Arquivos da categoria ‘Hardware’

2010
10
ago

Sony MDR-XB20EX: fones de ouvido para quem gosta de "extra bass"

Quando comprei meu Sony Walkman NWZ-S638F, adorei o fone que acompanhava o dispositivo, um Sony MDR-EX85, do tipo in ear (exige a inserção do fone dentro do canal auditivo e utiliza uma “almofada” – em geral, de silicone ou espuma – que veda o ouvido), pois além da excelente qualidade sonora, tinha uma reprodução de graves incrível. Mas aí, quando fui comprar um novo MDR-EX85 (o anterior quebrou), descobri que o modelo saiu de linha. Foi então que eu encontrei o MDR-XB20EX.

Sony MDR-XB20EX

Eu precisava de um novo fone que unisse as características do anterior: ser in ear, ter boa qualidade sonora e oferecer boa reprodução de graves. Felizmente, na própria Sony consegui encontrar um modelo que atende a esses requisitos, com o diferencial de ter um senhor reforço de graves! A pista estava no próprio nome: o XB em MDR-XB20EX faz referência a “extra bass“.

Apesar de não gostar muito desse tipo de música, fiz meu primeiro teste do Sony MDR-XB20EX com a música Boom Boom Pow, do Black Eyed Peas. Fiquei impressionado com a “clareza” do áudio e com as batidas, capazes de deixar surdo qualquer um que abusar do volume e do tempo de uso. Ouvir músicas gravadas ao vivo então é quase a mesma coisa que estar presente no show.

Aparentemente, um dos segredos para tamanho desempenho está nas “hastes” dos fones:

Haste do Sony MDR-XB20EX

Acredite, essas “hastes†não são grandes por acaso. Pelo o que andei lendo, há uma espécie de tubo dentro delas que serve justamente para reforçar os sons graves. Completam as características do produto, de acordo com a Sony, resposta de frequência entre 5 Hz e 23,000 Hz, impedância de 16 ohms, sensibilidade de 103dB/mW e diafragma de 9 mm.

Outra característica que me chamou a atenção no MDR-XB20EX é o design dos fios, que em vez do tradicional formato cilíndrico, é achatado. Tenho a impressão de que isso ajuda a aumentar a durabilidade do cabo, mas se não o fizer, ao menos dá um aspecto bem interessante ao produto:

Fio do Sony MDR-XB20EX

Em matéria de conforto, o MDR-XB20EX não faz feio. Eu pensei que as tais “hastes†grandes iriam incomodar quem usa brinco, mas deixei uma amiga minha testar os fones, e ela não sentiu nenhuma dificuldade quanto a esse aspecto. O produto acompanha almofadas (ou ponteiras) de três tamanhos, bastando ao usuário verificar qual se adequa melhor aos seus ouvidos. Esse, aliás, é um teste que o usuário deve mesmo fazer, pois uma vedação bem feita é essencial para aproveitar a qualidade sonora dos fones.

O único problema, na minha opinião, é que esse modelo não tem o cabo de um lado maior para passá-lo por trás do pescoço. Essa característica ajuda na utilização dos fones quando a pessoa está em movimento. Por outro lado, a Sony fornece uma presilha removível para prender o cabo, que tem 1,2 m, à roupa:

Presilha do Sony MDR-XB20EX

O MDR-XB20EX vendido pela Sony no Brasil também vem com um estojo bacana que ajuda muito a transportar os fones na bolsa ou na mochila. Pelo o que andei vendo, lá fora, o produto é acompanhado apenas de um saquinho de pano:

Estojo do Sony MDR-XB20EX

Mas vamos à parte que preocupa o seu bolso: preço. Comprei o MDR-XB20EX por 99 reais no site da Sony, o que significa que lá fora o dispositivo deve estar custando, no máximo, uns 30 dólares. Levando em conta que eu achei produtos similares custando cerca de 300 reais por aqui, não está caro, não… Abaixo, você pode conferir mais fotos:

www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157624692646266/with/4878332186

Vale frisar que a Sony também oferece um modelo da mesma linha, só que ainda mais avançado e mais caro: o MDR-XB40EX. O único problema é que a empresa não comercializa essa versão no Brasil, mas para quem quer uma excelente relação custo-benefício, o MDR-XB20EX está de bom tamanho ;)

Emerson Alecrim

2010
31
jul

Desktop Alienware Aurora: imponente é pouco!

