Arquivos da categoria ‘Tecnologia’

2010
08
mar

Três exemplos de mulheres que arrasam no mundo dos computadores

Havia pouco mais de 60 alunos na sala quando comecei a cursar ciência da computação, mas a quantidade de mulheres podia ser contada nos dedos. De uma mão. Foi um choque para quem passou os ensinos fundamental e médio em classes onde o número de meninas sempre foi superior. É fato: qualquer área da computação sempre atraiu muito mais homens do que mulheres.

Mas isso não quer dizer que elas nunca fizeram grandes feitos nesses ambientes predominantemente masculinos. É por isso que achei conveniente aproveitar que hoje, 08 de março, é o Dia Internacional da Mulher para citar três personalidades femininas que arrasam em funções ligadas à tecnologia e que normalmente são executadas por homens. Vamos lá?

Caterina Fake

Junto com Stewart Butterfield, seu marido, Caterina Fake, 36 anos, se tornou responsável por um dos maiores sucessos da chamada Web 2.0: a rede social de álbuns de fotos on-line Flickr, hoje pertencente ao Yahoo!. Em 2002, o casal e mais um amigo de Stewart chamado Jason Classon criaram o Neverending, um jogo on-line para múltiplos jogadores. Caterina ficou responsável pelo design do jogo, enquanto seu marido cuidava dos aspectos de interação e Jason da programação. O Flickr surgiu como um recurso adicional para esse game, pois consistia, no início, em um sistema de mensagens instantâneas onde também era possível trocar fotos.

Caterina FakeCaterina Fake – Imagem por Flickr pessoal

Em 2004, o Flickr se tornou independente e o sucesso veio tão rápido que o serviço foi comprado pelo Yahoo! em 2005 por, estima-se, 35 milhões de dólares (talvez eles achem pouco, acredite). Caterina e Stewart também passaram a ocupar posições dentro da empresa, sendo que ela se tornou integrante do Technology Development Group do Yahoo!. Depois de sair da companhia, em 2008, passou a se dedicar à rede social Hunch, projeto em que se encontra até hoje.

Ao longo de sua carreira, recebeu reconhecimentos de várias publicações de negócios, sendo considerada pela revista Time uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2006. Saiba mais sobre Caterina em seu blog pessoal: www.caterina.net.

Jade Raymond

Jade Raymond, 34 anos, se formou em ciência da computação pela McGill University. Tão logo concluiu a faculdade passou a trabalhar como programadora na Sony. Suas atividades por lá fizeram com que ela fosse contratada pela Electronic Arts para trabalhar no desenvolvimento do jogo The Sims Online. Depois disso, trabalhou em uma rede social em 3D chamada There (deve ser um tipo de Second Life) e posteriormente ingressou na Ubisoft, na função de produtora dos jogos Assassin’s Creed e Assassin’s Creed II.

Jade RaymondJade Raymond – Imagem por Wikipedia

Por mais clichê que isso soe, Jade Raymond é aquele tipo de pessoa que corre atrás dos seus sonhos. Fã de jogos desde criança, sempre quis trabalhar nessa área. Não só conseguiu como hoje é nada menos que a presidente da Ubisoft de Toronto.

Ela também trabalha no Electric Playground, um programa de TV sobre games da TV americana G4. Neste vídeo é possível ver uma entrevista de Jade Raymond ao UOL.

Marissa Mayer

Marissa Mayer, 34 anos, entrou para o Google meses depois de sua fundação e de lá não saiu mais. É uma das pessoas mais influentes dentro da empresa e hoje ocupa o cargo de Vice-presidente de Pesquisa de Produtos e Desempenho dos Usuários (amém). Em outras palavras, cabe a ela decidir os rumos de serviços como Google Earth, Google Desktop, Google Search e tantos outros.

Marissa MayerMarissa Mayer – Imagem por Wikipedia

Hoje o Google conta com centenas de engenheiros dentro do seu quadro de funcionários, mas Marissa foi a primeira pessoa a ocupar um cargo do tipo na companhia. Formada com menção honrosa em sistemas simbólicos e mestre em ciência da computação, ela se especializou em inteligência artificial. Não por menos, várias patentes registradas pelo Google nessa área são oriundas de seu trabalho.

