Facebook: a rede social dos estudantes

Tudo começou em 2004 pelas mãos de Mark Zuckerberg, aluno da universidade de Harvard. No início, somente universitários podiam participar. A idéia agradou e, logo, estudantes que cursam o que no Brasil é equivalente ao ensino médio, também puderam participar. Para provar sua escolaridade, o interessado deve usar um e-mail fornecido pela universidade (geralmente com a extensão .edu). A conseqüência: em dois anos, mais de 7 milhões de usuários.

Estou falando do Facebook, muito pouco conhecido no Brasil, porém cada vez mais receptor de atenção lá fora. Trata-se de uma rede social (como o Orkut) direcionada a estudantes. Por essa razão, o conteúdo do serviço é muito focado nos interesses desse público. Outro diferencial é o nível de privacidade. Muitos usuários informam em suas páginas números de telefone, endereço residencial, entre outros, porém é possível escolher quem pode ver tais informações.

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Com um número significativo de participantes e com perfis de público bem identificados, o Facebook virou objeto de cobiça de corporações como Microsoft e Yahoo!. Essa semana, por exemplo, surgiu a notícia de que esta última ofereceu 1 bilhão de dólares pelo serviço.

Vendo tanto destaque, decidi testar o Facebook. Melhor dizendo, tentei testá-lo. Como trabalho em uma universidade, tentei usar meu e-mail profissional no cadastro, mas não foi reconhecido. Dei então uma olhada nas universidades brasileiras cadastradas no Facebook. A que eu trabalho não estava listada. Há apenas 75 instituições do Brasil, entre elas, universidades federais, USP, Unicamp, PUCs, UEMG, ULBRA, Mackenzie e Unip. Felizmente, há um link no qual é possível sugerir universidades. Fiz isso e torço para ter um retorno rápido. O sucesso do Facebook me deixou muito curioso.

Emerson Alecrim