Kazaa voltará à ativa, mas de maneira “comportada”

O Kazaa foi durante muito tempo o serviço de compartilhamento de arquivos (P2P) que atendeu aos “órfãos” do “lendário” Napster, mas assim como este, sofreu com uma série de problemas legais sob a acusação de ajudar a disseminar indevidamente materiais protegidos por direitos autorais e, por consequência, praticamente parou de funcionar. Agora, o Kazaa está de volta, mas para muita gente continuará “morto”…

Explica-se: o serviço, que outrora pertenceu aos mesmo criadores do Skype, agora é de propriedade da Brilliant Digital Entertainment (BDE), que pretende aproveitar o passado de sucesso do Kazaa para relançá-lo como um serviço legal de distribuição. Para isso, os usuários terão que pagar uma mensalidade de quase 20 dólares, que dará direito a downloads ilimitados de músicas.

O problema é que todas as faixas serão protegidas por DRM (Digital Rights Management), que impede que os arquivos sejam executados em dispositivos móveis (como um celular ou um tocador de MP3) e limita a quantidade de cópias para até três PCs (não há suporte para Linux e Mac OS). Ainda tem mais: se o usuário cancelar sua assinatura, as músicas baixadas deixarão de tocar. Com isso, o Kazaa deixa de ser uma rede de compartilhamento para se tornar um simples e limitado serviço de downloads pagos.

De acordo com o site do Kazaa, o usuário também pode baixar ringtones e tem acesso a um acervo de cerca de 1 milhão de músicas das principais gravadoras. É uma quantidade expressiva, mas diante do número de artistas e estilos musicais que temos hoje, pode não ser suficiente para todo mundo.

É até possível que a BDE consiga algum sucesso com o novo Kazaa, mas certamente não alcançará o público de antes. E isso não apenas por se tratar de um serviço pago, mas principalmente porque as músicas são oferecidas com DRM, prática considerada pelos usuários como uma verdadeira afronta…

Referências: CNET News, Kazaa.