Sendo tão influente, também já recebeu reconhecimento de várias publicações de negócios, com destaque para a lista das mulheres mais poderosas da revista Fortune, em 2008. Embora relativamente antiga, é possível conferir uma entrevista bacana da Marissa Mayer ao jornal O Globo aqui.

* * *

Interessante, não? Resolvi citar esses três exemplos aqui para mostrar que, sim, as mulheres podem mandar muito bem em áreas tipicamente masculinas. Talvez isso até sirva de incentivo para aquelas que estão em dúvida quanto a seguir carreira em alguma área ligada à computação.

Mas, independente da área de atuação, o que importa é que hoje é o dia delas. Parabéns, mulheres! Quem tem mãe, irmã, esposa ou filha sabe que vocês merecem :)

Referências: Livro Startup, de Jessica Livingston; Wikipedia; Google.

Emerson Alecrim

2010
04
mar

Executivo do Google diz que desktops serão irrelevantes em três anos. Será?

Em uma conferência realizada em Dublin, na Irlanda, John Herlihy, diretor da divisão de vendas e marketing do Google na Europa, fez uma declaração pra lá de polêmica:

Os desktops serão irrelevantes em até três anos. No Japão, a maior parte das pesquisas já são feitas em smartphones, não em PCs.

Para Herlihy, isso será possível porque a maioria das aplicações rodará nas nuvens, dispensando os smartphones de processamento pesado e, portanto, inviável. A declaração vai de encontro com as palavras de Eric Schmidt, CEO do Google, que disse no evento Mobile World Congress, que aconteceu em fevereiro, na Espanha, que a empresa dará mais prioridade a dispositivos móveis do que a desktops, a partir de agora.

Eu acredito que smartphones e outros aparelhos portáteis serão cada vez mais utilizados para acesso à internet e que, portanto, esses dispositivos serão presença constante na “vida on-line” das pessoas. Mas não acredito nem um pouco que desktops se tornarão irrelevantes em três ou mais anos.

Há sim uma tendência para que esse tipo de computador perca espaço, uma vez que um número cada vez maior de pessoas preferirá adotar notebooks, netbooks e, claro, smartphones paras suas atividades cotidianas, tudo em nome da principal vantagem desses dispositivos: a mobilidade. Mas isso não significa, necessariamente, que o mundo abandonará os desktops. Na minha opinião, significa apenas que as pessoas acessarão a internet em lugares e ocasiões onde, até então, isso não era possível por limitações tecnológicas.

Bad smartphone

É o que acontece com os japoneses, que aproveitam todo a tecnologia e a estrutura de telecomunicações de seu país para acessar a “grande rede” quando estão nas ruas, no Metrô, no mercado, etc. Mas nem lá os desktops correm risco de se tornar irrelevantes, pelo menos não tão cedo.

Antes de qualquer previsão mais radical, temos que considerar que: desktops ainda são a opção mais viável para o segmento corporativo; há toda uma indústria por trás dos desktops que não deixará esse mercado morrer, pelo menos não tão cedo; muitas pessoas ainda vão querer contar com computadores poderosos em casa, contexto no qual os desktops se encaixam; dekstops ainda são consideravelmente mais acessíveis que dispositivos móveis em países emergentes.

De qualquer forma, não devemos descartar as palavras de John Herlihy. Desenvolvedores, empresas de telecomunicações, sites e veículos de comunicação em geral precisam, mais do nunca, olhar para o segmento móvel com mais atenção para se adaptar à nova realidade. Só não devem cair no erro de tratar isso como única prioridade.

Referência: The Inquirer.

Emerson Alecrim

2009
21
dez

50 anos da lendária copiadora Xerox 914

Se tem um tipo de produto antigo que é popular até hoje e que não deve sair do mercado nem tão cedo é a copiadora, mais conhecida como “máquina de xerox” ou “xerocadora”. Essa popularidade toda se deve em parte ao modelo Xerox 914, o primeiro aparelho do tipo a fazer sucesso em escala comercial.

