2012
06
mar

Tchau, Android Market! Olá, Google Play!

Google PlayPor essa ninguém esperava, pelo menos não assim, de uma hora para a outra: o Google resolveu transformar os serviços Android Market, Google Music e eBookstore em uma coisa só, criando assim o Google Play. A ideia é muito simples: em vez de acessar um serviço para cada tipo de conteúdo, o usuário visita um único lugar para tudo. Bem melhor, né?

Eu arrisco dizer que o Google tomou esta decisão bem a tempo, afinal, a palavra de ordem do momento é integração. O exemplo mais claro disso vem do iCloud, da Apple, serviço que armazena músicas, fotos, vídeos, documentos e outras informações do usuário nas nuvens, permitindo seu acesso em qualquer lugar a partir de uma variedade de dispositivos.

O Google Play é uma iniciativa interessante não só por facilitar a vida do usuário, mas também por fortalecer o nome do serviço, passo importantíssimo para que o Google consiga fazer frente aos rivais. Além disso, é uma forma de expor melhor o conteúdo disponível: de repente, um usuário que só adquiria aplicativos decide explorar os demais canais e, nessa, acaba comprando um filme, por exemplo.

Com a novidade, os mencionados serviços – Android Market, Google Music e eBookstore – agora direcionam para o Google Play. Em breve, o mesmo acontecerá com a plataforma Android, que contará com um aplicativo que substituirá o software da Android Market.

Mas nem tudo são flores (pra variar): confesso que, ao saber que o Google Music foi integrado ao Google Play, tive expectativa de que o conteúdo do serviço estivesse liberado para os brasileiros, mas tudo continua como antes, ou seja, em terras tupiniquins, só é possível acessar aplicativos e jogos. Pena porque, para promover o serviço, o Google oferecerá alguns descontos interessantes em breve. Mas quem sabe em um futuro próximo, não é?

Referência: Official Google Blog.

Emerson Alecrim

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2012
23
fev

Microsoft denuncia Motorola para evitar “morte dos vídeos na Web”

Até os dias de hoje, muita gente vê a Microsoft como uma empresa “diabólica”, mas o fato é que, no mundo dos negócios, não existe companhias formadas só por “anjos” ou só por “demônios”. O que existe é uma necessidade imensa de dominar o mercado. As consequências são decisões que acabam inclusive parando nos tribunais, como o recente episódio envolvendo a Microsoft e uma das mais caras aquisições do Google, a Motorola.

A companhia criada por Bill apresentou uma denúncia contra a Motorola Mobility na Comissão Europeia alegando que esta última está tentando prejudicar as vendas de computadores com Windows, consoles Xbox e outros produtos. Como? Supostamente abusando das patentes que possui.

O que acontece é que a Motorola é dona de patentes dos mais variados tipos (foi por isso que o Google decidiu adquirí-la), entre elas, algumas de extrema importância relacionadas ao uso do padrão de vídeo H.264 em transmissões sem fio, que talvez você nunca tenha ouvido falar, mas certamente já utilizou ao visualizar conteúdo da Web via streaming. A Microsoft acusa a Motorola de cobrar muito caro por estas patentes.

Como exemplo, a companhia explica que um laptop com Windows que vale mil dólares requer pagamento pelas patentes em questão de 22,50 dólares. O problema é que, além destas, o equipamento conta ainda com cerca de 2.300 patentes obrigatórias relacionadas ao H.264 que pertencem a outras empresas. Sabe quanto é necessário pagar por todas elas? Dois centavos de dólar.

Este valor extremamente reduzido existe porque estas patentes são do tipo FRAND (Fair, Reasonable and Non-Discriminatory Terms), ou seja, fazem parte de um acordo amplo que facilita sua disponibilidade por serem essenciais ao mercado. O problema é que, na visão da Microsoft, a Motorola não está cumprindo a sua parte ao cobrar valores tão elevados.

