Arquivos da categoria ‘Internet’

2010
02
mar

Carrefour é o mais novo nome do comércio eletrônico brasileiro

Antes tarde do que mais tarde ainda! Eis que o Carrefour, finalmente, inaugurou sua loja on-line na internet brasileira: www.carrefour.com.br. Dos grandes varejistas do país, só estava faltando esse nome no mundo do comércio eletrônico. O site estreou oficialmente ontem, primeiro dia de março (2010), mas só consegui acessá-lo depois das 20 horas.

E sabe qual é o objetivo do Carrefour? Estar entre os cinco maiores sites de vendas da internet brasileira até o final de 2011. Uma meta audaciosa, mas que precisa ser alcançada, afinal, foram investidos 50 milhões de reais no projeto, que levou sete meses para ser desenvolvido.

Site do Carrefour
Carrefour on-line

Na minha opinião, o Carrefour começou bem em sua versão “.com.br”: o visual do site é agradável, a home não é (tão) poluída, a navegabilidade é boa, as páginas carregam rápido, a quantidade produtos é razoável e, pelo menos inicialmente, os preços estão bastante competitivos. Mas ainda está cedo para avaliar, afinal de contas, é necessário saber como é o pós-venda, se as entregas são feitas no prazo, entre outros.

De qualquer forma, eu espero que a iniciativa dê muito certo! Não que eu esteja vestindo a camisa do Carrefour (mesmo porque eu não gosto muito das lojas físicas da empresa #prontofalei), mas é que, se isso acontecer, os concorrentes terão que se mexer e nós todos conhecemos os milagres que só a competição é que capaz de trazer, não é mesmo?

Referência: Estadão.

Emerson Alecrim

2010
10
fev

Google Buzz: a novidade que promete deixar o Gmail ainda mais social

Imagine poder reunir em um único lugar todo o conteúdo que você utiliza de suas redes sociais ou, pelo menos, da maioria delas. Essa é a proposta inicial do recém-lançado Google Buzz. Está certo que o FriendFeed e o Facebook, por exemplo, já fazem isso (e melhor), mas o Google Buzz se integra ao Gmail e isso é um grande diferencial. Ou não…

O Google Talk não é o serviço de mensagens instantâneas mais utilizado do mundo, mas tem uma boa base de utilizadores justamente por aproveitar a interface do Gmail e permitir que os usuários se comuniquem sem que sejam obrigados a instalar aplicativos para isso. O Google Buzz segue o mesmo caminho e alia isso à capacidade de permitir que as pessoas iniciem e mantenham conversações públicas e privadas, característica que muita gente considera parecida com o Twitter, embora eu veja mais semelhanças com o Google Wave.

Isso tudo é muito bacana e interessante, mas eu vejo um problema: a integração com o Gmail não me parece tão boa quanto a que existe em relação ao Google Talk. Ao acessar este último, um link chamado Buzz aparece no menu à esquerda do serviço. É ali que tudo acontece. Assim que surgir conteúdo novo, um número entre parênteses aparece no link para informar a quantidade de interações novas. Você também pode receber mensagens na caixa de entrada do Gmail que te avisam de determinadas interações.

Link Buzz no GmailE o que há de errado nisso? A princípio, nada, mas eu tenho a forte impressão de que tudo isso acontece de uma maneira muito escondida. Veja bem: o Google Talk fica ali no canto do Gmail informando quem está on-line e abre uma caixa no final da página quando você inicia uma conversa com alguém. Mas no Google Buzz, você precisa clicar no link que leva o nome do serviço para então ver o que está acontecendo.

Isso me pareceu muito estranho. É como se todo mundo estivesse escondido em um canto e tivesse que ir em um lugar comum para se comunicar com os outros. Por que não fazer como o Facebook, por exemplo, que exibe todas as suas interações, inclusive com serviços integrados, na página inicial do usuário? Acho que, assim como o Google Talk, o Google Buzz deveria explorar um pequeno espaço da página principal do Gmail para as pessoas verem o que está acontecendo, assim elas se sentirão muito mais motivadas a interagir.

Mas, clicando dentro do tal link Buzz, não há como negar que a movimentação ali é interessante. Para início de conversa, você pode escolher quais das redes sociais (Flickr, Twitter, YouTube, etc) que você participa serão integradas à sua conta. Assim, toda vez que você postar uma mensagem no Twitter, por exemplo (supondo que você ativou a integração com esse serviço), seus contatos no Google Buzz a verão.

Buzz no Gmail

Falando em contatos, eles são compostos pelas mesmas pessoas com as quais você conversa no Google Talk ou compartilha conteúdo no Google Reader, por exemplo, mas é possível buscar por mais gente para acompanhar. Um recurso curioso é que conteúdo de pessoas que você não conhece poderá aparecer por recomendação do próprio Google Buzz quando este entender que determinados assuntos podem ser do seu interesse. E se um link, de um conhecido ou não, lhe parecer realmente interessante, você pode comentar, indicar para alguém via e-mail, deixar claro que gostou daquilo, enfim.

