2012
11
set

Buscapé é derrotado em processo judicial movido contra o Google

No final de 2011, o Buscapé, por meio da E-Commerce Media, empresa que a representa, entrou com um processo contra o Google por entender que a versão brasileira do Google Shopping, lançada em outubro do mesmo ano, oferecia “conduta anticoncorrencial”. O processo está em situação de “Segredo de Justiça”, mesmo assim, o site Search Engine Land obteve acesso a um documento em inglês que mostra que o Buscapé perdeu a batalha.

Em sua argumentação, a E-Commerce Media alega que o Google exibe somente imagens de produtos do Google Shopping em buscas de produtos e que a empresa de Mountain View dá prioridade ao seu serviço de comparação de preços nos resultados da maioria das pesquisas realizadas.

O Google, por sua vez, se defendeu dizendo que os usuários não têm restrição alguma para entrar em sites de pesquisa de preços, seja o Buscapé ou serviços semelhantes mantidos por outras empresas. Além disso, a defesa do Google frisou que a chegada do Google Shopping ao Brasil não fez com que o Buscapé perdesse a liderança deste segmento.

De acordo com a decisão do tribunal, de fato, não há nada que obrigue o usuário a utilizar o Google – o Buscapé não precisa deste serviço para ser acessado. Além disso, a liderança do Google nas buscas não pode ser entendida como monopólio. Neste sentido, a exibição de conteúdo do Google Shopping nas buscas foi vista pela Justiça como uma forma de apresentar resultados mais relevantes ao usuário, fazendo que a ferramenta seja apenas uma categoria do mecanismo de pesquisa do Google.

O processo foi arquivado, cabendo ao Buscapé pagar ao Google o montante de 30 mil reais para cobertura de custos processuais.

Referências: Search Engine Land, Gizmodo Brasil.

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2012
10
set

Empresa de segurança digital VirusTotal é a mais nova aquisição do Google

VirusTotalO Google foi às compras novamente na última sexta-feira (07/09/2012), sem alardes. Desta vez, a empresa adquirida pelo maior buscador do mundo é a espanhola VirusTotal, que fornece uma ferramenta on-line e gratuita de verificação de malwares em sites e arquivos enviados pelo usuário.

Pelo menos até o momento, o Google não esclareceu os motivos para este negócio, mas a exemplo do que aconteceu com outras de suas aquisições, é possível que a tecnologia da VirusTotal seja empregada em seus serviços, como o Gmail, o Google+ ou o próprio buscador.

De qualquer forma, uma nota publicada no blog da VirusTotal (em inglês) afirma que o serviço continuará funcionando de maneira independente do Google e que as parcerias firmadas com outras empresas de segurança e com profissionais do assunto serão mantidas. A nota só não diz até quando.

Como de costume, o Google não revelou o valor desembolsado pelo negócio.

Referência: WSJ.com.

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2012
15
ago

Google recebe, novamente, o título de melhor empresa para se trabalhar no Brasil

GoogleO Google foi considerado, pela terceira vez consecutiva, a melhor empresa para se trabalhar no Brasil, de acordo com o ranking anual elaborado pela empresa de consultoria Great Place to Work em parceria com a revista Época. Na lista aparecem também outros nomes fortes da área de TI, como Microsoft e Dell. Eis as 25 primeiras posições:

  1. Google
  2. Kimberly-Clark Brasil
  3. Laboratório Sabin
  4. Caterpillar
  5. Elektro
  6. Gazin
  7. Microsoft
  8. Accor
  9. Ticket
  10. Losango Promoções de Vendas
  11. Dell
  12. SAS
  13. MAN Latin America
  14. JW Marriott Rio de Janeiro
  15. Renaissance São Paulo Hotel
  16. Duke Energy International Geração Paranapanema
  17. Embraer
  18. Vivo (Telefônica)
  19. Coca-Cola Recofarma
  20. Novozymes Latin America
  21. Chemtech
  22. McDonald´s
  23. Novartis Biociências
  24. Magazine Luiza
  25. Whirlpool Latin America

Ao todo, o ranking elegeu as 100 melhores de 1.013 companhias avaliadas. Vários aspectos foram considerados, especialmente o nível de confiança dos funcionários em relação ao ambiente de trabalho e as práticas de gestão de pessoas executadas pelas companhias.

