Um tablet como máquina de escrever em Braille

É verdade que o número de aplicações para tablets não para de crescer, mas eu não esperava que uma ideia tão genial e útil como esta fosse surgir: fazer com que um tablet funcione como uma máquina de escrever em Braille, aquele sistema de leitura e escrita baseado em tato que pessoas que não enxergam utilizam.

A ideia surgiu na Universidade de Stanford. Durante um curso de verão em um centro de pesquisa em computação da instituição, o aluno Adam Duran e dois professores – Adrian Lew e Sohan Dharmaraja – decidiram criar um projeto que facilitasse a vida das pessoas que usam Braille em seu cotidiano.

A princípio, a ideia era a de criar um aplicativo capaz de ler este sistema, mas logo perceberam que não seria uma ferramenta relevante, afinal, deficientes visuais que utilizam Braille já sabem ler neste padrão, oras. O grupo teve então a ideia de criar um programa que possibilita ao usuário escrever em Braille a partir de um tablet, mesmo porque equipamentos que fazem isso não são necessariamente baratos.

Só há um pequeno problema: as telas dos tablets são lisas, não havendo nenhum tipo de relevo para orientar o usuário por meio de tato. A solução encontrada é fantástica: fazer com que o aplicativo se adapte ao usuário, não ao contrário.

Para isso, quando a pessoa coloca os dedos na tela, o aplicativo identifica a localização de cada um e, em seguida, os associa às teclas virtuais. Assim, o programa consegue se adaptar a dedos mais finos ou mais grossos, a distâncias maiores ou menores entre eles, enfim. É possível inclusive mudar a posição dos dedos na tela, já que as teclas os acompanharão. Em seguida, basta ao usuário seguir as orientações e respostas sonoras para fazer o seu trabalho.

O projeto ainda está em desenvolvimento, mas o vídeo a seguir consegue mostrá-lo em ação:

www.youtube.com/watch?v=ABfCXJSjAq0

Sensacional, não? Para finalizar, recomendo a leitura deste post dos amigos do Tecnoblog, que mostra um vídeo de um rapaz que não enxerga utilizando um iPad com a maior desenvoltura 😉

Referência: CNET News, Stanford University.

Emerson Alecrim





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