Uma coisa que o pessoal da Google acertou em cheio foi a integração do Buzz com dispositivos móveis, que utiliza inclusive geolocalização para informar seus amigos onde você está e para lhe sugerir estabelecimentos próximos (lojas ou restaurantes, por exemplo), mas isso se seu aparelho rodar iPhone OS ou Android. Usuários de BlackBerry, Symbian (que eu utilizo) e Windows Mobile, infelizmente, ainda precisam aguardar pela compatibilidade completa com o serviço.

De maneira geral, gostei bastante da proposta do Google Buzz, só acho que o serviço precisa mesmo melhorar sua visualização no Gmail. Sites como Facebook e FriendFeed conseguem oferecer integração com redes sociais e compartilhamento de conteúdo de maneira mais eficiente, portanto, a Google precisa se atentar a isso para que o Buzz não cause decepção nos usuários. Sabe como é, as pessoas estão acostumadas com lançamentos inovadores por parte da empresa e, quando isso não acontece, as impressões negativas são sempre maiores do que seriam com outras companhias.

Mas, enfim, só o tempo dirá como será a aceitação da novidade. Quer testar? É só olhar o seu Gmail e ver se o link Buzz já aparece por lá. Se negativo, não se preocupe, isso deverá acontecer em breve. Por ora, é possível obter mais detalhes em buzz.google.com, onde você também encontrará orientações para acessar o serviço pelo iPhone ou pelo Android.

Referência: Blog do Google Brasil.

Emerson Alecrim

2010
09
fev

Telefônica quer cobrar tráfego de dados da Google, mas quem pagará a conta é você

Cabo de rede e moedas em alusão à neutralidade na internetCésar Alierta, presidente da Telefônica, foi direto e reto: em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (08/02/2010) em Madri, Espanha, o executivo declarou que a empresa considera seriamente cobrar de companhias como Google e Yahoo! pelo uso de sua estrutura de rede.

Não é de hoje que operadoras de telecomunicações estão se queixando do alto tráfego gerado por grandes serviços da internet. Essas companhias afirmam que investem pesado na infraestrutura de suas redes para suportar o aumento constante da utilização da internet, o que acaba beneficiando gratuitamente serviços da Google, da Yahoo!, da Microsoft e outros que, juntos, respondem por uma boa parte dos dados que circulam na rede mundial de computadores.

Vendo por essa lado, parece justo, não é? Mas vamos ver por outro, o seu: quem é que utiliza os serviços de empresas como Yahoo! e Google? Sim, eu, você, nós! Em qualquer parte do mundo, as pessoas pagam provedores para ter acesso livre à internet. Do que adianta pagarmos por conexões de banda larga se não podemos aproveitar tudo o que a internet oferece?

Se as empresas que trabalham na internet forem obrigadas a pagar pelo tráfego de dados de seus serviços, quem vai pagar a conta, na verdade, seremos nós, que já pagamos para ter acesso à grande rede. Uma alternativa seria limitar a quantidade de dados que cada usuário utiliza diariamente. Já pensou como seria divertido ter seu acesso no Gmail, por exemplo, bloqueado porque sua cota do dia já foi consumida?

E o que seriam das empresas que se negassem a pagar pelo tráfego gerado? Também teriam uma cota diária de dados? Ou o acesso aos seus serviços seria limitado e consequentemente lento, mesmo que você esteja pagando (caro) por uma conexão bem rápida? Acredite, isso pode acontecer.

Em resumo, convencionou-se chamar de neutralidade da rede (net neutrality) o tratamento igual e o acesso livre a qualquer informação na internet. Ao cobrar pelo tráfego de grandes empresas, as companhias de telecomunicações vão é acabar com esse princípio. Além da Telefônica, prestadoras da Europa e dos Estados Unidos, como AT&T e Comcast, lutam para, ao que parece, controlar como e o que você pode ver na internet.

Caso essas companhias consigam o que querem, certamente não se limitarão a cobrar apenas pelo tráfego gerado por grandes empresas. A regra básica vai ser: quem paga mais vai ser mais acessado e ponto final. As prestadoras terão inclusive maior liberdade para controlar os downloads que você faz, o chamado traffic shaping.

E note que, como piada pronta é bobagem, vai ser até mais fácil para essas empresas oferecerem conexões à internet com velocidades altíssimas: você não vai ter como aproveitar tudo isso mesmo…

Emerson Alecrim

2010
26
jan

ImageUP e Com8s, dois sites brasileiros que você talvez irá gostar de conhecer

É comum chegar e-mails aqui no InfoWester de empresas e sites iniciantes apresentando seus serviços. Nem sempre, ou melhor, quase nunca há espaço para divulgar essas iniciativas. Por esse motivo, decidi mudar um pouco esse cenário e apresentar dois sites que enviaram mensagens de apresentação recentemente: ImageUP e Com8s.

