Arquivos da categoria ‘Internet’

2010
30
ago

Saiba as horas de qualquer lugar do mundo com o site TimeTicker

Seja para assistir a um show na Austrália que será transmitido ao vivo pela internet, seja para conseguir falar via Skype às 4h da tarde e não às 4h da manhã de lá com a sua namorada que está no Japão, seja para programar direitinho a sua viagem ao Paraguai, enfim, vez ou outra você precisará saber as horas de algum país deste pequeno grande mundo. É aí que entra em cena o site TimeTicker.

O visual do TimeTicker não é lá essas coisas, mas o importante é que utilizá-lo é fácil: ao entrar no site, basta clicar na região do mapa-múndi (timezone) que corresponde ao país cujas horas você deseja saber. Ao fazer isso, o TimeTicker mostrará numa caixa imediatamente abaixo a relação de países que fazem parte da timezone escolhida e, claro, as horas do local. Ah, se você preferir, pode conhecer as horas de um país simplesmente escolhendo um na caixa que aparece no canto inferior direito.

TimeTicker

Legal, né? E se você tiver um iPhone ou um iPod touch, poderá instalar um aplicativo do TimeTicker em seu aparelho, basta procurá-lo na App Store. Ah, antes de encerrar, uma dica: se o barulho de “tic tac†que o site faz estiver te incomodando, basta clicar no botão “Mute ticking†no canto inferior esquerdo ;)

Referência: TechTear.

Emerson Alecrim

2010
25
ago

dig.ccMixter: música livre para seus vídeos, podcasts, jogos, etc…

dig.ccMisterVai criar um canal de vídeos no YouTube? Um podcast, talvez? Um jogo free para seu projeto de faculdade? Seja lá o que for, você certamente precisará de um som de fundo, de uma música de introdução ou algo parecido. O problema é que, pela lei, você não pode simplesmente utilizar uma canção da sua banda favorita em seu projeto, a não ser que obtenha autorização ($$$) para isso. O que fazer, então? É aí que o dig.ccMixter entra em cena.

O dig.ccMixter é um site colaborativo que disponibiliza músicas para uso livre, ou seja, você não precisa pagar nada para utilizá-las em seus projetos. O "cc" no nome não está ali por acaso: indica que o conteúdo do site é oferecido sob uma licença Creative Commons.

Para encontrar uma música para seu o projeto, basta digitar um tema ou um estilo musical no campo "start digging". Ou, se preferir, consulte uma das categorias que o site oferece em sua página inicial ou no rodapé, onde você encontra músicas apropriadas para podcasts, vídeos, jogos, festas, entre outros.

Bacana, né? Agora você pode colocar aquele seu vídeo com fotos no YouTube sem medo do serviço cortar o áudio por quebra de direitos autorais ou inserir um fundo musical bacana no seu podcast sem que algum troll ouvinte questione sua autorização para isso. Ou pode simplesmente usar o dig.ccMixter para escutar músicas diferentes. Eu mesmo gostei muito dessa aqui:

On Your Grave (download)

Boa diversão ;)

Imagem: ccMixterblog.

Emerson Alecrim

2010
16
ago

As vinte músicas mais baixadas de todos os tempos

O blog Chart Watch publicou na primeira semana deste mês uma interessante lista que mostra as vinte músicas mais baixadas de todos os tempos. De maneira paga, é bom frisar. Como é de se esperar, nomes como Lady Gaga e Beyonce fazem parte desse privilegiado ranking:

  1. I Gotta Feeling, The Black Eyed Peas, 6.049.000 downloads;
  2. Low, Flo Rida, 5.640.000 downloads;
  3. Just Dance, Lady Gaga, 5.616.000 downloads;
  4. Boom Boom Pow, The Black Eyed Peas, 5.517.000 downloads;
  5. Poker Face, Lady Gaga, 5.451.000 downloads;
  6. I’m Yours, Jason Mraz, 5.267.000 downloads;
  7. TiK ToK, Ke$ha, 5.078.000 downloads;
  8. Apologize, Timbaland, 4.747.000 downloads;
  9. Love Story, Taylor Swift, 4.654.000 downloads;
  10. Right Round, Flo Rida, 4.594.000 downloads;
  11. Viva La Vida, Coldplay, 4.588.000 downloads;
  12. Crank That, Soulja Boy Tell’Em, 4.520.000 downloads;
  13. Hot N Cold, Katy Perry, 4.461.000 downloads;
  14. Hey, Soul Sister, Train, 4.311.000 downloads;
  15. Single Ladies, Beyonce, 4.166.000 downloads;
  16. Bad Romance, Lady Gaga, 4.154.000 downloads;
  17. Stronger, Kanye West, 4.106.000 downloads;
  18. Party in The U.S.A., Miley Cyrus, 4.105.000 downloads;
  19. Need You Now, Lady Antebellum, 4.028.000 downloads;
  20. Bleeding Love, Leona Lewis, 4.026.000 downloads.

O levantamento foi feito pela Nielsen/SoundScan, segundo o Chart Watch. O próprio post destaca que todas as músicas listadas são recentes, sendo Apologize a mais velha, tendo sido lançada em abril de 2007. Isso se explica pelo fato do “boom†de vendas de músicas digitais estar ocorrendo nos últimos quatro anos. Curiosamente, a canção mais baixada, I Gotta Feeling, foi lançada apenas em junho de 2009.

The Black Eyed Peas – Imagem por Nicolas Genin

The Black Eyed Peas – Imagem por Nicolas Genin, sob uma licença Creative Commons

Resta saber se essa lista estaria dessa forma se considerasse também os downloads "não pagos", se fosse possível mensurá-los. De tanto que eu ouço essa música sendo tocada por aí, creio que Stereo Love, de Edward Maya, estaria nela, por exemplo.