A Xerox 914 surgiu em 1959 e foi desenvolvida por Chester Carlson, sendo apresentada primeiramente em uma feira industrial em Nova York, Estados Unidos. Carlson é um dos principais nomes por trás desse tipo de tecnologia. Ele passou anos pesquisando técnicas de reprodução de imagens, até que, em outubro de 1938, conseguiu realizar, junto com o físico Otto Kornei, uma experiência que resultou na primeira cópia xerográfica do mundo!

Chester Carlson com o primeiro protótipo de sua invenção - Imagem por Xerox
Chester Carlson com o primeiro protótipo de sua invenção – Imagem por Xerox

Em 1942, Carlson patenteou sua invenção. Isso foi importantíssimo para que ele conseguisse, mais tarde, patrocínio com um instituto de pesquisa que, tempos depois, fechou uma parceria com uma pequena empresa chamada Haloid para produzir esse tipo de equipamento.

Carlson continuou com suas pesquisas e, durante esse tempo, sua invenção recebeu o nome de xerography (xerografia) em alusão à combinação das palavras gregas xerox (seco) e grafia (escrita). Tempos depois, a Haloid criou a marca Xerox para esse tipo de produto, apesar de não ter tido grande êxito comercial até então.

O sucesso só veio mesmo com o lançamento da Xerox 914, a primeira copiadora a se mostrar viável, tanto em termos de fabricação quanto em utilização. O equipamento foi produzido até o início da década de 1970. Ao longo desse tempo, a Xerox colocou mais de 200 mil unidades no mercado. A copiadora teve tanta aceitação que a Haloid, que havia mudado seu nome para Haloid Xerox Inc. em 1958, passou a se chamar Xerox Corporation em 1961.

A Copiadora Xerox 914 - Imagem por Xerox
A Copiadora Xerox 914 – Imagem por Xerox

Para a época, a Xerox 914 era uma copiadora realmente muito boa. Nela, a primeira cópia de um documento levava cerca de 15 segundos para ser concluída, mas as demais eram feitas na metade desse tempo. Aliás, o seu nome foi dado em alusão a outra característica do equipamento: sua capacidade de gerar cópias de documentos com até 9×14 polegadas.

Depois disso, outros modelos vieram, as copiadoras se tornaram populares no mundo todo e a marca Xerox acabou virando sinônimo de cópia de documentos. No Brasil, transformaram a marca até em verbo: “xerocar”.

Atualmente, é possível encontrar uma Xerox 914 em exposição no Smithsonian – National Museum of American History, localizado lá longe, em Washington DC. Ah, há algumas fotos da celebração dos 50 anos da copiadora neste álbum no Facebook :)

Referências: Real Business at Xerox, Wikipedia, Smithsonian NMAH, The Copier Blog.

Emerson Alecrim

2009
06
nov

Dell comemora 10 anos de Brasil mostrando o que é inclusão digital de verdade

Este é o mês em que a Dell comemora seu aniversário de 10 anos no Brasil. E o faz em grande estilo: ontem, ninguém menos que Michael Dell, fundador da empresa, participou de uma coletiva de imprensa em São Paulo ao lado de Raymundo Peixoto, Diretor Geral da Dell no Brasil, e Paul Bell, Presidente para o Segmento de Public da companhia.

Da esquerda para a direita: Raymundo Peixoto, Michael Dell e Paul Bell
Da esquerda para a direita: Raymundo Peixoto, Michael Dell e Paul Bell

A Dell começou suas atividades por aqui em novembro de 1999, com uma fábrica em Eldorado do Sul (RS). De lá para cá a participação da empresa no Brasil só cresceu. Em 2007, a Dell decidiu fabricar seus produtos em uma nova fábrica localizada em Hortolândia (SP). Em agosto de 2009, a companhia abriu um escritório na capital paulista para reforçar ainda mais suas operações em terras tupiniquins.