ImageUP

O nome já deixa claro: o ImageUP é um site para que você possa hospedar e divulgar imagens. De acordo com Willian Cima, criador do serviço, o diferencial do ImageUP é oferecer espaço ilimitado e totalmente gratuito para o armazenamento de imagens. “Um de nossos objetivos é fazer com que todos os usuários tenham os mesmos direitos. Não queremos que um tenha mais direito que o outro, ou seja, não oferecemos contas premium”.

ImageUP

Com8s

O Com8s, por sua vez, se descreve como “uma nova rede colaborativa virtual, criada por brasileiros, e cujo foco inicial é a área de educação”. Para que você possa compreender melhor, trata-se, essencialmente, de um serviço concorrente ao Google Wave, com o diferencial de ter foco em educação. A ideia é a de que você possa contar com um ambiente de comunicação dotado de aplicativos, ferramentas de colaboração, recursos de organização, entre outros.

Com8s

* * *

Minhas impressões sobre esses sites? Pois bem, o ImageUP é um serviço que está no começo, mas me agradou bastante por ser simples e ir direto ao ponto. Fazer uploads é muito fácil e, assim que o usuário efetua login, é possível acessar um link que reúne todas as suas imagens. O interessante também é que o próprio serviço permite que você utilize um encurtador de URLs, o migre.me, para divulgar o endereço de cada imagem (eis um link que utilizei para testes). Há alguns probleminhas, como a abertura de imagens em janelas pop-up na página Minhas Imagens e a exibição da senha quando o usuário clica em Meus Dados, mas acho – e espero – que são detalhes que serão revisados no futuro.

Quanto ao Com8s, a proposta do serviço me pareceu bastante interessante, mas não pude testá-lo por um único motivo: o site ainda não foi lançado oficialmente. Por enquanto, só é possível cadastrar um e-mail para ser avisado de seu lançamento, que deve acontecer em breve. Ao menos há uma vídeo que resume as características que o Com8s promete ter.

Bom, se essas iniciativas darão certo eu não sei, mas não custa nada divulgar, né? :)

Emerson Alecrim

2009
30
nov

Aprenda inglês com uma ajudinha do Google!

O Google Tradutor (Google Translate) não serve apenas para passar um texto de um idioma para outro, mesmo porque a ferramenta ainda não faz isso muito bem (note que eu disse ainda). No entanto, você pode utilizar esse serviço como um aliado nos seus estudos sobre outras línguas, especialmente o inglês, já que a ferramenta funciona de maneira integrada ao Google Dictionary.

Recentemente, o Google Tradutor recebeu uma atualização que o tornou ainda mais útil para o aprendizado de idiomas. Para início de conversa, o serviço agora faz tradução praticamente em tempo real, conforme você digita o seu o texto. Além disso, agora há um botão que permite trocar rapidamente o idioma de origem para o idioma de destino. Assim você pode, por exemplo, passar de “inglês-português” para “português-inglês” com um simples clique do mouse:

Mas o melhor de tudo é que, ao fazer uma tradução, seja de uma frase pequena ou de uma única palavra, o Google Tradutor é capaz de pronunciá-la. Para isso, basta clicar no ícone do alto-falante que aparece ao lado da expressão traduzida:

Repare que esse é um excelente recurso para quando você não sabe ao certo como pronunciar determinadas palavras em inglês. Eu não recomendo que você utilize essa funcionalidade em frases complexas, pois a tradução pode não ser correta ou adequada. No entanto, se você tiver uma determinada sentença em inglês que sabe estar correta e quer apenas ter uma noção de sua pronúncia, há um pequeno truque: insira o texto em questão no Google Tradutor e peça para o serviço traduzir do inglês para o inglês. Se a frase for curta, o serviço irá fornecer sua pronúncia.

Bacana, não? Só que não termina aí. Dependendo das palavras que você insere no Google Tradutor, o serviço pode mostrar também uma lista de sinônimos ou de termos relacionados. Se você clicar no link “Ver dicionário detalhado” poderá encontrar inclusive aplicações em frases:

O recurso de pronúncia do Google Tradutor funciona apenas para o idioma inglês, mas eu não duvido que em um futuro próximo veremos essa ferramenta trabalhando com outras línguas também. E se você quiser reforçar ainda mais seu inglês com auxílio da internet, não deixe de ler este post do Rodrigo Ghedin. O texto dá várias dicas de sites para te ajudar nessa tarefa ;)

Emerson Alecrim