No caso do Google, não é novidade para ninguém que a rotina interna de seus funcionários foge do convencional: além de benefícios financeiros variados, a empresa oferece alimentação gratuita no local, atividades de entretenimento, cursos, ambiente descontraído (terno não é obrigatório, por exemplo), incentivo à inovação, foco na colaboração em detrimento de níveis hierárquicos exagerados, entre outros.

Vale frisar, no entanto, que o Google é extremamente rigoroso em seu processo seletivo: o candidato a uma vaga na empresa passa por uma série de testes e entrevistas antes de ser contratado, e pode chegar a nem ser convidado para estas etapas se não tiver nível avançado de inglês e notas excelentes em seu curso superior, por exemplo.

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2012
13
ago

Guia on-line de viagens Frommer’s é a mais recente aquisição do Google

O Google não fica mesmo muito tempo sem “ir às compras”. A aquisição mais recente foi anunciada nesta segunda-feira (13/08/2012): a Frommer’s, uma espécie de guia de viagens que é bastante conhecida por suas versões impressas, comercializadas desde 1957.

As primeiras perguntas que surgem à mente é: quais as intenções do Google com uma aquisição do tipo? Ter uma atuação mais forte no ramo de turismo, talvez? Pode até ser, mas a exemplo do que acontece com a maioria das compras da empresa, o objetivo principal possivelmente é o de absorver tecnologia ou conhecimento em um determinado segmento.

Frommer’s

No caso do guia Frommer’s, até então pertencente à empresa Jonh Wiley & Sons, muito provavelmente o Google planeja oferecer informações mais precisas sobre turismo e produtos regionais de várias localidades do mundo em seus serviços de busca, de forma a rivalizar com as recomendações do tipo que podem ser encontradas no Facebook, por exemplo.

Como é comum nas aquisições do Google, os valores envolvidos no negócio não foram revelados por nenhuma das partes. Ainda não se sabe se a companhia manterá a versão on-line da Frommer’s como um serviço independente, tampouco se continuará mantendo as edições em papel da marca.

Referência: The Wall Street Journal.

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2012
30
jul

Marissa Mayer se inspira no Google para mudar o Yahoo!

No último dia 17, Marissa Mayer, até então uma das executivas de maior prestígio do Google, assumiu oficialmente o cargo de CEO do Yahoo!. Os primeiros efeitos desta inesperada mudança começaram a aparecer: de acordo com o site AllThingsD, Mayer decidiu adotar algumas das estratégias que fazem bastante sucesso na companhia fundada pela dupla Larry Page e Sergey Brin.

Uma delas é a “comida grátis”. Tal como no Google, os funcionários do Yahoo! poderão fazer refeições variadas dentro da empresa sem pagar nada por isso, embora esta medida valha inicialmente apenas para a sede da empresa. Outro incentivo previsto por Mayer é o aumento das premiações entregues aos funcionários por desempenho.

Marissa Mayer – Imagem por Wikipedia

Marissa Mayer – Imagem por Wikipedia

Os espaços de trabalho também mudarão: no intuito de criar um ambiente mais colaborativo e comunicativo, salas e cubículos serão substituídos por áreas mais abertas. E não para por aí: Mayer pretende realizar reuniões com os funcionários nas tardes de todas as sextas-feiras, outra característica marcante da política interna do Google.

A expectativa é a de que estas estratégias façam efeitos principalmente em produtos consagrados do Yahoo!, como o seu serviço de e-mail e a ferramenta de compartilhamento de fotos Flickr. Se a ideia dará certo, ainda é cedo para afirmar. No entanto, alguns relatos mostram que as mudanças estão sendo bem recebidas pelos funcionários, não apenas pelos benefícios em si, mas também pelo efeito simbólico que a iniciativa tem.

Referência: AllThingsD.

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2012
20
jul

Google compra Sparrow, famoso cliente de e-mail para OS X e iOS

O Google nunca fica muito tempo sem fazer alguma aquisição. A bola da vez é o Sparrow, um cliente de e-mail bastante popular entre usuários das plataformas OS X (Mac) e iOS (iPhone), da Apple. O negócio foi anunciado nesta sexta-feira (20/07/2012).

Sparrow + Google

O que levaria o Google a adquirir o Sparrow, uma vez que a empresa possui um serviço de e-mail (Gmail) cuja interface Web funciona excepcionalmente bem? O que normalmente motiva a companhia a fazer aquisições dos mais variados tipos: incorporar tecnologias que podem ser aplicadas aos seus produtos e, de quebra, incrementar seu time de desenvolvimento com novos talentos.