Durante a coletiva, Michael Dell, Paul Bell e Raymundo Peixoto deixaram claro o quão importante o mercado brasileiro é para a empresa. Dell deu a entender que o Brasil pode não ter o mesmo potencial que a China (e quem é que tem atualmente?), por exemplo, mas em comparação com a índia e a Rússia é o mercado com as melhores oportunidades de negócios.

Mas, Michael Dell e Paul Bell não vieram ao Brasil apenas para comemorar. Vieram principalmente para mostrar quais são os planos da empresa para o país daqui pra frente: uma das metas mais importantes a partir de agora é ter participação mais ativa junto ao setor público, com destaque para a área de educação. Neste ponto, a empresa “chegou chegando”.

Michael Dell e Paul Bell
Michael Dell e Paul Bell

Muita gente pensa que inclusão digital consiste tão e somente em disponibilizar PCs com acesso à internet para quem nunca teve contato com isso na vida. Outros pensam que o simples ato de equipar salas de aula com computadores é suficiente para melhorar a educação. Mas, não é só isso, não é tão fácil assim. É necessário mostrar também como todo esse aparato tecnológico pode fazer diferença na vida das pessoas e, com base nisso, fazer com que todos esses recursos sejam aproveitados.

Durante a coletiva da Dell, fiquei satisfeito ao notar que a empresa tem essa percepção. Sim, pois o que eu já vi de “pseudo-projetos” de inclusão social por aí não é brincadeira. Primeiro, a companhia apresentou o programa Dell YouthConnect, que no Brasil será executado junto ao CDI (Comitê para Democratização da Informática), uma das poucas ONGs que fazem no país um trabalho de inclusão digital realmente sério e consistente.

Com a parceria, o CDI vai contar com o patrocínio da Dell em nove de suas unidades, sendo três em Campinas (SP), três em São Paulo (SP) e três em Porto Alegre (RS). Além disso, a entidade vai receber 55 computadores Dell para equipar o Mega CDI, no Rio de Janeiro (RJ).

Porém, o que mais chamou a minha atenção foi uma solução educacional que a Dell chama de Sala de Aula Conectada. Trata-se de um “pacote” com diversas ferramentas que fazem com que as escolas possam modernizar suas aulas e corresponder ao “mundo digital” que muitos alunos já conhecem de casa. A solução conta com lousa interativa, projetor de imagens, sistema de áudio, impressora, rede sem fio, notebook para professores, netbooks para alunos, entre outros.

Aula interativa em uma lousa digital
Aula interativa em uma lousa digital

O melhor de tudo é que esse pacote é acompanhado também de conteúdo. Graças a uma parceria com a Universidade de São Paulo, a solução Sala de Aula Conectada oferece conteúdo interativo de várias disciplinas. Em uma aula de matemática, por exemplo, o professor pode apresentar uma função de segundo grau e pedir para um aluno ou até mesmo para a classe toda dar a resposta para a pergunta relacionada usando seu netbook. Através da lousa digital o professor pode então fazer incrementos no gráfico da função para explicar aos alunos o que acontece.

Para que pudéssemos entender melhor, a Dell convidou os presentes para assistir uma aula de demonstração. Eis um trecho dela:

No projeto Sala de Aula Conectada, os alunos recebem o Dell Latitude 2100, netbook com tela de 10,1 polegadas sensível ao toque que foi desenvolvido especialmente para atividades em sala de aula. Para você ter uma ideia, o equipamento tem revestimento de borracha (em várias cores) que o ajuda a protegê-lo de quedas ou choques. Além disso, o equipamento é pequeno e leve, facilitando o seu transporte. O Latitude 2100 também conta com um LED na parte traseira da tela que acende sempre que o aluno não estiver acompanhando o conteúdo disponibilizado pelo professor.

