Earth, assim como não possui vínculo algum com a empresa que o mantém.


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Escrito por - Publicado em 15_09_2007 - Atualizado em Atualizado em 04_02_2012