Outro motivo possível – e mais provável – é o fato de o cliente do Gmail para iOS, ao contrário da versão para Android, não ser tão intuitivo, fazendo com que muitos usuários adotem outra solução – é neste ponto que o Sparrow entra em cena.

A aquisição, é claro, levanta dúvidas quanto à continuidade do Sparrow a longo prazo, especialmente porque a mensagem divulgada pela empresa em relação ao assunto explica que suporte técnico e atualizações permanecem sendo fornecidos, mas que, por outro lado, não há planos de desenvolvimento de novos recursos.

A exemplo do que normalmente acontece nas aquisições do Google, nenhuma das partes revelou os valores envolvidos no negócio.

Colaboração: Mario Rinaldi.

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2012
03
jul

Faxina no Google: serviços iGoogle e Google Video serão fechados em breve

De tempos em tempos, o Google promove uma “faxina” em seus serviços: aqueles que caíram no esquecimento ou podem ser substituídos por ferramentas mais modernas são simplesmente fechados. Hoje (03/07/2012), a companhia anunciou as suas mais recentes “vítimas”: o serviço de página inicial personalizada iGoogle e o Google Video, que perdeu espaço na empresa depois da chegada do YouTube.

Criado em 2005, o iGoogle tem a proposta de permitir ao usuário ter uma página inicial personalizada em seu navegador com feeds RSS de sua escolha e widgets variados. No entanto, o serviço nunca foi sinônimo de praticidade, sem contar que não oferece as funcionalidades de interação existentes nas redes sociais, por exemplo. A consequência não poderia ser outra: seu número de usuários assíduos nunca foi suficientemente expressivo.

Os usuários que ainda utilizam o iGoogle terão até o final de outubro de 2013 para achar uma alternativa. No primeiro dia de novembro do mesmo ano, o serviço será desativado de vez.

Adiós, iGoogle

Adiós, iGoogle

O Google Video, por sua vez, foi parcialmente desativado em maio de 2009, quando deixou de permitir o upload de novos vídeos. Mas o acervo existente até então permanece on-line até hoje. Por conta disso, os usuários que possuem conteúdo no serviço devem apagar ou baixar seus vídeos até 20 de agosto de 2012. Após esta data, o Google Video será fechado e o material existente nele será migrado automaticamente para o YouTube, mas de maneira privada, de forma que somente o usuário que é dono do material possa vê-lo, a não ser que mude esta configuração posteriormente.

O Google também encerrará a manutenção de alguns produtos menos conhecidos, com o aplicativo de busca para a plataforma Symbian, o widget para uso do Google Talk (mensagens instantâneas) em sites e a ferramenta para pesquisas corporativas Google Mini, cujos recursos agora estão disponíveis em serviços como Google Search Appliance e Google Commerce Search.

Referência: Official Google Blog.

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2012
18
jun

Google: pedidos de remoção de conteúdo por parte de governos chega a níveis alarmantes

O Google Transparency Report é um endereço que o maior buscador do mundo mantém para disponibilizar informações sobre o tráfego em seus serviços e, principalmente, para mostrar um panorama global dos pedidos de remoção de conteúdo que a empresa recebe. O site foi atualizado nas primeiras horas de hoje (18/06/2012) para incluir dados referentes ao segundo semestre de 2011, procedimento que revelou ações preocupantes por parte de vários governos, com destaque para o Brasil.

De acordo com o relatório, o governo brasileiro foi o que mais requisitou remoção de conteúdo durante o período: 128 pedidos judiciais, 69% deles sendo atendidos total ou parcialmente. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 117 solicitações (40% atendidas), ficando a Alemanha em uma distante terceira colocação, com 60 registros (atendimento de 80%).

O próprio Google classifica esta situação como “alarmante”, já que, por trás das solicitações, muitas vezes estão interesses políticos que se sobrepõem à liberdade de expressão, comportamento este que é até esperado (o que não quer dizer que seja aceito) em países com regime governamental mais rígido, mas não em democracias estabelecidas, como é o caso do Brasil.

Para o Google, lidar com estas questões é um desafio diário, uma vez que os serviços das empresa são populares em praticamente todo o mundo, mas devem ser oferecidos em conformidade com as leis de cada país. O ponto crítico está justamente na identificação do que é uma ação abusiva e o que é negligência.

Referências: CNET News, Official Google Blog.

