Abril apresenta iba, uma loja de conteúdo digital para o mercado brasileiro

Desde que os tablets chegaram pra valer ao mercado, o consumo de conteúdo digital aumentou bastante. O que isso significa? Entre outras coisas, oportunidade de bons negócios! Não é por menos que o Grupo Abril decidiu apostar no segmento: nesta semana, em São Paulo, a companhia apresentou o iba, uma loja on-line de conteúdo digital criada especialmente para o Brasil.

O serviço já está funcionando – www.iba.com.br –, só que, digamos assim, em versão “beta”. O lançamento oficial deve acontecer no final do ano ou no início de 2012. A ideia é muito simples: você se cadastra no serviço, baixa um aplicativo adequado à sua plataforma (PC, iPad e, em breve, tablet Android) e depois o utiliza para adquirir e ler conteúdo.

iba

Por enquanto, o iba fornece apenas livros (ebooks), revistas e jornais, sendo que para este último há um acordo sendo fechado com a Associação Nacional de Jornais para a disponibilização de publicações de todo o Brasil. Mas também há planos para a oferta de outras formas de conteúdo, como HQs e até mesmo vídeos.

O que eu achei mais interessante é que o iba não se limita às publicações do Grupo Abril. Os idealizadores querem que a plataforma seja referência em conteúdo digital no Brasil, por isso, estão montando o serviço de forma que qualquer publicação possa ser oferecida, inclusive obras de escritores independentes. Cheguei a perguntar sobre publicações internacionais e, sim, elas poderão ser oferecidas, mas não há nada de concreto neste sentido, por enquanto.

É claro que, neste esquema de venda de conteúdo, o iba fica com uma parte do valor obtido. Quanto? Depende. Pelo o que eu pude entender, há ali grande flexibilidade para negociação. Além disso, o editor terá liberdade para definir seus preços, podendo inclusive oferecer conteúdo gratuito e fazer promoções.

Durante o evento, testei o aplicativo do iba para iPad. A navegação funcionou bem para revistas, mas na hora de ler ebooks, me deparei com alguns travamentos, especialmente na função de zoom. Mas, como o iba ainda não foi lançado oficialmente, digamos que são problemas perdoáveis.

O que eu não achei perdoável são os preços, embora estes aspectos sejam determinados pelos editores, não pelo iba. Os preços das revistas e dos livros encontrados por lá em pouco ou nada se diferenciam das versões em papel. Na minha opinião, conteúdo digital deve ser mais barato, mesmo porque é uma forma de incentivar as pessoas a consumirem mais.

De maneira geral, a proposta do iba me pareceu bastante interessante, mesmo porque não temos nada do mesmo nível no Brasil. Se será um grande sucesso eu não sei, mas preços atraentes, aplicativos intuitivos, ampla oferta de conteúdo, suporte eficiente ao usuário, cadastro simplificado (atualmente, é necessário fornecer muitos dados pessoais) e opções diversas de pagamento (por enquanto, somente cartão de crédito) são fatores que podem ajudar bastante. Eu fico na torcida 🙂

Emerson Alecrim





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