Psion: pare de usar o termo “netbook”, senão…

A Asus, com a sua linha Eee PC, foi uma das responsáveis por tornar popular os netbooks, isto é, os notebooks de tamanho bastante reduzido. Quando comecei a prestar atenção nesses portáteis, usava os nomes “subnotebooks” e “mininotebooks” e também brinde de Kinder Ovo para descrevê-los. Agora, depois de alguma relutância, também passei a chamá-los de netbooks, uma vez que essa é a denominação que o mercado adotou. Bom, pelo menos até agora…

Acontece que a Psion Teklogix, uma empresa canadense de tecnologia, registrou o nome “Netbook” como marca em 2000. O primeiro produto que levava esse nome, o Psion Netbook, foi descontinuado em 2003 e substituído no mesmo ano por um portátil de nome Netbook Pro – adivinhe, também descontinuado.

Mas, isso foi o suficiente para a Psion enviar, no final de 2008, notificações a sites, blogs e empresas para pararem de usar o termo “netbook”. Nesses avisos, a Psion ameaçou iniciar processos judiciais a quem insistir em usar a referida denominação. O prazo de tolerância dado pela empresa vai até o final de março de 2009.

I am a Netbook!

Pelo jeito, as ameaças são bastante sérias, pois recentemente um site de nome Save the Netbooks foi criado para defender a livre utilização do termo. A iniciativa conta inclusive com blog, com página no Facebook e até com perfil no Twitter para divulgar as ações.

Será que vai dar certo? Eu não sei, mas creio que a criação desse site não vai amedrontar a Psion. Por outro lado, acredito que a empresa está comprando uma briga perdida. Pode até ser que as empresas, os blogs e os sites ameaçados deixem de usar o termo “netbook”, mas as pessoas que já conhecem o nome certamente não o farão. É o que acontece, por exemplo, com a marca “Bom Bril”: os mercados usam a denominação “esponja de aço” para descrever esse e os produtos similares da concorrência, mas o consumidor fala “Bom Bril” para todo e qualquer produto do tipo e ponto final.

É por isso que eu me pergunto: não seria mais fácil se a Psion contratasse uma consultoria de marketing ou algo do tipo para dar um jeito de utilizar essa situação a seu favor, ao invés de causar uma onda de antipatia na internet? Pois é, depois botam a culpa na crise…

Referência: Ars Technica.

Emerson Alecrim