Facebook vence disputa contra os irmãos Winklevoss

FacebookSe você leu o livro Bilionários por acaso: A criação do Facebook (The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook) ou assistiu ao filme A Rede Social (The Social Network), deve se lembrar dos irmãos Cameron e Tyler Winklevoss. Em uma história onde é difícil definir quem é vilão e herói, eles tentam diminuir um pouco do poder do “imperador” do Facebook, Mark Zuckerberg. Só que não estão tendo muito sucesso…

Os irmãos Winklevoss, ao lado do amigo Divya Narendra, acusam Zuckerberg de ter roubado a ideia que deu origem ao Facebook, quando todos estudavam na Harvard University, lá pelos idos de 2003, 2004. Primeiro foram reclamar com o reitor, mas não obtiveram sucesso. Então recorreram aos tribunais, onde selaram um acordo no qual encerrariam o processo e levariam para casa 65 milhões de dólares.

Acontece que o Facebook continuou crescendo de maneira acelerada, enquanto Zuckerberg se tornava cada vez mais rico, ao ponto de ser considerado um dos mais jovens bilionários da história. Então, aconselhados por seus advogados, os irmãos decidiram que queriam mais e reabriram o processo, argumentando que na época desconheciam o verdadeiro faturamento do Facebook.

A decisão saiu ontem (11/04/2011). Os irmãos terão que se conformar com o acordo estabelecido anteriormente e, como se não bastasse, receberam uma cutucada do juiz: “os Winklevoss não são os primeiros superados pelos concorrentes que tentam utilizar a justiça para obter aquilo que não conseguiram no mercado”. Ao menos há um prêmio de consolação para essas duas vítimas deste mundo cruel: os 65 milhões de dólares do acordo valem hoje mais de 100 milhões.

Mas os aborrecimentos de Zuckerberg não terminam aí: os irmãos deverão apresentar em breve uma apelação contra a decisão. Além disso, tem mais gente querendo abocanhar parte do império do Facebook: Paul Ceglia afirma ter contratado Mark Zuckerberg para criar um site e, depois, investiu mil dólares no projeto que este conduzia, o Thefacebook, com a condição de que receberia 50% do negócio. São cenas dos próximos capítulos.

Referências: TechCrunch, ELPAÍS.com.

Emerson Alecrim