Se esta situação se mantiver, a Microsoft teme se ver obrigada a encarecer seus produtos e, como consequência, ver seu volume de vendas cair. Se, por outro lado, optar por não usar as patentes, seus produtos serão “mutilados”. Estes são efeitos que podem ser sentidos por todo o mercado, razão pela qual a manifestação da Microsoft tem um título exageradamente dramático: “Google, não mate o vídeo na Web”.

É um assunto complexo e que, portanto, renderá vários capítulos, mesmo porque não sabe até ponto a denúncia é uma forma de defesa ou um meio bem elaborado de “enfraquecer” a concorrência. De qualquer forma, a Microsoft conta com um aliado de peso nesta disputa: recentemente, a Apple fez o mesmo tipo de queixa à Comissão Europeia contra a Motorola, com a diferença de tratar abertamente do assunto.

Referências: Microsoft on the Issues, Ubergizmo.

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2012
17
fev

Brincando um pouquinho com um Chromebook Samsung Series 5

Durante a Campus Party 2012, o Renê Fraga, do blog Google Discovery, apareceu com um Chromebook Samsung Series 5 3G recém-adquirido. Satisfeito com a compra, fez questão de mostrar o portátil do Google a quem quisesse ver. Foi aí que eu pude brincar um pouquinho com a novidade.

Chromebook Samsung Series 5

Teclado confortável, estilo “chiclete”

Chromebook Samsung Series 5

Não tem menu Iniciar ou algo do tipo: o Chromebook abre direto numa aba

Chromebook Samsung Series 5

Uma das portas USB

Chromebook Samsung Series 5

A outra porta fica mais escondida

Chromebook Samsung Series 5

Detalhe para o logo do Chrome (foto roubada discaradamente do Google+ do Renê)

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o tempo de boot: não calculei, mas se o dispositivo levou 10 segundos para carregar completamente o sistema operacional, foi muito. Tamanha velocidade também é percebida ao “acordar” o portátil depois do stand-by.

Para ser franco, sempre achei que tempo de boot não é uma característica muito importante, afinal, ninguém fica ligando e desligando o computador o tempo todo, mas me enganei: por incrível que pareça, com um boot tão rápido, a percepção de disponibilidade do equipamento é maior  e você acaba se sentindo mais motivado ao usá-lo.

Quanto ao sistema operacional em si – lembrando que o Chromebook utiliza o Chrome OS –, trata-se de uma experiência totalmente diferente: você não encontra um “menu Iniciar” ou algo do tipo; simplesmente se depara com uma aba aberta do navegador Chrome com atalhos para uma série de aplicativos on-line, semelhante ao modo que comumente encontramos em smartphones e tablets.

Tudo funciona de maneira integrada às nuvens, o que te dá uma baita sensação de segurança porque o seu conteúdo está todo on-line, podendo ser acessado de qualquer lugar, não havendo necessidade de salvar nada no notebook. Por outro lado, pode te colocar em uma situação complicada caso você não tenha, por algum motivo, acesso à internet no momento, <ironia>o que não é nada comum no Brasil</ironia>.

Outra característica do Chromebook que me agradou é a sua praticidade de transporte. Trata-se de um equipamento com dimensões e pesos suficientes para que você possa levá-lo sem transtornos numa mochila média ou mesmo em uma bolsa grande, no caso das mulheres: tela de 12,1 polegadas, espessura de cerca de 2 centímetros e peso de aproximadamente 1,5 quilo.

Ao experimentá-lo, você percebe claramente que não se trata de um dispositivo para ser usado como computador principal, mas para ser um “quebra-galho” nas tarefas cotidianas quando você está longe da sua mesa de trabalho: redigir textos, responder e-mails, acessar redes sociais, realizar edições simples em imagens, fazer videoconferência (sim, tem webcam), ouvir música enquanto trabalha, enfim. Ajuda neste aspecto o fato de a bateria ter autonomia de 8 horas, aproximadamente, uma taxa muito boa.

