Por Erika Sarti, em 30/08/2009.
SEO (ou Search Engine Optimization - Otimização para Mecanismos de Busca) é o conjunto de técnicas usadas para melhorar o posicionamento de um site nos buscadores, como o Google e o Bing. O objetivo dessas técnicas é aumentar o tráfego em um site posicionando-o nas primeiras páginas dos resultados orgânicos (ou seja, os resultados da busca que não são links patrocinados).
Utilizamos o Google como exemplo nesta série de artigos por ele ser o mecanismo de busca mais utilizado atualmente, mas as regras fundamentais do SEO são praticamente as mesmas para todos os buscadores. Assim como o Google usa o PageRank como um de seus critérios para exibir resultados relevantes ao usuários, outros sites de busca têm sistemas equivalentes para fazer o mesmo.
Este segundo artigo trata de algumas técnicas básicas que envolvem o planejamento e a publicação de um site. Para tirar melhor proveito deste texto, espera-se que o leitor tenha conhecimentos sólidos em HTML e em publicação de sites. A primeira parte pode ser acessada aqui.
Na hora de nomear os arquivos HTML das páginas internas e as pastas
do seu site, escolha nomes que incluam a sua principal palavra-chave.
Por exemplo, se você está publicando um artigo sobre meta-tags,
ao invés de www.site.com.br/artigo01.htm prefira www.site.com.br/artigo-meta-tags.htm, ou ainda www.site.com.br/artigos/meta-tags.htm, pois um dos critérios
dos sites de busca é o endereço da página:

Da mesma maneira, se você ainda está planejando um novo site e o seu domínio ainda não foi registrado, tente incluir a principal palavra chave no seu endereço.
Caso você esteja utilizando algum gerenciador de conteúdo
para publicar seu site, como WordPress, Drupal ou Joomla, altere os permalinks
das páginas internas. Um endereço www.site.com.br/?page_id=2
não é muito bom do ponto de vista do SEO.
Elas já foram assunto de uma série de artigos aqui no InfoWester (Meta Tags - O que são e como utilizá-las). De lá pra cá, perderam um pouco do peso para os sites de busca, mas nem por isso deixaram de ter importância.
A meta-tag description, por exemplo, é usada para descrever um site. Assim como o título da página, ela aparece no resultado da sua busca, por isso deve ser clara e breve (com no máximo 160 caracteres). Se for possível, tenha uma descrição diferente para cada página.

Já a meta-tag keywords é utilizada para reforçar as palavras-chave da página. É importante manter a coerência com o texto, assim como utilizar apenas as tags de maior relevância. O uso exagerado de keywords é considerado black hat, ou seja, uso inadequado de SEO (esse assunto será abordado com mais detalhes no próximo artigo).
Você encontra mais detalhes e exemplos de como utilizar corretamente as meta-tags no artigo Meta Tags - O que são e como utilizá-las.
Um código fonte limpo, semântico (e de preferência validado) também é muito importante para o SEO. Utilize as tags HTML corretamente, dentro do uso a que elas se destinam. Na hora de escolher a fonte para o seu texto, dê preferência às fontes básicas disponíveis em praticamente todos os computadores, ao invés de usar como alternativa o texto numa imagem ou num arquivo Flash, por exemplo, onde você pode usar qualquer tipografia, mas ele não será reconhecido pelos sites de busca.
Utilize uma folha de estilo CSS externa para alterar o layout do site, deixando no HTML apenas a marcação do conteúdo. Da mesma maneira, utilize scripts JavaScript externos sempre que possível, pois seu código não é interpretado pelos sites de busca e dão a falsa impressão de "sujeira" no HTML.
Ao contrário do mapa do site citado no artigo anterior, que é voltado para facilitar a navegação do usuário, um sitemap é um arquivo XML com todos os links do site, voltado unicamente para os buscadores. Através dele, a indexação das páginas internas é mais rápida e mais fácil para os mecanismos de busca. Além disso, ele é usado por ferramentas como o Google Webmaster Tools para varrer as páginas do seu site em busca de erros.