Na última quarta-feira, a Dell promoveu um evento em São Paulo para mostrar as novidades da linha gamer Alienware no Brasil. Logo quando cheguei, fiquei desapontado por não ter visto nenhum desktop da linha em exposição. Comentei isso com um funcionário da Dell e o cara riu, ao mesmo tempo em que apontava com a mão. Sim, lá estava ele: o desktop Alienware Aurora. O que custava eu ter olhado direito, não é mesmo?

Se o notebook M17x já é grande e pesado o suficiente para ser não ser transportado a todo o momento, imagine o Alienware Aurora. O desktop é tão grande quanto servidores e workstations que há vi por aí, mas muito mais imponente que eles. Isso porque o equipamento tem visual sofisticado e efeitos de iluminação bastante interessantes, como toda a linha Alienware.

Os efeitos de iluminação do Alienware Aurora
Os efeitos de iluminação do Alienware Aurora

Mas o que importa mesmo é o que há por dentro, não é mesmo? O interessante é que o Alienware Aurora conta com várias opções de configuração. Várias mesmo. A versão inicial tem processador Intel Core i3 530 (pode ser utilizado Core i5 ou i7), 4 GB de memória RAM DDR3 (expansível até 24 GB), HD SATA de 500 GB e 7200 RPM (dá para colocar inclusive RAID), placa de vídeo ATI Radeon HD 5670 com 1 GB de memória, gravador de CD/DVD (Blu-ray como opcional), fonte de alimentação de 525 Watts, placa de som Creative Sound Blaster X-Fi Xtreme Audio, sistema de resfriamento líquido de alto desempenho, o já mencionado sistema de iluminação (que conta com 20 cores distintas), e acessórios, como mouse e teclado.

Parte interna do Alienware Aurora
Parte interna do Alienware Aurora

O problema, como sempre, fica para o bolso: a configuração acima tem preço sugerido de 4.599 reais (valor consultado em 30/07/2010). Uma configuração mais generosa pode passar de 10 mil dinheiros facilmente…

Bom, mas não é novidade pra ninguém que essas máquinas não são baratas, pelo menos não no Brasil. Apesar disso, em conversa com o pessoal da Dell, soube que a linha Alienware está vendendo bem em terras tupiniquins, tanto é que a empresa atualizou as especificações dos notebooks M17x e M15x, e lançou em maio deste ano o pequeno, mas poderoso M11x, com tela de apenas 11 polegadas. Curiosamente, muitos dos compradores dessas máquinas não são, necessariamente, gamers, mas pessoas ou empresas que precisam de computadores poderosos para determinadas atividades (manipulação de vídeos, por exemplo).

Teclado do notebook Alienware M15x
Teclado do notebook Alienware M15x

Abaixo é possível ver fotos de todos os modelos:

www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157624613827646

Mais informações no site da Dell.

Emerson Alecrim

2010
29
jun

LaCie Rugged Safe, o HD externo que leva segurança a sério!

Eu não sei se alguém além do Bond, James Bond, tem necessidade de algo tão sofisticado assim, mas o fato é que a LaCie lançou no mês passado um HD externo que leva o aspecto da segurança a sério, mas muito a sério: o LaCie Rugged Safe.

HD Rugeed Safe - Imagem por LaCie
HD Rugeed Safe – Imagem por LaCie

Para começar, o dispositivo tem uma carcaça de alumínio que conta com um revestimento de borracha bastante resistente, o que o torna capaz de suportar quedas e pancadas bem fortes. Mas o que chama a atenção mesmo é que, nele, os dados são armazenados sob a proteção de uma criptografia AES de 128 bits e só podem ser acessados por identificação biométrica, mais precisamente, por leitura de impressão digital. Neste caso, é possível registrar até dez pessoas para ter acesso aos dados no HD.

HD Rugeed Safe: portas USB e FireWire - Imagem por LaCie
HD Rugeed Safe: portas USB e FireWire – Imagem por LaCie

Disponível nas capacidades de 500 GB e 1 TB, o LaCie Rugged Safe tem preços sugeridos de, respectivamente, 189,99 dólares e 299,99 dólares nos Estados Unidos. Pode ser conectado tanto em porta USB 2.0 quanto em FireWire 800. Ainda não há nenhuma informação de disponibilização no Brasil. Mais detalhes no site da LaCie.