É por isso que suas especificações de hardware não são tão avançadas assim: o Chromebook Samsung Series 5 em questão tem processador Intel Atom N570 de 1,66 GHz (dual core), 2 GB de memória RAM e SSD de 16 GB, lembrando que o Chrome OS é todo baseado nas nuvens, daí não ter maior capacidade de armazenamento. De qualquer forma, é possível utilizar um pendrive ou um HD externo em uma de suas duas portas USB 2.0 ou conectar um cartão SD.

O Renê pagou cerca de 450 dólares pelo Chromebook (a versão sem 3G, só com Wi-Fi, custa por volta de 370 dólares), que foi trazido por um amigo que estava nos Estados Unidos. Há a expectativa de que a linha chegue oficialmente ao Brasil no meio do ano. Você compraria? Dependendo do preço, dá para pensar no assunto…

Emerson Alecrim

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2012
28
jan

O Google alterará suas políticas de privacidade. O que isso quer dizer?

Caixa com cadeado (imagem ilustrativa)O internauta mais atento deve ter percebido que, ao acessar o Google nos últimos dias, uma mensagem abaixo do campo de busca informa que o serviço terá seus termos de uso e suas políticas de privacidade alteradas. Pouca gente dá atenção a assuntos como este, mas é importante se inteirar das mudanças porque elas envolvem diretamente os seus dados.

A primeira coisa que precisamos entender é que o Google unificará as políticas de seus produtos. Em outras palavras, teremos o mesmo conjunto de políticas de privacidade para cada serviço da empresa. Isso é bom para o usuário, que terá acesso mais fácil às políticas, e bom para a empresa, que terá mais facilidade para gerenciar estes documentos. O próprio Google explicou que a mudança eliminará cerca de 60 políticas de privacidade, já que todas serão substituídas pelo mesmo conjunto.

Essa unificação também existirá com os dados do usuário: a exemplo do que já acontece em alguns produtos da empresa, estes poderão ser compartilhados entre os serviços do Google. E que dados são estes? Informações de navegador, localização física do usuário com base em IP, termos pesquisados, entre outros itens que passam a ser coletados quando você faz login em qualquer serviço da empresa.

A vantagem disso é que, com a análise dos hábitos de navegação do usuário, o Google conseguirá oferecer resultados de busca e outros recursos de maneira ainda mais personalizada. Assim, pode ser que se você pesquisar sobre um modelo de carro no Google, encontre sugestões de vídeos relacionados ao veículo ao acessar o YouTube, por exemplo. Sim, a empresa continuará utilizando estas informações para exibir anúncios baseados em seus interesses.

Vídeo onde o Google explica as mudanças

Mas o assunto também rendeu críticas. Em parte porque, de maneira geral, as pessoas se sentem desconfortáveis com o uso de suas informações, apesar dos benefícios que isso pode trazer. É aqui que está um dos pontos delicados: todo mundo sabe que o Google já faz uso destes dados, mas as pessoas podem determinar quais informações cada serviço deve utilizar por meio das opções de privacidade; com a unificação, teme-se que esta possibilidade deixe de existir ou seja “enfraquecida”.

Esta percepção leva a outra questão: as mudanças valerão a partir de 1º de março de 2012. E a condição é a seguinte: ou o usuário aceita ou deixa de utilizar os serviços do Google. Esta crítica o Google tratou de responder prontamente, dizendo que determinados serviços, como o YouTube ou o Google Maps, podem ser utilizados sem login ou mesmo com contas diferentes.

Não para por aí: há também quem veja o compartilhamento de dados entre serviços como uma forma de o Google obter informações ainda mais precisas sobre o perfil de cada usuário, o que daria à empresa uma concentração de “poder” muito grande.

Há ainda o temor de que as alterações diminuam a privacidade do usuário. Quanto a isso, o Google explicou que as condições referentes a este ponto não sofrerão mudanças e ressaltou que as informações obtidas não serão compartilhadas com terceiros ou revendidas, exceto em caso de ordem judicial, assim como acontece hoje.

