Google e Microsoft rivalizam até quando o assunto é “open source”

A Microsoft possui algumas soluções em software disponíveis em licenças como a Microsoft Permissive License que, grossamente falando, é quase que uma licença de código aberto (open source). Agora, a gigante de Redmond quer submeter essas licenças à aprovação da OSI (Open Source Initiative), mas no que depender do Google, essa tarefa vai ser mais difícil do que já é.

Para quem não sabe, a OSI é uma entidade que, basicamente, reconhece as licenças de código aberto, entre elas, a GPL e a BSD. Para que uma licença obtenha aprovação da OSI, deve seguir uma série de exigências. É nesse ponto que Chris DiBona, diretor do Google para assuntos sobre código aberto, entra em cena: ele quer que as exigências da OSI para com a Microsoft sejam ainda maiores que o normal. Entre o “adicional” proposto por DiBona está:

– A Microsoft deve deixar de chamar suas licenças de “código compartilhado”;
– A Microsoft deve deixar de passar informações inconsistentes sobre licenças de código aberto;
– A Microsoft deve informar com clareza a licença de seus softwares para evitar confusão;
– Devido à dominância do Windows, a Microsoft deve concordar em não distribuir seus softwares em código aberto em PCs novos com esse sistema operacional.

Google x Microsoft

O executivo do Google acredita que a intenção da Microsoft não é a de colaborar com as iniciativas de código aberto, mas sim de estabelecer uma estratégia de atuação no mercado. Tanto é que ele até lembrou que, em um passado não muito distante, a Microsoft já chamou os softwares de código aberto de “câncer” e “comunistas”.

Procurada, a Microsoft respondeu por meio de Bil Hilf, executivo que representa a empresa para assuntos de plataforma, que as exigências do Google não são contempladas pela OSI. A resposta levanta uma questão: a Microsoft se mostrou contrária às normas sugeridas por Chris DiBona por considerá-las abusivas ou porque elas, de fato, atrapalhariam seus planos? Bom, de qualquer maneira, as atenções agora se voltarão à OSI.

Conseguirá a Microsoft ter as suas licenças reconhecidas? Façam suas apostas!

Referência: The Register.

Emerson Alecrim