Netbook Latitude 2100
Netbook Latitude 2100

Netbook Latitude 2100 - Destaque para o revestimento de borracha e para o LED
Netbook Latitude 2100 – Destaque para o revestimento de borracha e para o LED

De acordo com a Dell, uma parceria com o governo de São Paulo está permitindo que 26 escolas públicas de Hortolândia utilizem a solução Sala de Aula Conectada, iniciativa esta que pode beneficiar 6 mil alunos e 90 professores, e que posteriormente será avaliada pelo UNESCO e pelo próprio governo.

Quer saber? Depois da apresentação, saí de lá querendo ser estudante de novo! A aula “demo” mostrou claramente que, quando bem utilizados, recursos tecnológicos podem não só oferecer um ensino melhor, como também motivar o aluno. Ah, eu também saí de lá morrendo de vontade de ter um Latitude 2100 :D

Muito bacana, não? Espero que essa ideia incentive outras empresas a desenvolverem projetos tão bons quanto este. Para saber mais sobre a solução Sala de Aula Conectada, basta acessar o link www.dell.com.br/k12br. Ah, sim: coloquei mais fotos do evento no Flickr.

Emerson Alecrim

2009
09
set

Novidades da Apple: iPod nano com câmera, iPod touch de 64 GB, iTunes 9 e mais!

09/09/09. Essa foi a data que a Apple escolheu para apresentar novidades, especialmente na linha iPod. O evento, realizado em San Francisco, Estados Unidos, também marcou a reaparição em público de Steve Jobs, que sofreu um transplante de fígado no primeiro semestre do ano. Ele está mais vivo do que nunca e comandou a apresentação permanecendo no palco em boa parte do tempo. Mas, vamos direito ao que interessa, né?

Steve Jobs: magro, mas aparentando estar bem - imagem por gdgt
Steve Jobs: magro, mas aparentando estar bem – imagem por gdgt

Antes mesmo do evento começar, foi divulgada uma baixa de preços nos modelos de iPods existentes até então (todos os preços mostrados aqui correspondem aos Estados Unidos):

- iPod touch de 8 GB: de 229 dólares para 189 dólares;
- iPod touch de 16 GB: de 299 dólares para 249 dólares;
- iPod touch de 32 GB: de 399 dólares para 279 dólares (esse ficou muito em conta);
- iPod nano de 8 GB: de 149 dólares para 129 dólares;
- iPod nano de 16 GB: de 199 dólares para 149 dolares;
- iPod classic de 120 GB: de 249 dólares para 229 dólares.

Essa baixa foi o suficiente para termos certeza de que a linha iPod receberia novidades. E não deu outra! A primeira novidade é o anúncio de um iPod touch de 64 GB, que tem preço de 399 dólares e está mais rápido que as versões anteriores. Em seguida, contrariando os rumores de que seria descontinuado, veio o anúncio de um iPod classic de 160 GB, por 249 dólares.

iPod touch - Imagem por Apple
iPod touch – Imagem por Apple

O pequenino iPod shuffle também ganhou atualização: agora conta com novas cores e com uma simpática versão em aço inoxidável que tem 4 GB de capacidade e custa 99 dólares.

iPod shuffle - À esquerda, a edição em aço - Imagem por Apple
iPod shuffle – À esquerda, a edição em aço – Imagem por Apple

Mas, a maior novidade, no entanto, fica por conta do iPod nano. A Apple falou do sucesso que dispositivos de vídeo estão fazendo e abordou inclusive o Flip Video, da Cisco, que está vendendo muito bem, obrigado (não no Brasil, infelizmente). A empresa identificou esse cenário como uma necessidade do mercado e, por conta disso, anunciou novos modelos do iPod nano com… Câmera! Finalmente, né? Agora, além de usar o dispositivo para ouvir músicas, ver vídeos e visualizar imagens, o usuário poderá tirar fotos e (update: a câmera faz só vídeos) criar seus próprios filmes, assim como já é possível em parte dos telefones celulares disponíveis no mercado.

