Software livre e computação nas nuvens geram economia ao governo federal

O uso de software de livre nos mais variados serviços do governo federal pode ter gerado uma economia de 380 milhões de reais aos cofres públicos. Isso até 2008. De lá para cá, esse valor pode ter dobrado. É o que afirma Paulo Pastore, coordenador do Programa de Software Livre do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Ilustração de cloud computingNo caso do sofware livre, a economia é oriunda principalmente da não necessidade de pagamento de licenças. No entanto, também é possível poupar recursos financeiros com o uso de computação nas nuvens (cloud computing). Pastore dá um exemplo:

“Todos os anos, quando chega a época da entrega do imposto de renda, a gente tem uma grande necessidade de servidores, então temos que comprar ou realocar cerca de 30 servidores. A ideia é que, em vez de termos 30 servidores só para imposto de renda, que na outra parte do ano vão ficar ociosos, vamos ter uma nuvem com 100 servidores. Os serviços que tiverem pico vão ocupar a parte que está ociosa, independentemente de ser um servidor dedicado apenas para imposto de renda, vários serviços vão estar rodando lá”, explica.

Segundo Karin Brietman, que coordena o Programa de Engenharia de Computação da PUC-RJ, o Brasil está em ótima posição em relação ao desenvolvimento de soluções baseadas em computação nas nuvens, mas ainda falta muito. Um dos entraves para isso é um velho conhecido nosso: a falta de acesso à internet de qualidade via banda larga. A expectativa da coordenadora é a de que o Plano Nacional de Banda Larga possa representar uma mudança favorável nesse cenário.

Esses assuntos são temas do 3º Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico, evento que acontece até amanhã (20/08/2010), em Brasília.

Referência: Agência Brasil.