Caberá ao usuário decidir se concorda com isso ou não. Caso positivo, basta continuar usando os serviços a partir de 1º de março de 2012. Se não, o usuário poderá reagir trocando o serviço de e-mail, utilizando determinados produtos sem login, tentando ao máximo restringir suas configurações de privacidade, entre outras ações. O mais importante de tudo é estar ciente do assunto.

É possível saber mais na página Políticas e Princípios do Google e no blog oficial da empresa.

Emerson Alecrim

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2011
10
nov

Acompanhe o InfoWester no Google+!

É verdade que o Google+ ainda está longe, mas muito longe de ter o alcance do Facebook. Mas o Google está apostando alto no serviço – até de uma maneira que eu considero exagerada –, tanto é que liberou, recentemente, a criação de páginas para organizações, empresas, marcas, sites e outros. É aqui que o InfoWester entra.

InfoWester no Google+

Tão logo este recurso foi liberado, criei uma página para o InfoWester no Google+. Por enquanto, a ideia é postar links para o conteúdo publicado aqui que tiver mais destaque. Assim, se você utiliza o Google+, gostaria de convidá-lo a acompanhar o site por lá. É só clicar aí:

InfoWester no Google+

Nunca é tarde para lembrar que você também pode acompanhar o site via Twitter e Facebook:

Te vejo por lá 😉

Emerson Alecrim

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2011
01
nov

Google Reader e a bola de futebol do meu vizinho

A bola é minha!Certa vez, quando eu era criança, estava com alguns amigos jogando futebol em um campo perto de casa. O dono da bola, um garoto da vizinhança que vivia irritado, queria ser o árbitro. Mas, quando percebemos que ele estava exagerando em suas decisões, passamos a não obedecê-lo. Ele então colocou em prática a clássica ação de tomar a bola e só emprestá-la novamente se aceitássemos as suas condições. Ficamos discutindo o assunto e, instantes depois, decidimos “jogar taco”. O garoto ficou por perto, só olhando, mais irritado do que nunca.

Eu não sei o porquê, mas as mudanças que o Google promoveu ontem no Google Reader, um dos mais populares leitores de feeds RSS que existe, me lembrou do episódio da bola. Para quem não é usuário do serviço, eu explico: até ontem, você podia não só utilizar o Google Reader para ler seus feeds prediletos, como também para compartilhar conteúdo. Além disso, você podia comentar todo o material compartilhado por outras pessoas. Mas só até ontem.

O compartilhamento de conteúdo em redes sociais (como Facebook e Twitter) é uma prática comum, afinal, se alguém compartilha algo, é porque algo de interessante tem ali. É como um filtro de conteúdo. O Google Reader também funcionava assim e funcionava bem, dada a simplicidade do serviço.

Acontece que, entre outras alterações, o Google eliminou a funcionalidade de compartilhamento e, no lugar, colocou um botão +1. Isso significa que se você quiser compartilhar algo no Google Reader ou ler material compartilhado, vai ter que acessar a rede Google+, que a empresa criou – por mais que negue – para fazer frente ao Facebook.

Isso é chato porque condiciona o usuário a sair de um ambiente controlado e amigável para entrar em um universo amplo e confuso. Não que o Google+ seja ruim: mas é que esta rede é coisa demais para quem quer apenas acessar os feeds compartilhados pelos amigos.

O Google avisou previamente que mudaria o Google Reader. Os usuários protestaram. Depois da alteração, protestaram mais ainda. Antigos funcionários da empresa que trabalharam na ferramenta também. Só que o Google continua firme e forte em sua decisão.

A empresa tem lá os seus motivos, mas esta situação toda parece ser uma tentativa de fazer o Google+ ser mais acessado. Eu espero estar enganado quanto a isso, pois o Google tem gente bastante qualificada para saber que jogar as coisas goela abaixo não funciona. Desta maneira, os usuários do Google Reader vão seguir o exemplo da turminha da minha rua: se para usar a bola temos que fazer isso, vamos brincar de outra coisa.