Emerson Alecrim

2009
23
out

MIB T5140, um gabinete para PC com suporte a monitores LCD

Entre os vários press releases de produtos que recebo aqui no InfoWester toda semana, este chamou bastante a minha atenção: o MIB T5140, da Gigabyte (não é a mesma que fabrica placas-mãe). Trata-se de um gabinete para PC que conta com um diferencial inusitado: um suporte removível para monitores LCD de 19 a 23 polegadas. Com isso, é possível utilizar o próprio gabinete como base de sustentação do monitor.

MIB T5140
Gabinente MIB T5140

A ideia é interessante porque oferece várias vantagens, entre elas: ajuda a economizar espaço na mesa, evita riscos na parte superior do gabinete causados pelo pedestal de um monitor e permite a regulagem fácil da altura da tela. De acordo com o fabricante, também é possível girar o monitor para os lados, mas olhando as imagens do produto, eu não consegui perceber como isso é possível.

MIB T5140
Gabinente MIB T5140

A questão do espaço é reforçada pelas características do gabinete, que é pequeno e “fino”, cabendo em praticamente qualquer mesa. Sem contar que a sua cor preta “metalizada” (black piano) combina com a maioria dos ambientes. Apesar de seu tamanho reduzido, o MIB T5140 oferece uma baia para unidades de CD/DVD (ou Blu-ray, por que não?) e para leitores de cartões de memória (é, ou para os adorados drives de disquete). Internamente, é possível encaixar um HD de 3,5″ e um cooler de 6 centímetros. Na parte da frente, há duas entradas USB e conexões de áudio.

O problema é que não é qualquer placa-mãe que cabe aí: o gabinete só suporte placas no padrão Mini-ITX, que é próprio para desktops de tamanho reduzido. Segundo o fabricante, o MIB T5140 conta também com uma fonte de alimentação de apenas 65 W. Está certo que esse tipo de computador geralmente é composto por equipamentos com baixo consumo de energia – ninguém vai colocar uma placa de vídeo poderosa aí, por exemplo -, mas eu ainda acho que poderiam oferecer uma fonte um pouquinho mais potente.

Mas isso é só um detalhe. O que não é um mero detalhe é o fato de que não é todo monitor que pode ser encaixado no suporte do MIB T5140. O meu velho e querido LG de 17″ polegadas utiliza um encaixe totalmente diferente. Aliás, eu tenho a impressão de que a maioria dos monitores LCD do mercado não é compatível. Até agora, eu só consegui lembrar de alguns modelos da Dell que utilizam um suporte parecido…

Bom, para quem se interessar, há informações sobre o gabinete nesta página. E se você tem intenção de comprá-lo, saiba que o MIB T5140 tem preço sugerido de 390 reais.

Emerson Alecrim

2009
11
ago

Dell abre escritório em São Paulo e quer presença ainda maior no Brasil

A Dell acaba de inaugurar um escritório em São Paulo e, graças a um convite da empresa, eu estive por lá junto com representantes de outros sites para conferir as novidades. Foi interessante, pois além de conhecermos o local, tivemos a oportunidade de conversar com alguns executivos da Dell, entre eles, Raymundo Peixoto, Diretor Geral da Dell no Brasil, e Hans Erickson, Gerente Geral de Produtos para Consumidor Final da Dell na América Latina (amém).

Abrir um escritório em São Paulo pode parecer a coisa mais banal para qualquer grande empresa, mas no caso da Dell, o objetivo não é apenas acomodar funcionários. De fato, o local será ocupado por equipes de vendas, marketing e finanças, mas também receberá clientes corporativos, com direito a um showroom com cerca de 15 produtos, ao qual tivemos acesso.

Graças a isso, hoje eu pude dar uma olhada mais demorada em vários produtos da Dell disponíveis atualmente no Brasil, como o recém-chegado Mini 10, o Adamo, o Studio XPS e o todo-poderoso Alienware M17x.