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2012
05
jun

Google vai às compras e adquire Meebo e Quickoffice

Tendo dinheiro em caixa e sede por inovação, o Google comprava uma empresa atrás da outra em um passado não muito distante. Mais madura e ciente da necessidade de controlar os gastos, a companhia parou de agir assim, mas vez ou outra ainda realiza alguma aquisição inesperada: prova recente disso vem da compra do serviço Meebo e da empresa responsável pelo suíte de escritório móvel Quickoffice.

Lançado em 2005, o Meebo é uma plataforma que agrega serviços de mensagens instantâneas: o usuário pode, por exemplo, utilizar o Windows Live Messenger (antigo MSN Messenger), o Google Talk ou o Yahoo! Messenger a partir de uma interface Web, sem necessidade de instalar aplicativos no computador. O Meebo também é conhecido por disponibilizar a sites uma barra que permite ao usuário compartilhar conteúdo em redes sociais e realizar chat sem abandonar a página.

O Quickoffice, por sua vez, é um conjunto de aplicativos que permite ao usuário ler e editar textos, planilhas, slides e outros tipos de arquivos em dispositivos móveis. A suíte é bastante conhecida entre usuários de iOS e Android, apesar de ser um software pago – uma licença do Quickoffice Pro para Android, por exemplo, custa 19,99 dólares.

Tal como costuma fazer em suas aquisições, o Google não informou os valores envolvidos. A companhia também não revelou o que pretende fazer com as empresas adquiridas, mas há alguns palpites: os recursos do Meebo podem ser integrados ao Google+ ou a empresa pode aproveitar seus apps móveis para oferecer versões “mobile” melhoradas do Google Talk; no caso do Quickoffice, a aposta está em uma melhor integração do Google Docs com plataformas móveis.

* * *

Outra aquisição recente do Google, mas menos destacada, é a empresa KikScore, que fornece selos que atestam a confiabilidade de sites de comércio eletrônico. Para isso, a empresa realiza pesquisas com consumidores e analisa dados de seus clientes, por exemplo. O KikScore será desativado no próximo dia 28. Os clientes atuais poderão migrar para a ferramenta Google Trusted Store.

Referências: TechCrunch, CNET News, Search Engine Land.

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2012
23
Maio

Batalha vencida: júri decide que Google não infringiu patentes da Oracle

AndroidA Oracle iniciou um processo judicial contra o Google em agosto de 2010 alegando que a empresa de Mountain View havia quebrado algumas patentes que lhe pertenciam desde a aquisição da Sun Microsystems ao supostamente utilizar código-fonte da linguagem Java no sistema operacional Android. Depois de quase dois anos de disputas, finalmente a decisão saiu: o Google foi considerado inocente das acusações.

Nas últimas semanas, o assunto ganhou grande atenção da imprensa, especialmente porque os CEOs de ambas as empresas – Larry Ellison, da Oracle; Larry Page, do Google – tiveram que comparecer ao tribunal para prestas depoimento, fato que deixou evidente a gravidade da situação.

O julgamento teve várias “idas e vindas”. No entanto, a situação pareceu favorável à Oracle no dia 08 de maio, quando o júri do tribunal concluiu que o Google aplicou, de fato, código do Java no Android. Por outro lado, a corte não conseguiu determinar se esta utilização ocorreu em circunstâncias de fair use, quando materiais protegidos podem ser usados sem infringir a lei.

Nas últimas duas semanas, o júri continuou com as deliberações e, hoje (23/05/2012), chegou à conclusão de que a Oracle não conseguiu provar que o Google infringiu as patentes da linguagem Java. Com isso, a companhia liderada por Larry Ellison sai de mãos vazias de um processo em que esperava obter pelo menos 1 bilhão de dólares como indenização.

O Google comemorou a vitória de maneira discreta. Em um comunicado, disse apenas o seguinte:

O veredito de hoje do júri de que o Android não viola patentes da Oracle foi uma vitória não apenas para o Google, mas para todo o ecossistema do Android.

A Oracle, por sua vez, forneceu a seguinte nota:

A Oracle apresentou provas contundentes no julgamento de que o Google sabia que estava fragmentando e causando danos à linguagem Java. Pretendemos continuar a defender e a apoiar o núcleo do Java, (…) e a assegurar a sua proteção para os nove milhões de desenvolvedores e para a comunidade que dependem da linguagem.

Referências: The Verge, CNET News.

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