De qualquer forma, esse ranking pode mudar a qualquer momento, inclusive de maneira radical: em 2008, uma lista similar havia sido divulgada e, na atual, apenas cinco músicas permaneceram: Low, Crank That, Apologize, Stronger e Bleeding Love.

Referência: Chart Watch.

2010
12
jul

Internet banking no Brasil e a questão da orientação

Ilustração de internet bankingNa semana passada, publiquei uma notícia aqui no InfoWester informando que a internet já é o principal meio para transações bancárias no Brasil, de acordo com o Banco Central. Mas o fato é que ainda falta muito para essa modalidade se tornar, por assim dizer, trivial para a maioria dos internautas brasileiros. O motivo? Falta de segurança. Ou de orientação.

É o que diz esta nota publicada no último dia 10 na Agência Brasil. E eu concordo plenamente. Acredite, os bancos brasileiros investem pesado em segurança, mas isso pouco adianta quando há vulnerabilidade também no lado de fora da tela: nas pessoas.

Vamos tomar como exemplo aqueles frequentes e-mails falsos que falam que você precisa atualizar dados da sua conta bancária. Você percebe que a mensagem usa o nome “Itau” em vez de “Itaú”, que o campo de destinatário tem vários endereços de e-mail juntos ao seu, que o link presente na mensagem aponta para uma URL totalmente suspeita e que há diversos erros gramaticais no texto.

Você exclui imediatamente esse e-mail ao notar que ele é falso, mas acredite, muita gente não percebe que se trata de um golpe. E, muitas vezes, não é só por falta de experiência na utilização da internet, mas também por dificuldades de assimilação. Dias atrás, orientei um vizinho sobre esse tipo de mensagem, mas como é que ele poderia notar os erros gramaticais se ele mesmo tem dificuldades para escrever?

É uma situação cada vez mais complicada. Os bancos acabam tentando reforçar sua segurança implementando tecnologias e procedimentos que tornam o acesso aos serviços bancários cada vez mais complicados. Isso até pode melhorar a segurança, mas também afasta potenciais utilizadores e irrita quem, por algum tipo de restrição, não consegue efetuar o que queria no site do banco.

Pelo menos no curto e no médio prazo, não há solução que resolva essa questão, isto é, a de deixar o internet banking mais seguro, mais fácil de se usar e, consequentemente, mais popular. O melhor a ser feito é amenizar o problema combinando tecnologias de segurança com orientação constante ao usuário, de forma que este conheça não só os cuidados necessários para acessar serviços bancários on-line, mas também para que possa entender os cuidados que deve ter na internet como um todo. Tarefa difícil, mas não impossível.

Emerson Alecrim

2010
24
jun

Google derrota Viacom nos tribunais, mas a novela está longe de terminar

YouTubeA complicada disputa judicial que a Viacom mantém contra o Google teve uma “season finale”: um tribunal de New York, nos Estados Unidos, determinou ontem (23/06/2010) que o Google não é responsável pelas possíveis infrações de direitos autorais praticadas pelos usuários do YouTube.

A briga começou oficialmente em 2007. A Viacom, que controla empresas como Paramount, Comedy Central e MTV, abriu um processo contra o Google pedindo uma indenização de 1 bilhão de dólares por causa de vídeos protegidos por direitos autorais que são veiculados no YouTube. A Viacom também acusa o maior buscador do mundo de permitir a publicação desse material para forçá-la a estabelecer um acordo de distribuição. Em sua defesa, o Google alega que verifica todas as denúncias de infrações que lhe chegam. E a companhia foi mais longe: declarou que a Viacom tentou comprar o YouTube – quando este ainda não pertencia ao Google – e que, na ocasião, não se preocupou com as possíveis violações de direitos autorais do serviço, fazendo-o somente depois que a aquisição se mostrou mal-sucedida.

O Google comemorou dizendo em seu blog oficial que a decisão “é uma vitória importante não só para nós [a empresa], mas também para os milhares de usuários em todo o mundo que usam a Web para se comunicar e compartilhar experiências com outras pessoas”.

Eu posso estar enganado, mas o discurso de que esse tipo de processo é movido somente com a intenção de defender direitos autorais não me convence. As pessoas, de modo geral, não baixam e compartilham músicas para obter lucro. Trechos de programas, filmes, seriados, shows e afins vão parar no YouTube porque esse é um jeito prático de as pessoas terem acesso a esse material. Se eu estou com vontade de ver um clipe do Michael Jackson, por que devo ficar aguardando o vídeo passar na TV se hoje há tecnologia para vê-lo em qualquer lugar e a qualquer momento por meio da internet?

Perceba que, se você só pudesse assistir um clipe do Michael Jackson pela TV, teria que aguardar o dia e o horário em que o vídeo iria passar. Ou seja, alguém que você provavelmente nunca verá na vida é que determinaria quando e o que você pode assistir. Por isso, quando leio que gravadora X está processando não sei quem, que distribuidora Y está movendo ação contra serviço tal, sempre tenho a impressão de que tudo não passa de uma tentativa desesperada de manter a zona de conforto que permite controlar o conteúdo que as pessoas consomem ou ao menos de ganhar algum dinheiro com isso enquanto é possível, uma vez a adaptação aos novos tempos será inevitável.

A Viacom vai recorrer da decisão e a gente volta a conversar sobre o assunto na temporada seguinte.

Referências: The Washington Post, ELPAÃS.com, Official Google Blog.

Emerson Alecrim