Drive de CD-ROM

Introdução

Até pouco tempo atrás, as opções mais viáveis para escutar música eram os discos de vinil e as fitas cassete. Porém, a Philips, em associação com outras empresas, desenvolveu os CDs (Compact Disc) de áudio (com uma qualidade sonora excelente) e então, este tipo de mídia se transformou no padrão mais usado para álbuns de música. Os CDs também se tornaram o meio mais eficiente e barato para armazenamento de dados (CDs desse tipo são chamados de CD-ROM). Só como exemplo, graças aos CDs, a indústria de software praticamente eliminou a distribuição de programas em disquetes. Por tais características, os drives de CD-ROM (os aparelhos que lêem CDs) se tornaram itens indispensáveis em qualquer computador. Esse artigo visa mostrar alguns detalhes desses dispositivos.

Parte traseira

A conexão dos drives de CD-ROM ao computador é feita através da parte traseira desses aparelhos. Nela, existem entradas para a fonte de alimentação (energia), para o cabo de dados (responsável por transmitir os dados do CD para o computador) e para o cabo de áudio (que deve ser ligado na placa de som para que seja possível a reprodução de CDs de áudio).

Na parte da frente dos drives de CD-ROM, encontram-se a bandeja onde o CD é colocado, uma entrada para fones de ouvido (não disponível em alguns aparelhos) e geralmente 2 dois botões: Load/Eject e Play. Obviamente, é possível encontrar diferenças entre os diversos modelos de drives de CD-ROM, tanto na parte frontal, como na parte traseira. Por exemplo, há drives de CD que possuem um sensor infravermelho para receber ordens através de um controle-remoto.

O cabo de dados dos drives de CD-ROM geralmente deve ser conectado à interface IDE da placa-mãe (a mesma usada por HDs). Por essa característica, os drives desse tipo possuem jumpers para a escolha do modo de operação (Master ou Slave). Normalmente, o HD que contem o sistema operacional fica como master e o CD-ROM fica com slave, mas isso depende de cada computador.

Ilustração da parte traseira de um drive de CD

Existiram alguns drives de CD-ROM que usavam a interface SCSI, assim como houve aparelhos que utilizavam interfaces proprietárias, ou seja, uma interface criada pelo fabricante do CD-ROM e que não era compatível com outros fabricantes. Neste caso, os conectores variavam bastante.

Velocidade dos drives de CD-ROM

Um ponto importante nos CD-ROMs é a velocidade. Quanto maior for a velocidade de rotação do disco, ou seja, a velocidade na qual o CD gira, maior é a taxa de transferência de dados. Os primeiros drives transferiam dados a uma velocidade de 150 KB por segundo (KB/s). Esses, eram chamados de drives de velocidade simples, ou seja, 1X. Com a evolução da tecnologia, foram lançados drives cada vez mais rápidos. Hoje, paga-se muito menos por um drive de 56X, do que um de 1X, em 1993. Para saber o valor da taxa de transferência do seu drive de CD-ROM, basta multiplicar a velocidade do drive (essa informação esta presente na parte frontal do aparelho) por 150. Por exemplo, se seu drive possui 52X, faça 52 ×150 = 7800 KB/s. Veja a tabela abaixo:


Velocidade
Taxa de transferência
1X
150 KB/s
2X
300 KB/s
8X
1200 KB/s
16X
2400 KB/s
24X
3600 KB/s
56X
8400 KB/s

Os primeiros drives de CD-ROM operavam em um modo de rotação chamado CLV (Constant Linear Velocity - Velocidade Linear Constante). Sua velocidade de rotação variava, com o objetivo de manter uma taxa de transferência constante, o que era exigido para a reprodução de CDs de áudio. Nas trilhas externas, existem mais bits gravados que nas trilhas internas. Para compensar a diferença, o disco precisava girar mais depressa quando operava nas trilhas internas e mais lentamente quando nas trilhas externas. Os modelos de velocidade simples (1X), giravam o disco a 530 RPM (rotações por minutos) nas trilhas internas e 200 RPM nas trilhas externas. Não é difícil fazer o disco girar em velocidades altas, mas a aceleração e a desaceleração necessária quando a cabeça de leitura é movimentada ao longo do disco, fazia com que o tempo de acesso ficasse bastante longo.

A partir da velocidade de 16X, os drives de CD passaram a usar um modo de rotação chamado CAV (Constant Angular Velocity - Velocidade Angular Constante). Ao invés de girar o disco com velocidade variável, de modo a obter a mesma taxa de transferência, tanto nas trilhas externas como internas, o drives CAV giram o disco em uma velocidade constante. A vantagem desse processo, é um tempo de acesso menor, já que o disco não precisa ser acelerado/desacelerado de acordo com os movimentos da cabeça de leitura. A desvantagem é que a taxa de transferência mais elevada só é obtida nas trilhas externas. Nas internas, essa taxa é aproximadamente igual à metade do seu valor nas trilhas externas. Por isso, alguns fabricantes anunciam o CD com uma velocidade máxima e mínima. Por exemplo, mínimo de 24X e máximo de 52X.

A variação da taxa de transferência não permite a reprodução de CDs de áudio, pois estes devem operar em CLV, com velocidade 1X. Mas isso não é problema, pois os drives, quando reproduzem CDs de áudio, reduzem automaticamente a sua velocidade para 1X, em modo CLV.

Tipos de drives

Existem, basicamente, 4 tipos de drives de CD. Um - o que somente lê CDs de áudio - é usado apenas em aparelhos de som. A lista abaixo mostra os tipos de mídia disponíveis:

  • CD de áudio: o primeiro tipo de CD. Desenvolvido pela Philips, permite somente a leitura de discos de áudio com 72 ou 80 minutos de som;
  • CD-ROM: discos de dados com capacidade para 650/700 MB de dados;
  • CD-R: CD que pode ser gravado uma única vez (requer um drive próprio para isso);
  • CD-RW: CD que pode ser gravado e regravado (requer um drive próprio para isso). Os aparelhos de CD-RW conseguem gravar mídias no formato CD-R e executam normalmente CDs de áudio e dados.

Drive de CD-RWDrive de CD-RW


Mídias

As mídias (discos) são formadas por diversas camadas, como plástico, alumínio, ouro, etc, o que permite a leitura, gravação e regravação dos bits em um disco com 650/700 MB de capacidade. Pode-se encontrar mídias de diversos fabricantes, preços e cores, como verde, prata, azul, dourado, etc. Vale citar que, a cor da mídia só indica qual foi o tipo de processo usado em sua fabricação. A qualidade depende do preço e fabricante.

Escrito por , com participação de Blade - Publicado em 23_11_2003