O que mais consumiu minha atenção é o menor deles, o Dell Mini 10. O teclado do equipamento é bastante confortável, mesmo sendo um netbook, já que o conjunto de teclas corresponde a 92% do tamanho de um teclado “normal”. No que se refere ao desempenho, o Dell Mini 10 não faz feio: é capaz de executar tranquilamente recursos para o uso cotidiano, como vídeos, suítes de escritório, navegador de internet, entre outros. Vem até com porta HDMI! Os modelos que estavam à nossa disposição rodavam Windows XP, mas de acordo com a Dell, as versões Starter e Home do Windows 7 executarão sem problemas no portátil.

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O “grande” destaque da Dell: o modelo Mini 10

Com a chegada do Mini 10, fiz duas perguntas aos representantes da Dell: 1) A linha Mini 9 será descontinuada? 2) A linha Mini 12 será lançada no Brasil? As respostas foram sim e não, respectivamente. O Mini 9 sairá em breve do mercado porque a versão de 10 polegadas chega com renovação de recursos e preço semelhante, portanto, é um substituto “natural”. Quanto ao Mini 12, vários noticiários informaram recentemente que a Dell desistiu desse modelo e hoje eu confirmei essa informação: pelo menos para o Brasil, o Dell Mini 12 não virá. Não é difícil entender o motivo: a versão de 12 polegadas é quase um notebook, portanto, perde parte da “essência” que um netbook deve ter, se mostrando como um produto que pode atrair menos atenção do que o esperado.

Eu também dei uma olhada no Alienware M17x. Para quem não sabe, ele é um portátil que tem como foco jogadores de PC exigentes. O equipamento chama a atenção logo de cara pelo seu tamanho: a tela tem 17 polegadas e conta inclusive com teclado numérico, item pouco comum em notebooks. Falando em teclado, as teclas do M17x possuem contornos luminosos. Através de um programa que acompanho o equipamento, é possível criar várias combinações de cores para o teclado:

O nada humilde Alienware M17x
O nada humilde Alienware M17x

Interessante, não? Só não pense que você poderá sair facilmente por aí mostrando o M17x e suas luzes. Como o equipamento é feito para jogos, conta com um hardware bastante exigente, o que o torna bastante pesado: tem peso inicial de 5,3 quilos, portanto, você não vai querer movê-lo de lugar a toda hora…

No showroom de seu escritório, a Dell mostrou tanto computadores para o segmento doméstico, como os que são citados acima, quanto para o segmento corporativo. Para este último, a Dell exibiu, por exemplo, o servidor de entrada PowerEdge T100, o tablet PC Latitude XT e até um pequeno modelo da linha de desktops OptiPlex 960, ideal para mesas com pouco espaço.

Monitor com suporte na parte traseira para desktops pequenos
Monitor com suporte na parte traseira para desktops pequenos

Em resumo, o que o pessoal da Dell mostrou hoje é que a empresa está determinada em aumentar ainda mais sua atuação no Brasil, que já não é pequena: no segmento de PCs para médias e pequenas empresas, por exemplo, a empresa fechou o primeiro trimestre do ano liderando o mercado com uma participação de 13,4%. A Dell também vê sua presença aumentar no que se refere aos computadores para usuários domésticos: também no primeiro semestre de 2009, sua participação no segmento foi de 3,9%.

Não é difícil entender o porquê desses números: a Dell vê o Brasil como um mercado diferente do restante da América Latina, portanto, oferece produtos diferenciados, como a linha Dimension 1000, modelo exclusivo para o país e que serve de entrada para o segmento doméstico. Além disso, a empresa atende também o público mais exigente, através de produtos com o Dell Adamo e o Studio XPS, sem contar que está atuando fortemente com varejistas, como Carrefour, Ponto Frio, Magazine Luíza, Saraiva, entre outros. Como se não bastasse, ainda oferece serviços e soluções para empresas de todos os portes e, no geral, aposta na variedade para atender a todos esses segmentos.

Dimension 1000, modelo de entrada para o segmento doméstico
Dimension 1000, modelo de entrada para o segmento doméstico

Se quiser ver imagens dos produtos mostrados pela Dell em seu escritório, coloquei algumas fotos no Flickr. Ah, e se tudo sair conforme o planejado, logo mais aparece um review do Dell Mini 10 aqui no InfoWester ;)

Emerson Alecrim