FIRJAN: empresas também enfrentam preços altos e falta de opções para acesso à internet no Brasil

Modem ADSLUm estudo publicado recentemente pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) mostra que a falta de infraestrutura adequada e preços elevados são os principais problemas enfrentados por empresas no que se refere ao acesso à internet no Brasil.

A pesquisa constatou que a velocidade mínima disponível no país é de 150 Kbps, taxa cerca de cinco vezes menor que a quantidade mínima determinada pela entidade norte-americana Federal Communications Commission para banda larga. Comparando com o Japão, por exemplo, a diferença é gritante: por lá, o mínimo oferecido corresponde a 12 Mbps.

Conexões de alta velocidade, essenciais a várias empresas, já são encontradas com mais facilidade no Brasil, mas a cobertura ainda não é completa: planos de 100 Mbps, por exemplo, estão disponíveis apenas em 13 estados brasileiros, devido à falta de cabeamento óptico nas regiões não atendidas.

No que se refere aos preços, a situação não é melhor: em média, as empresas brasileiras pagam por mês o equivalente a 320 dólares, aproximadamente, por conexões de 100 Mbps. Na China e em Portugal, por exemplo, esse valor cai para 189 e 67 dólares, respectivamente. Alguns países mais desenvolvidos têm valores próximos à média brasileira, por outro lado, oferecem mais opções de conexões de alta velocidade.

A falta de metas ambiciosas é outro fator comprometedor, não apenas no segmento corporativo, mas em relação ao país como um todo. Enquanto nações como Coreia do Sul fazem planos de ampliar substancialmente a oferta de conexões de alta velocidade, o Brasil tem como meta atender entidades como escolas e bibliotecas com conexões de apenas 1 Mbps até 2025.

O relatório completo da FIRJAN está disponível aqui (em PDF).

2 comentários em “FIRJAN: empresas também enfrentam preços altos e falta de opções para acesso à internet no Brasil”

  1. “o Brasil tem como meta atender entidades como escolas e bibliotecas com conexões de apenas 1 Mbps até 2025.”

    É triste ter que ouvir propostas como essa do governo federal em tom de grande passo ambicioso.

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