Intel promete tecnologia para evitar acesso a dados de laptops roubados

ladrão de dadosRoubo de laptops é um problema que não atinge somente usuários de São Paulo e do Rio de Janeiro. É um fenômeno que acontece em todo o mundo, em maior ou menor escala. O que muita gente não sabe é que, em boa parte dos roubos, o ladrão não está interessado no portátil em si, mas nos dados armazenados nele. Informação é poder e vale dinheiro, meu amigo!

A Intel sabe disso e promete, ainda para este ano, um sistema anti-roubo chamado Anti-Theft Technology. Não, essa tecnologia não vai impedir o notebook de ser roubado, portanto, você vai ter quer continuar disfarçando seu laptop de livro, de pasta de contas a pagar ou de bebê para andar com ele nas ruas. A tecnologia impede justamente o acesso aos dados, portanto, só vai te ser útil se você tiver alguma coisa realmente importante dentro dele, como um plano infalível para dominar o mundo e tirar o Google da jogada. Por outro lado, a tecnologia pode impedir que o notebook seja usado mesmo se o HD for trocado.

A Intel ainda não revelou muitos detalhes do Anti-Theft Technology, mas sabe-se que a tecnologia poderá ser implementada em laptops através da instalação de um chip. Também não se sabe como o laptop “saberá” que foi roubado, mas provavelmente esse controle será feito por meio de senha: se o usuário não a souber, nada de acessar o sistema operacional. Também não se sabe se será possível acessar os dados transferindo o HD do laptop para outro equipamento. Como essa hipótese certamente será considerada, talvez haja algum esquema de encriptação dos dados, fazendo com que estes sejam um monte de lixo se não forem acessados pelo computador de origem.

Há outros fabricantes trabalhando em soluções com finalidades semelhantes, razão pela qual a Intel pretende fechar parcerias com os principais fabricantes de notebooks para tornar sua tecnologia popular. Desde que o Anti-Theft Technology realmente funcione e não sirva apenas como um nome bonitinho para convencer o usuário a comprar o laptop, por mim, tudo bem 🙂

Referência: Ars Technica.

Emerson Alecrim