Bill Gates aos EUA: precisamos de mais cérebros, estrangeiros e americanos

Muita gente pensa que a atual briga entre a Microsoft e o Google gira em torno da disputa de serviços on-line, em especial, as ferramentas de busca. Na verdade, a principal batalha entre as duas empresas está na contratação de recursos humanos altamente qualificados. O Google, por se mostrar como uma empresa extremamente inovadora e promissora, vem levando vantagem, já tendo, inclusive, “roubado” algumas mentes brilhantes da Microsoft.

A busca por pessoal capacitado é tão acirrada, que o Google tem como princípio “contratar tantos cérebros quanto encontrar”, isto é, não há limite de vagas para pessoas que possuem o perfil da empresa. Como conseqüência, outras companhias acabam tendo dificuldades em preencher seus cargos mais avançados. É o caso da Microsoft. Só nos EUA, a empresa tem cerca de 3 mil vagas “sobrando”.

Com a escassez de profissionais qualificados nos EUA, Bill Gates acabou apelando e fez, recentemente, um pedido ao governo americano para permitir a entrada de mais estrangeiros no país:

“Não faz sentido informarmos a indivíduos extremamente qualificados, muitos dos quais graduados nas melhores universidades americanas, de que não são bem-vindos aqui”.

Gates também pediu ao governo americano que destine mais recursos à educação para aumentar o interesse dos jovens por matemática e ciências, a base de todo o desenvolvimento tecnológico:

“Não podemos manter uma economia baseada na inovação, exceto se nossos cidadãos lidarem com matemática, ciências e engenharias”.

Quisera eu que esse tipo de incentivo existisse também no Brasil. Mas, a impressão que tenho é a de que as coisas funcionam de maneira totalmente contrárias por aqui: a juventude aprende que matemática é uma coisa chata e inútil, e que as áreas de engenharia são coisas abomináveis, destinadas a indivíduos com menos “status social”. Privilegiados são aqueles que não têm esse ponto de vista…

Referência: EETimes.

Emerson Alecrim