A nova fase do Office 365 para empresas agora no Brasil

No final de janeiro deste ano, a Microsoft lançou o Office 365 e o Office 2013 no Brasil. Agora, a companhia está realizando mais um lançamento relacionado ao produto: a nova geração do Office 365 para o segmento corporativo começou a ser comercializada oficialmente nesta quarta-feira (17/04/2013) no país.

Office 365

Para entender melhor as dimensões desde lançamento, eu conversei com Eduardo Campos, gerente geral de Office da Microsoft Brasil. Neste bate-papo, uma coisa ficou clara desde o início: nesta nova fase, o Office evoluiu definitivamente de um renomado pacote de escritório para um conjunto bastante abrangente de serviços.

Softwares como Word, Excel e PowerPoint continuam lá, é claro, só que acompanhados de uma série de ferramentas voltadas não só para geração e controle de documentos, como também para comunicação, produtividade e colaboração. Os destaques ficam por conta dos seguintes recursos:

  • Exchange: reúne serviço de e-mail, calendários compartilhados, lista de contatos, controle de tarefas, etc;
  • SharePoint: oferece gerenciamento e compartilhamento de documentos, possibilita a criação de sites internos, entre outros;
  • Lync: disponibiliza ferramentas para comunicação, como mensagens instantâneas internas e videoconferência.

No que diz respeito ao Office em si, estão presentes todas as ferramentas que já conhecemos, como Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Access, além do Web Office Apps, que concentra versões totalmente on-line (desenvolvidas em HTML5) de alguns destes softwares.

Como tudo é baseado nas nuvens e segue um modelo de assinatura mensal ou anual, a complexidade de implementação do Office 365 é bastante reduzida, assim como o tempo necessário para esta tarefa. Eduardo Campos me disse que este é um dos fatores pelos quais o pacote é bastante utilizado por pequenas empresas. Muitas delas inclusive usam espaços de coworking (em poucas palavras, escritórios compartilhados) e, portanto, precisam da flexibilidade que apenas ambientes virtuais podem oferecer.

Mas o objetivo da Microsoft é o de atender companhias de todos os tamanhos, inclusive as gigantes. Para isso, a empresa criou três planos corporativos para o Office 365. São eles:

  • Office 365 Small Business Premium: este é, por assim dizer, o plano de entrada, já que é destinado a empresas com até 10 usuários. Este pacote oferece todos os recursos mencionados anteriormente, não exigindo um administrador de TI para a sua implementação ou mesmo uma infraestrutura própria (servidores, roteadores, etc) por parte do cliente. Seu preço padrão é de 15 dólares mensais ou 149 dólares anuais por usuário, sem considerar impostos;
  • Office 365 Midsize Business: esta é a opção intermediária e que, segundo Eduardo Campos, deverá ser o carro-chefe do Office 365, pois é direcionado a empresas com 11 a 250 usuários, o que é o caso da maioria dos potenciais clientes. Aqui estão presentes todos os recursos do plano anterior mais diferenciais importantes, como suporte técnico avançado, console administrativo (via navegador) abrangente e Active Directory. Seu preço é de 180 dólares anuais (sem considerar impostos) por usuário, não havendo opção de assinatura mensal;
  • Office 365 Enterprise: este é o plano mais completo e que suporta mais de 250 usuários, sendo, como é de se presumir, destinado a grandes empresas. Esta opção engloba todos os recursos do plano Midsize Business, mas é complementada como recursos ainda mais avançados, como voicemail, Data Loss Prevention (sistema de proteção de dados), suporte técnico completo, gestão de direitos digitais, entre outros. O valor básico de sua assinatura, sem os impostos, é de 240 dólares anuais por usuário, mas há a possibilidade de o valor cair, dependendo do número de contas.

Office 365 - planos corporativos

É válido frisar que, em todos os planos, cada usuário pode utilizar o Office 365 em até cinco computadores (PCs ou Macs) diferentes, além de ter a opção de acessar a versão Web das ferramentas a partir de outros dispositivos.

Para as empresas que assim desejarem, também é possível contar com o tradicional esquema de adquirir uma licença permanente e instalar o software no computador – no caso, o Office 2013. Mas o modelo de assinatura tende a se mostrar mais vantajoso para boa parte dos casos, graças ao pacote de serviços atrelados ao Office 365 e à flexibilidade que um ambiente nas nuvens oferece (acesso de qualquer lugar, colaboração com equipes remotas, backup automático e assim por diante).

Porém, enquanto acompanhava as demonstrações dos recursos do Office 365, pensei em um detalhe importante, mas que muitas vezes não recebe a devida atenção: por ser tratar de um serviço baseado nas nuvens, é necessário haver uma relação de confiança muito forte entre cliente e Microsoft, o que me fez questionar sobre como a companhia trata os dados dos usuários, que não raramente são confidenciais.

Eduardo Campos foi enfático: os dados pertencem ao cliente. O Executivo explicou que há um rigoroso controle de acesso para que somente o usuário possa acessar suas informações e complementou dizendo que nenhum funcionário da Microsoft pode obter esses dados inadvertidamente – os servidores da empresa nem mesmo analisam os arquivos para fins estatísticos, por exemplo. Além disso, Campos frisou que a disponibilidade dos serviços é garantida, havendo, por exemplo, compensações caso algum recurso fique fora do ar por um tempo acima do tolerado.

Ainda é cedo para sabermos se este modelo de assinatura do Office 365 terá a aceitação esperada no Brasil, mas o fato é que software como serviço é uma tendência cada vez mais forte – eu diria até que natural – e focar em fatores como experiência do usuário, desempenho, acessibilidade e disponibilidade é essencial. Neste sentido, a Microsoft vem fazendo um trabalho deveras interessante.

Para obter mais detalhes sobre o Office 365, basta acessar o site www.office365.com.br ou procurar um parceiro da Microsoft.

Emerson Alecrim





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