Linha iPod nano - Imagem por Apple
Linha iPod nano – Imagem por Apple

A parte metálica é onde está a câmera do iPod nano - Imagem por Apple
A peça metálica é onde está a câmera do iPod nano – Imagem por Apple

O dispositivo ainda conta com tela ligeiramente maior, de 2,2 polegadas, sintoniza rádio FM, tem saída lateral de áudio, inclui suporte a recursos como Genius Mixes (em poucas palavras, software que permite que você se torne um “DJ” em seu próprio iPod), VoiceOver, etc. A versão de 8 GB do novo iPod nano sai por 149 dólares, enquanto que a versão de 16 GB custa 179 dólares.

Não parou por aí, não. A Apple também anunciou o iTunes 9, cujo grande destaque é o já citado Genius Mixes, que permite ao usuário combinar músicas, como se fosse um DJ. O programa agora também oferece melhor sincronização entre o iPod/iPhone e o computador. No que se refere à iTunes Store, o serviço agora conta com visual mais limpo e navegabilidade aperfeiçoada. Além de gerenciar músicas e vídeos, o usuário também poderá utilizar o iTunes para controlar os aplicativos instalados no iPod touch ou no iPhone.

Há ainda duas outras novidades no iTunes que me chamaram a atenção: o iTunes LP e o Home Sharing. O primeiro consiste numa forma de o usuário obter detalhes sobre um álbum como se tivesse comprando um CD ou um LP de verdade. Com isso, é possível visualizar letras de músicas e detalhes de capas de discos, por exemplo. Quanto ao Home Sharing, trata-se de um recurso que permite o compartilhamento sincronizado de músicas, vídeos, filmes, etc, em até cinco computadores. Com isso, se você comprar uma música no iTunes Store, por exemplo, os computadores autorizados em sua rede terão acesso ao arquivo automaticamente.

A Apple falou também do iPhone OS 3.1, isto é, a nova versão do sistema operacional da linha iPhone e do iPod touch. O update para essa versão é gratuito para quem já possui o iPhone OS 3.0 e sua principal novidade é a tecnologia Genius (para recomendação de aplicativos), além do Genius Mixes. Mas, também há novas opções de sincronização com o iTunes, melhor organização de conteúdo, correção de bugs, etc.

Além de apresentar novidades, a Apple fez seu “show de marketing” ao enaltecer as características do iPhone e do iPod touch. Em primeiro lugar, provocou a Dell, mostrando um usuário rasgando o bolso da calça ao tentar guardar ali um notebook da concorrente. A empresa quis dizer que o iPhone/iPod touch é praticamente um computador e que não rasga bolsos!

Sátira da Apple com a Dell -  imagem por gdgt
Sátira da Apple com a Dell – imagem por gdgt

Sobrou até para os portáteis Nintendo DS e Sony PSP: a Apple exibiu um gráfico que mostra que o primeiro tem pouco mais de 3,6 mil jogos, enquanto o que segundo tem cerca de 600 títulos. Enquanto isso, os usuários do iPhone/iPod touch podem contar com mais de 20 mil games, todos com preço menor que os jogos dos citados consoles. A Apple ainda fez questão de exibir jogos de empresas como Gameloft e Electronic Arts para mostrar que o iPhone OS conta com games “de verdade”. Entre os títulos anunciados estão Madden 2010, Prince of Persia e Assassin’s Creed.

Jogo Madden 2010 para iPhone OS - imagem por gdgt
Jogo Madden 2010 para iPhone OS – imagem por gdgt

Só que nem tudo são flores. Foi bacana ver o novo iPod touch de 64 GB e tal, só que havia grandes expectativas de que esse modelo ganharia vídeo e rádio FM, tal como o iPod nano, o que acabou não acontecendo, fato que deixou muitos fãs do modelo irritados… Talvez tenha sido por sido que colocaram Norah Jones para cantar no evento no final da apresentação :D

Antes de encerrar, um detalhe: as pessoas que acompanham o InfoWester pelo Twitter puderam conferir as novidades do evento em tempo real. Se você também usa essa rede social, sinta-se convidado a seguir o perfil @InfoWester. Com isso, você poderá saber das últimas novidades do site e acompanhar conosco a cobertura de eventos futuros ;)

Referências: gdgt, Apple Press.

Emerson Alecrim