Emerson Alecrim

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2011
20
set

Google e PayPal mostram suas armas para o mercado de pagamentos via celular

Já está em funcionamento, nos Estados Unidos, o Google Wallet, serviço que permite ao usuário utilizar seu smartphone com Android no lugar de cartão de crédito ou “dinheiro vivo” para efetuar pagamentos. Quase que ao mesmo tempo, o PayPal divulgou alguns detalhes de como irá explorar este tipo de serviço. Ambos os sistemas se mostram bastante promissores!

O Google Wallet começou de maneira limitada: só está disponível para quem possui um Nexus S e é cliente da operadora Sprint. Além disso, os usuários só podem cadastrar no serviço um cartão de crédito Citi MasterCard ou cartões pré-pagos do Google. Mas, em breve, será possível contar com o Wallet em mais aparelhos e utilizar bandeiras como Visa e American Express.

A utilização do Wallet é simples: o usuário entra em um estabelecimento, aproxima seu celular de um dispositivo receptor, informa um código e efetua o pagamento. Simples assim. Em caso de roubo ou perda, é possível bloquear o acesso ao serviço no aparelho e transferir as informações para outro dispositivo.

www.youtube.com/watch?v=DsaJMhcLm_A

Só que o Google não está sozinho nessa. O PayPal, um dos mais conhecidos e eficientes serviços de pagamentos pela internet, também quer explorar o mundo “off-line”, só que de uma maneira que me pareceu mais interessante, pelo menos no que se refere à possibilidade de atender a um número maior de pessoas.

O Google Wallet utiliza a tecnologia NFC (Near Field Communications). Trata-se, em poucas palavras, de um sistema de comunicação que permite a dois dispositivos trocarem informações de maneira rápida e segura, desde que estejam suficientemente próximos. O NFC já está aparecendo em dispositivos móveis, mas vai levar algum tempo para se tornar padrão, tal como o é a tecnologia Bluetooth.

É neste ponto que a tecnologia do PayPal leva ligeira vantagem. Seu sistema de pagamentos é baseado, essencialmente, na leitura de códigos de barra, embora a empresa não tenha descartado o uso de NFC. Funciona mais ou menos assim: você entra em um mercado, por exemplo, e com o seu smartphone ou tablet, lê o código de barras de cada produto que quer comprar. O sistema do PayPal identificará a loja, o produto e o preço. Se estiver tudo ok, basta confirmar o pagamento, que pode ser feito ali mesmo, sem necessidade de passar pelo caixa.

O serviço do PayPal também poderá ser utilizado da maneira tradicional, onde o usuário se dirige ao balcão da loja para pagar, mas em vez de passar o cartão de crédito, simplesmente informa seu número de telefone e uma código particular. Além disso, por meio de ferramentas de geolocalização, o usuário poderá ser avisado de uma promoção em um estabelecimento próximo ao local onde está, por exemplo.

www.youtube.com/watch?v=V7q1jx8mYi8

Muito interessante, não? Pena que ambos os serviços estão dando apenas os seus primeiros passos e terão ainda que encarar muito chão para, de fato, fazer parte do cotidiano das pessoas. Mas, no estágio atual, dão ideia do que teremos em um futuro que talvez esteja mais próximo do que acreditamos 🙂

Referências: Official Google Blog, PayPal Blog.

Emerson Alecrim

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2011
15
ago

Pelo bem do Android: Google anuncia aquisição da Motorola Mobility

AndroidPor essa ninguém esperava! Nas primeiras horas de hoje (15/08/2011), ambas as empresas trataram de anunciar o negócio: o Google irá adquirir a Motorola Mobility por cerca de 12,5 bilhões de dólares! Mas o objetivo da compra não é o de fazer o Google entrar de cabeça na produção de aparelhos móveis, não, mas sim o de preservar a plataforma Android. Pelo menos é o que a empresa de Mountain View afirma.

