Blogs também servem para controlar as dívidas

Cada vez mais as pessoas deixam de ver os blogs como meros diários virtuais para tê-los como importantes fontes de informação e opinião. Os blogs carregam a imagem da transparência e do compromisso com a verdade, já que seus autores contam com uma liberdade até então bastante limitada em outros meios.

Lendo esta matéria do site espanhol LaFlecha, fiquei surpreso ao saber que os blogs também estão sendo usados como forma de combate ao endividamento, pelo menos nos EUA.

Muitos endividados estão criando blogs para relatar toda a sua indesejável situação financeira e para explicar o que estão fazendo para lidar com o problema. Tal iniciativa serve como exemplo para pessoas que não controlam bem suas finanças, assim como serve para o próprio blogueiro manter-se no controle da situação – ele acaba pensando duas vezes antes de contrair mais uma dívida, afinal, não vai querer relatar isso em seu blog.

O caso mais destacado é o do We’re in Debt (Estamos endividados), blog criado em abril de 2006 por um casal que percebeu que suas dívidas passavam de 150 mil dólares. O blog foi o jeito que o casal encontrou para puxar o “freio de mão das dívidas”.

Outro blog que também chama a atenção é o Poorer Than You (Mais pobre do que você), criado por Stephanie, uma estudante de cinema que teve que abandonar a faculdade por conta das dívidas. De acordo com ela, o cartão de crédito foi o que lhe permitiu entrar em tal situação. Em seu blog, Stephanie repassa os macetes que aprendeu para controlar suas dívidas e também recebe orientações por comentários.

Estou longe de ser um especialista no assunto, mas se você não quer criar um blog desse tipo, eis algumas dicas que funcionam (pelo menos comigo):

– Se possível, use limites baixos no cartão de crédito. O meu cartão mais generoso tem o limite de 1000 reais;
– Ao comprar à vista, não se esqueça de pedir desconto. Se o vendedor se negar, simplesmente diga “ok, então tenha uma boa tarde” e procure outra loja;
– Muitas sites de comércio eletrônico fornecem descontos em compras feitas por boleto bancário. Prefira essa opção ao constatar isso, mesmo que o produto demore um pouco mais para chegar;
– Planeje e pesquise bem antes de comprar e evite a pressa. Montei um computador novo em janeiro e gastei quase 4 mil reais. No entanto, economizei mais de mil reais pesquisando peças e negociando com o vendedor (sim, é uma senhora máquina);
– Junte um dinheiro (eu sei, falar é fácil, mas tente) e o deixe guardado para uma situação mais urgente. Dessa forma, você não precisará apelar para empréstimos bancários.

E, se a tentação for grande, lembre-se de visitar os mencionados blogs de vez em quando 😉

Referência: LaFlecha.

Emerson Alecrim





  • Raul Fonseca

    Como evitar uma dívida se a necessidade é mais de ordem sentimental (social) do que material.

    Como evitar recorrer a solução mais fácil qué recorrer ao crédito bancário?