Esse arquivo XML (que geralmente recebe o nome de sitemap.xml)
deve ficar na raiz do site, preferencialmente. Se você não
tem conhecimentos em XML, existem ferramentas on-line que criam esse arquivo
automaticamente, como o XML
Sitemaps (gratuita para sites com até 500 páginas). Para
sites que utilizam gerenciadores de conteúdo, existem plugins que
montam e publicam o sitemap automaticamente. O WordPress, por exemplo, conta
com o plugin Google (XML) Sitemaps Generator for WordPress.
Assim como o sitemap, o arquivo robots.txt é criado para facilitar a indexação do site apenas para os sites de busca, sem efeito nenhum sobre o visitante. Através dele, você pode determinar quais páginas e diretórios podem (ou não) ser indexados.
No exemplo abaixo, temos o conteúdo de um arquivo robots.txt:
A primeira linha,User-agent: * Disallow: /js/ Disallow: /temp.html
User-agent: *, é usada para informar
que todos os motores de busca são permitidos no site. Já o comando
Disallow bloqueia a indexação em determinadas pastas
ou arquivos: no exemplo, a pasta /js/ e o arquivo /temp.html.
Deve-se usar uma linha para cada pasta ou arquivo bloqueado, com o seu caminho
completo a partir da raiz e começando com uma barra.
O arquivo robots.txt pode ser criado em um simples editor de textos, e deve ser publicado na raiz do site. Uma alternativa ao arquivo robots.txté a utilização da meta-tag robots. Você encontra mais informações sobre esse assunto no artigo Meta Tags Parte 2 - Escondendo seu site dos buscadores.
Depois de aplicar todas as técnicas básicas de SEO no seu site, é hora de fazer os buscadores encontrá-lo.
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| :: SEO - Otimização para Mecanismos de Busca |
| :: Otimização de Website - O Guia Definitivo |
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Como já foi dito no primeiro artigo, os mecanismos de busca varrem os sites já existentes à procura de alterações nas páginas já indexadas, e de novos links para indexar. Esse processo é conhecido como crawling. Via de regra, quanto maior o PageRank (PR) de um site, com mais frequência essa varredura é executada nele. Portanto, o ideal é fazer algum site já indexado e com um PR bom (pelo menos 3 ou 4) apontar um link para o seu.
Existem várias maneiras de conseguir links para o seu site: se você acabou de criar um blog, por exemplo, pode cadastrá-lo em sites como o Technorati ou Digg, onde você publica e recebe avaliações pelos seus posts. Aqui novamente vale lembrar que o mais importante é produzir conteúdo útil, relevante e bem organizado. Se o seu site tem um layout caprichado (tanto em termos de visual como no código), você pode enviá-lo para galerias de CSS como a CSS Beauty. Existem também várias galerias voltadas exclusivamente para sites desenvolvidos em WordPress, Drupal ou Joomla.Em último caso, você pode cadastrar sua URL diretamente nos mecanismos de busca. Google, Yahoo! Search e Bing oferecem um formulário para enviar sua URL, mas alguns especialistas em SEO recomendam utilizar esse recurso apenas em último caso, se nenhum outro site for apontar para o seu.
Alguns sites e blogs oferecem esquema de troca de links. No próximo artigo vou explicar a razão pela qual essa ideia pode não ser boa para o SEO do seu site. Além disso, vamos analisar os fatores externos que contribuem para um bom posicionamento e as técnicas de black hat, que podem fazer seu site ser punido ou até mesmo banido dos buscadores.
« O básico do SEO - Search Engine Optimization (Parte 1);
» O básico do SEO - Search Engine Optimization (Parte 3).
Erika Sarti é web designer e trabalha como free-lancer desde 2000. É a responsável pelo novo layout do InfoWester, basicamente feito com tableless, um de seus assuntos preferidos. Seu portfólio está em www.erikasarti.net.
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