Game Boy: 1989 – 2007

Game Boy ClassicEu lembro que meu interesse pelo Game Boy começou por causa de um comercial de TV. Devia ser o ano de 1993 ou 1994, não lembro exatamente, mas era uma época em que a Nintendo ainda tinha uma filial própria aqui no Brasil. No tal comercial, havia até um slogan que dizia “É Nintendo ou nada!”. Desde então, enchi o saco da minha mãe até ela me comprar esse portátil. Foi o primeiro videogame que eu tive, e o adorava, mesmo sendo monocromático. Até então, só jogava na casa de colegas. Cuidava do console tal como um fanático por carros cuida do seu veículo. Prova disso é que o tenho até hoje, funcionando!

É por isso que fiquei um pouco surpreso em saber que a Nintendo está prestes a aposentar a linha Game Boy. Apesar da empresa comercializar até os dias de hoje o Game Boy Advance e o Game Boy Micro, parece que o ciclo de vida desses portáteis está chegando ao fim. Mais nenhuma versão nova será lançada. De acordo com esta matéria do site Game Daily, um executivo da Nintendo americana afirmou que os planos da empresa a partir de agora se concentrarão apenas no Nintendo Wii e no Nintendo DS, embora nada tenha sido confirmado na matriz da companhia, no Japão. Mas tudo indica que realmente é isso que vai acontecer e, se analisarmos toda essa coisa de mercado, veremos que, no fundo, a empresa tem razão em tomar tal decisão.

É claro que ninguém vai morrer por causa disso, até porque o sucessor natural da linha Game Boy, o Nintendo DS, cumpre muito bem a função de videogame portátil. Mas que vai gerar saudosismo, isso vai, afinal, a linha Game Boy tem quase 20 anos (surgiu em 1989), e não há dúvidas de que teve papel fundamental na história da Nintendo e na vida de muitos “gamemaníacos”.

Leia este artigo, caso queira conhecer a trajetória da Nintendo até os dias de hoje.

Referência: Game Daily.

Emerson Alecrim





  • É interessante se pensarmos que o DS não tem o nome Game Boy justamente porque era uma aposta arriscada e a Nintendo não queria correr o risco de queimar a franquia Game Boy.

    Se formos pensar em comerciais, legal era o do Mega Drive. “Supremo”.

  • Emerson Alecrim

    Caramba, eu não sabia disso, Wilerson, hehehe… Ah, os comerciais da Nintendo eram mais legais 😀

  • Bem, o DS é pra mim a melhor coisa que a Nintendo fez desde o SNES, então a aposta deu certo. Mas convenhamos que era bem arriscado, não se esqueça da história trágica do Gunpei Yokoi.

    O comercial americano do Mega (pré-SNES) era sensacional, também. “Genesis does what Nintendon’t”.

  • Gabriel

    É eu tb tive um Game Boy… Cara, como o tempo passa rápido…

  • Emerson Alecrim

    É, o DS é realmente incrível. Mas se formos considerar que a Nintendo não utilizou o nome Game Boy nesse console apenas por medo, podemos entender então que essa linha continua viva. Até que dizer “Game Boy DS” não seria ruim 😀

    É, Gabriel. Parte das pessoas com as quais joguei videogame na infância já tem até filhos, hehehe…

  • Hugo

    Nunca tive um Game Boy, na verdade só meu primo tinha e lembro que ficava pedindo emprestado o tempo todo quando éramos crianças… era assim: uma vida ou uma fase e depois deixava o outro jogar!

  • Claudio Freitas

    Eu me lembro desse slogan “É Nintendo, ou nada!” e achava bem legal.

    Lembro também dos tempos em que eu ficava ligando para a Power Line (uma central em que você ligava para tirar dúvidas em jogos que estavam difíceis de passar) perguntando o que fazer quando eu travava no rpg Crystalis pro NES (primeiro rpg que joguei).

  • Hugo, foi nesse esquema de uma vida ou uma fase por vez de cada um que eu terminei Sonic 2 de Mega Drive. 🙂