EUA: estudo pode redefinir banda larga para links de, no mínimo, 2 Mbps

Você acha justo que uma conexão de 256 Kbps seja considerada banda larga, da mesma forma que o é um link de 2 Mbps? Se sua resposta é negativa, saiba que, nos EUA, alguns especialistas no assunto têm a mesma opinião. Um deles é Ed Markey, que propôs à FCC (Federal Communications Commission) um estudo para redefinir o que é “banda larga”.

Em sua argumentação, Markey alegou que, se comparado como o Japão, onde é possível ter uma conexão de 50 Mbps por cerca de 30 dólares por mês (uau!), os EUA ficam em uma situação confusa na medição de oferta de conexões banda larga. Isso porque, pela definição atual, um link de 200 Kbps já é considerado banda larga, quando, para os padrões atuais, segundo ele, já não é.

Com a proposta de redefinição, uma empresa só poderá alegar que oferece serviços de banda larga, quando suas conexões oferecerem taxa de acesso de, pelo menos, 2 Mbps. O mínimo de 200 Kbps era aceitável dez anos atrás, quando essa taxa era considerada rápida para as conexões à internet da época.

Nos resta ficar na torcida para que essa mudança realmente ocorra, pois isso pode forçar os provedores de acesso à internet de todo o mundo a trabalhar com taxas mais altas. Somente assim essas empresas poderão dizer que oferecem serviços de acesso em banda larga. Embora conexões de, no mínimo, 2 Mbps já sejam comuns em vários países, em outros, como o Brasil, velocidades iguais ou superiores a esse valor ainda são um privilégio para poucos.

Referência: Ars Technica.

Emerson Alecrim