Startupi: para falar de startups no Brasil

startupiO Brasil conta atualmente com vários projetos empreendedores nas áreas de tecnologia, muitos dos quais com grande potencial de sucesso. O problema é que, ao contrário do que acontece nos EUA, por exemplo, muitas dessas iniciativas acabam abandonadas por falta de incentivos financeiros. Investidores até que não faltam por aqui, o que falta mesmo é algum meio para tornar esses empreendimentos mais conhecidos.

Ontem (09/12/2008), fui convidado pelo Alexandre Fugita, do Techbits, a conhecer o seu mais recente trabalho: o startupi. O nome é oriundo da mistura de “startup” – denominação muito utilizada para indicar empresas de tecnologia recém-criadas – e “tupi”, em alusão ao Brasil. Em poucas palavras, trata-se de um canal que tem a proposta de divulgar informações de e sobre startups, com foco no mercado brasileiro.

De acordo com Fugita, a idéia da startupi surgiu quando Michael Nicklas, um investidor americano, resolveu pesquisar sobre o mercado brasileiro e obteve, para sua surpresa, uma grande escassez de informações. A partir disso, Nicklas fez alguns contatos e abriu a empresa SocialSmart para investir no Brasil. O startupi é um dos frutos desse investimento (maiores detalhes aqui).

Alexandre Fugita
Alexandra Fugita na apresentação da startupi

Na minha opinião, a startupi tem tudo para dar certo – e eu torço por isso. Como disse no início do texto, o Brasil conta com vários projetos com potencial, como o Boo-Box, o Pagestacker, o BlogBlogs, o Compra3, o Camiseteria (este já bem consolidado no mercado), entre outros. A chegada da startupi poderá não só tornar projetos do tipo mais “visíveis” aos investidores, como também proporcionará troca de experiências, estimulará a conversação entre os empreendedores e, não duvido, até mesmo incentivará o surgimento de novos negócios.

Se você se interessa pelo assunto, não deixe de acompanhar a startupi. No dia do lançamento eu pude perceber que se trata de uma iniciativa séria e relevante, portanto, dá para esperar muita coisa interessante daí 😉

Emerson Alecrim