União Européia encosta a Microsoft na parede mais uma vez

Sim, aconteceu de novo. A União Européia, que já havia feito a Microsoft pagar uma multa exorbitante por suas práticas monopolistas, encostou novamente a gigante de Redmond na parede. Desta vez, o aviso dado à empresa é mais ameaçador: se não diminiuir os preços do acesso às suas informações de desenvolvimento, a companhia terá que pagar uma multa diária de 3 milhões de euros, valor próximo a 8,4 milhões de reais.

A União Européia alega que os valores cobrados pela Microsoft para fornecer informações essenciais ao desenvolvimento de aplicativos para o Windows é muito alto, fazendo com que somente empresas de porte grande tenham recursos para desenvolver software para essa plataforma (embora a Microsoft afirme que seu preço é aproximadamente 30% menor que o normal para uma tecnologia desse nível). Como conseqüência, a disputa de mercado diminui, fazendo com que os clientes de tais companhias tenham que pagar valores altos pelas licenças.

Por conta disso, a União Européia deu um prazo de até quatro semanas para que a Microsoft responda formalmente à sua advertência, já que o relatório de 1.500 páginas que a empresa apresentou não justifica, em nenhum momento, o motivo de preços tão elevados. Essa questão é reforçada pelo fato da Microsoft ter concordado anteriormente em basear seus valores de acordo com o nível de inovação de seus protocolos. Todavia, o lançamento da linha de sistemas operacionais Windows Vista não trouxe nada de relevante nesse aspecto, portanto, não há razão aparente para preços tão altos.

Sendo assim, a Microsoft tem três opções: desafia a União Européia e mantém sua política de preços, apresenta uma justificativa convincente ou faz os ajustes exigidos. Se escolher a primeira opção, a empresa terá sérios problemas, a começar pelo pagamento de multas. Se apresentar uma justificativa, duvido que consiga ser convincente. Só resta apelar para a última opção: ser boazinha e ter uma política de preços mais flexível. Nos resta esperar para ver como a empresa vai reagir…

Referências: Forbes, Financial Times.

Emerson Alecrim





  • Gabriel Cardoso de Souza Junior

    Parece que a M$ não aprende com os erros do passado…

    Até quando ela vai se se achar acima de todo mundo? Não adianta nenhuma fã do Bill dizer que é implicância porque a Europa é muito séria para ficar brincando de perseguição…