Companhias como Google, Oracle, Apple e Microsoft são personagens de um recente embate envolvendo patentes. Estas duas últimas companhias inclusive se uniram para adquirir mais de 6 mil patentes da Nortel relacionadas a tecnologias de mobilidade, o que poderia prejudicar a plataforma Android. O Google respondeu comprando mais de mil patentes da IBM, mas o seu poder de reação foi demonstrado pra valer hoje, com a aquisição da divisão de dispositivos móveis da Motorola: o negócio colocará nas mãos do Google cerca de 14,6 mil patentes já registradas pela fabricante, além de outras 6,7 mil que estão em processo de registro.

É claro que um negócio como esse coloca em dúvida a relação que o Google mantém com empresas que utilizam Android em seus produtos: companhias como Samsung, LG, HTC e Sony Ericsson passariam então a ver o Google como um rival depois da aquisição? O próprio Google tratou de divulgar declarações de representantes destes parceiros dando parecer favorável ao negócio.

Não é difícil compreender o porquê. A Apple se tornou extremamente forte no segmento móvel por causa do iPhone e, mais recentemente, do iPad. São produtos que vendem não só por serem sofisticados, mas também por levar em consideração a experiência do usuário. Com isso, o Android acabou sendo a salvação para as demais companhias, capazes de desenvolver aparelhos bastante avançados, mas sem um sistema operacional que pudesse ter tanta aceitação quanto a plataforma iOS, da Apple.

Se a compra da Motorola Mobility representa garantias consideráveis para a plataforma Android, é de se esperar que companhias parceiras aprovem a iniciativa. De qualquer forma, o Google tratou de tomar os devidos cuidados: deixou claro que vai manter o Android como um projeto aberto e administrará a Motorola Mobility como um negócio independente.

Mas, o que Google ganha com o Android, se esta é uma plataforma aberta – portanto, não rentável diretamente com licenciamento – e se a empresa não pretende se envolver com a fabricação de aparelhos? Há, certamente, mais de uma resposta para isso, mas o fato é que a plataforma Android ajuda e muito na popularização dos serviços que levam a marca Google.

O interessante é que a notícia da aquisição da Motorola Mobility representa apenas uma batalha, não o desfecho de uma guerra. Há, por exemplo, expectativas de que a Microsoft reaja também com uma aquisição, com a Nokia sendo uma forte candidata. Nos resta aguardar os próximos capítulos.

Referências: Official Google Blog, Ars Technica, Motorola.

Emerson Alecrim

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2011
15
jul

O Google pode afetar a sua memória?

Ilustração: pensando no GoogleSegundo um estudo publicado recentemente na renomada revista Science, pode. Mas não é motivo para pânico ou para pensar duas vezes antes de buscar alguma coisa na internet, não. Digamos apenas que se trata de uma “adaptação” aos novos tempos.

A publicação chama o fenômeno de “efeito Google”. De acordo com Betsy Sparrow, professora da Columbia University e líder do estudo, cada vez mais pessoas estão utilizando a internet como seu “banco de dados pessoal”, ou seja, utilizam seus computadores e as ferramentas disponíveis na Web como uma “memória externa”.

Isso significa que cada vez mais pessoas deixam de memorizar informações porque confiam em sua habilidade para encontrá-las na internet. Se por um lado isso indica que estados deixando de guardar dados, por outro, aponta que estamos melhorando nossa capacidade de procurar informações.

O que chamou a atenção de Betsy Sparrow para esse fenômeno foi a sua própria experiência: a pesquisadora percebeu que consultava constantemente o site IMDb para relembrar nomes de atores. Eu percebi a mesma coisa no final de 2010 e início de 2011, quando fiz um mochilão pela Bolívia e pelo Peru: sem celular e com acesso precário à internet, levei alguns dias para me acostumar com a ideia de que não poderia contar com a Web para buscar informações.

Esse tipo de constatação pode até fazer com que tenhamos algum sentimento de culpa, mas a verdade é que não há motivo para vergonha. Isso só acontece porque a internet como um todo passou a fazer parte de nossas vidas, simples assim. Durante a pesquisa, a própria Sparrow percebeu que os participantes imediatamente pensavam em recorrer ao Google quando não sabiam alguma resposta, tamanha  a familiaridade com a ferramenta.

