Conseguirá o Zune acabar com a hegemonia do iPod?

Depois de muitos rumores, a Microsoft finalmente anunciou o seu concorrente ao iPod: o Zune. A ser lançado no final do ano (2006), o aparelho terá 30 GB, tela colorida de 3″, rádio FM, conexão WiFi, compatibilidade com MP3, WMA, ACC, JPG (imagens), WMV (vídeos) e MPEG-4 (vídeos). Estará disponível inicialmente nas cores preta, branca e marron, possivelmente com preço sugerido de 299 dólares.

Essa configuração mostra que o Zune tem muitos atrativos, com destaque para três: tela generosa, possibilidade dos usuários trocarem arquivos através de conexão WiFi e um serviço de aquisição de músicas e vídeos que deve fazer frente ao iTunes. Eis então uma ameaça ao reinado do iPod? Para ser sincero, acho que não.

Para começar, os arquivos trocados através de conexão WiFi poderão ser executados, no máximo, em até três dias e somente três vezes no Zune do receptor. Depois disso, o usuário terá que comprar a música. Mas e se o arquivo for gerado pelo próprio usuário? E se for um podcast ou uma música de distribuição livre? Espero que a Microsoft resolva essa questão, mas não boto muita fé nisso, afinal como alguém poderá provar que pode distribuir uma canção?

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Outro problema que vejo é a falta de opções. Note que o iPod não é um único aparelho, mas sim uma linha. No meu caso, por exemplo, o Zune não serviria, pois como vivo para lá e para cá, preciso de um dispositivo leve, pequeno, discreto e que me permita mudar de música ou aumentar/diminuir o volume do som sem olhar para a tela do aparelho. Acho que não teria sucesso ao usar o player da Microsoft para isso, no entanto, o iPod Shuffle serviria como uma luva para mim. Talvez a Microsoft lance uma linha de Zunes, mas ainda não li nada que afirme isso.

O Zune tem potencial, mesmo com essas questões, mas estamos falando em concorrer com uma linha de produtos muito bem consolidada no mercado, tanto que para muitos é um sinal de status. Fazendo uma comparação grosseira e até descabida, acredito que o Zune estará para o iPod assim como o Firefox está para o Internet EXplorer (aqui desconsiderando o aspecto da qualidade): fará sucesso, mas ainda ficará atrás do seu principal concorrente.

Referências: Garota Sem Fio, BetaNews.

Emerson Alecrim