Uma entrevista com Kevin Mitnick

Kevin Mitnick, o hacker mais conhecido do mundo, deu uma entrevista muito interessante ao jornal espanhol El País, onde destaca algumas dicas importantes sobre segurança.

Mitnick ressalta que ninguém está a salvo de ter seu computador ou sua conta bancária invadida, por exemplo. O problema maior não está, conforme muito se pensa, apenas nas vulnerabilidades em softwares, mas também nas vulnerabilidades dos humanos. Isso quer dizer que muitos dos ataques se dão por técnicas de engenharia social.

Kevin Mitnick

Muita gente acredita que está livre da possibilidade de ter seu computador invadido por acreditar que nele não há nada que possa interessar a um hacker, o que é um grande engano, já que sua máquina pode ser usada em um ataque DoS, por exemplo. Na pior das hipóteses, há quem simplesmente acredite que jamais conseguirá ser enganado.

A matéria do El País cita um teste que comprova a fragilidade das pessoas em relação à proteção de seu “mundo digital”: em uma estação do Metrô de Londres, foi oferecido uma caneta como presente a quem revelasse a senha de seu computador. Cerca de 70% das pessoas consultadas aceitaram.

Para evitar problemas com ataques, Mitnick faz uma série de recomendações, entre elas:

– Ter na empresa políticas de uso de computadores claras e fáceis de se guardar, principalmente em companhias grandes, onde muitas pessoas não se conhecem e, portanto, podem ser enganadas mais facilmente;

– Não disponibilizar na internet dados importantes, como uma lista telefônica de executivos, por exemplo;

– Utilizar antivírus, anti-spyware e firewall atualizados e devidamente configurados;

– Em conexões sem fio (wireless), não utilizar o protocolo WEP (Wireless Encryption Protocol), mas sim o WPA (Wireless Protected Access).

Em complemento, sugiro a leitura destas dicas de segurança e destas dicas de privacidade on-line.

A matéria completa com o hacker Kevin Mitnick pode ser acessada aqui.

Emerson Alecrim





  • Kamikazex

    Bom, eu axo que ele deveria ser meu pai =P

  • Brunno

    rsrs, fiquei até com medo de colocar o meu e-mail aqui neste site. 😉
    hehe..
    O artigo é muito bom.
    O Mitnick sempre nos impressiona.

  • esta kevin é sinistro, sempre empreciona com suas delarações[…]

  • Renato

    Eu não sei o que se passa na mente de uma pessoa
    pagar R$259 reais ou ate mesmo R$1.179 reais por um software sendo que existe o LibreOffice que faz as mesmas coisas e é GRATUITO. Estão com grana sobrando? Deposita na minha conta bancaria! O dono da Microsoft já está rico. Tem quem precisa mais do que ele. As pessoas quando se apega a um software fecha os olhos e não pesquisam por outros. Eu ate hoje só paguei por um software: InterApp Pro. Isso porque não encontrei meio de burla-lo e nenhum tão eficiente quanto ele. Então valeu o investimento. Agora o Office, Photoshop, Windows e essas bagaceiras… só compra mesmo quem tem dinheiro sobrando. OBS: Uso Windows Original, porque veio no notebook, caso contrario ja tinha o DVDzinho aqui guardado =)

  • levi mateus

    Você não paga porque usa os piratas ou burla, mas não se esqueça que existe milhões de empresas e essas empresas contratam esses serviços (em especial o da microsoft que é sim o melhor que tem atualmente)

  • Em primeiro lugar, o que leva uma pessoa a preferir um software e a pagar por ele são diversos motivos. Dentre eles estão: facilidade de adaptação; qualidade do produto; familiaridade com a marca; e gosto mesmo.

    Depois, o LibreOffice pode até se assemelhar com o Microsoft Office, mas não chega nem perto do seu concorrente pago. Algumas funcionalidades estão muito mais amadurecidas no Microsoft Office, que já possui um bom tempo de mercado e é amplamente conhecido por pessoas (profissionais ou não) de todo o mundo. É utilizado tanto por leigos quanto por pessoal com conhecimento técnico. Um exemplo simples é o Excel, que deve ser o preferido para a maioria das empresas e profissionais, possui melhores fórmulas e recursos. Não é à toa que os formatos do Microsoft Office são padrões de mercado.

    Por último, não pude deixar de perceber que você faz menção à pirataria de software como uma alternativa à compra deles. Quero deixar claro que dá bastante trabalho construir um software, principalmente os de grande porte. Você não espera que um pedreiro ou um advogado trabalhem de graça, certo? Da mesma forma, programadores, engenheiros de software e designers também cobram pelo seus serviços.

    Se deseja reclamar dos abusos nos preços, isso é todo direito seu. Se deseja utilizar software livre ou gratuito, isso é uma ótima iniciativa sua. Mas não venha questionar quem opta por pagar e reconhecer um bom software e sua equipe que o desenvolveu.

    PS: excelente texto do Emerson. Parabéns! Simples e direto 🙂

  • Juliana Vasconcelos

    Caramba, vc explica muito bem!! Parabens!!!!!

  • PAULO

    TEM PESSOAS QUE SÓ FALA MERDA SABE VAI ESTUDAR INFELIZ
    PRA DEPOIS QUESTIONAR QUAL É A DIFERENÇA DISSO OU DAQUILO !!!

  • Janayna Goyana

    Obrigada! Esclareceu todas as minhas dúvidas. Linguagem clara e objetiva. Parabéns pela inicitiva de melhor nos informar.

  • Priscila Beligoli

    Meu computador veio com a versão teste do Office 365. Comprei a chave de seguraça do Office Home and Student 2013. Como faço para migrar do Office 365 para o Home and Student 2013? É possivel?

  • Andrea Almeida

    Bem claro, objetivo, pra mim ajudou muito. Obrigada!

  • Josi Viana

    Ótima explicação. Obrigada!

  • Alex Rodrigues Oliveira

    Resposta puramente sensata. Ninguém é obrigado a comprar. Compra quem quer. E pirataria não se justifica em função do preço do produto original. Aliás, pirataria não se justifica de forma alguma. Todo profissional/empresa faz jus ao devido pagamento de seu trabalho/esforço. E projetar, desenvolver e produzir software não é pra qualquer “borra bunda”, requer excelência em trabalhado e conhecimento. A César, o que é de César!

  • lilian cristina caporal nery

    Estou pesquisando e este texto foi sem dúvida a melhor explicação.
    Parabéns.