O fato é que o cérebro humano é uma máquina que busca eficiência: Sparrow também constatou que os participantes não gravavam muito bem certas informações quando sabiam que poderiam encontrá-las a qualquer momento em outro lugar – neste caso, a internet. Aqui, o cérebro entende que vale mais a pena saber onde a informação está do efetivamente guardá-la.

Como se vê, não se trata de uma doença ou de ficar menos ou mais inteligente. O assunto só é digno de preocupação para quem está muito dependente do computador, afinal, todo excesso é prejudicial. De qualquer forma, é sempre bom exercitar a mente: nada como leituras, jogos e até mesmo passeios no parque de vez em quando Smiley piscando

Referências: Wired, International Business Times.

Emerson Alecrim

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2011
28
jun

Projeto Google+: a nova rede social do maior buscador do mundo

Pegando todo mundo de surpresa, o Google anunciou na tarde de hoje (28/06/2011) o projeto Google+. No texto de apresentação, percebe-se que a empresa tomou cuidado para evitar comparações com outros serviços, mas não há como não pensar que a novidade é uma resposta, tardia ou não, ao Facebook.

Legal! Bora lá experimentar o Google+ para ver se presta? Bom, somos obrigados a ir com calma, já que novamente o Google adotou o esquema de convites. De qualquer forma, a empresa já adiantou as principais funcionalidades do serviço:

  • +Circles: uma ferramenta para que o usuário possa compartilhar informações, com o diferencial de fazer isso com um circulo de contatos que a pessoa determinar;
  • +Sparks: sabe quando visualizamos fotos ou vídeos compartilhados pelos nossos amigos no Facebook? O +Sparks é parecido. Nele, o usuário pode acessar informações sobre os mais variados assuntos que estão sendo compartilhados por outros participantes;
  • +Hangouts: esta é uma ferramenta para que o usuário possa conversar com outras pessoas por videoconferência. A pessoa fica on-line, visualiza outros contatos na mesma condição e escolhe um ou mais deles para iniciar um bate-papo por vídeo;
  • +Mobile: é a versão do Google+ para dispositivos móveis. Inicialmente, somente o Android poderá contar com a novidade, mas o Google prometeu também uma versão para iOS (iPhone e afins);
  • +Instant Upload: uma ferramenta que faz o upload automático de fotos tiradas pelo celular. Assim, o usuário pode divulgá-las assim que gerá-las;
  • Huddle: é assim mesmo, sem o ‘+’ na frente. Trata-se de uma ferramenta para troca de mensagens em grupo. Pelo o que eu entendi, a pessoa envia uma mensagem a um determinado círculo de amigos e todos os participantes deste a recebem, podendo também interagir. Sim, lembra um pouco o Twitter.

A dúvida que fica no ar é: o Google+ será capaz de fazer frente ao Facebook ou será como o Google Wave, que só fez barulho? Sem o dom de prever o futuro, ninguém pode responder, mas eu aposto no sucesso do serviço. Talvez não a ponto de conseguir incomodar o Facebook ou o Twitter, por exemplo, mas acredito que o Google+ poderá ter um número expressivo de usuários.

Primeiro porque o Google teve tempo para aprender com os erros do passado. Segundo porque, apesar de não se tratar de algo revolucionário, as ferramentas do Google+ me pareceram interessantes. Terceiro porque, se a companhia conseguir fazer o Google+ tão fácil de usar quanto o Gmail, por exemplo, já terá um diferencial em mãos. De qualquer forma, o jeito é esperar para ver.

Ah, e antes que essa novidade faça os boatos sobre o fim do orkut reaparecerem, o próprio Google já tratou de deixar claro que a rede social mais conhecida do Brasil será mantida e poderá inclusive contar com integração com o Google+.

Mais informações sobre o serviço em plus.google.com. Para conseguir um convite para participar, você tem duas opções: se inscrever nesta página e aguardar ou contar a com generosidade de um amigo que já utiliza o Google+.

Emerson Alecrim

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