Livraria Cultura começa a vender e-books. Será que a moda pega no Brasil?

E-books na Livraria CulturaNo início da semana, recebi um e-mail da Livraria Cultura informando que o site da empresa agora comercializa e-books. Embora eu ainda prefira os tradicionais livros em papel, gostei bastante da notícia, afinal, livros digitais oferecem várias vantagens: não pesam na bolsa, podem ser armazenados aos montes em um único dispositivo, você não precisa esperar um ou mais dias para receber a obra em sua casa, é possível aumentar o tamanho da fonte, enfim.

Com o advento de dispositivos como Kindle, nook e, mais recentemente, iPad, sem contar os aplicativos correspondentes para smartphones, e-books estão cada vez mais populares em várias partes do mundo, portanto, fiquei me perguntando quando e se isso aconteceria no Brasil. Creio que teremos alguma movimentação quanto a isso no país, sim, e a iniciativa da Livraria Cultura é prova disso, mas acho que não podemos esperar muita coisa…

Para começar, o Brasil é um país que lê pouco. Quem não lê livros em papel não vai ler no celular ou no PC e ponto final. Depois, tem a questão do preço. E-books não são, necessariamente, muito mais baratos que as versões impressas. É claro que custam menos em muitos casos. Por exemplo, o e-book de 24 Deadly Sins Of Software Security sai por 89,98 reais na Livraria Cultura. Na mesma loja, a versão em papel custa 121,48 reais. Mas, perceba que a característica principal não é a diferença de valor, que de fato é expressiva: a questão é que, em ambos os casos, a obra continua sendo absurdamente cara!

E tem mais: você precisa ter algum dispositivo para ler e-books, obviamente, a não ser que se contente em fazer isso no PC, prática que não é lá das mais confortáveis… O mais apropriado é adquirir um e-reader, como os já citados Kindle e nook, ou ainda, um dispositivo como o iPad. O problema é que, no Brasil, de barato esses dispositivos não têm nada. Uma solução é apelar para smartphones, mas eu confesso que ainda não me adaptei à ideia de ler livros nesses dispositivos. Tenho a impressão de que isso acontece com outras pessoas também.

No final das contas, acho que vai acontecer a mesma coisa que aconteceu com a venda de músicas digitais no Brasil: várias iniciativas surgiram, mas nenhuma fez sucesso de verdade.

Emerson Alecrim