Arquivos do mês julho de 2009

2009
31
jul

GVT mostra a que veio e anuncia conexões banda larga de até 100 Mbps!

De uns tempos para cá, algumas pessoas que sigo no Twitter começaram a comunicar pelo serviço que haviam feito uma ótima aquisição: uma assinatura do serviço de acesso à internet em banda larga da GVT na velocidade de 10 Mbps por um preço bastante acessível. É claro que eu fiquei com um pouquinho de inveja, afinal, a única opção da região onde eu moro é o Speedy, e você sabem muito bem como os serviços da Telefônica são

Para piorar a minha inveja, na noite de ontem (30/07/2009), a GVT convidou alguns blogueiros (ou bloggers, como você preferir) para um evento no hotel Hilton, em São Paulo. O convite foi feito para que pudéssemos conhecer detalhes dos novos planos POWER GVT, mas é claro que também batemos um bom papo para entendermos “qual é a da empresa”. A apresentação foi comandada por Rodrigo Andreola, Gerente de Tecnologia e Desenvolvimento de Produtos da GVT.

Rodrigo Andreola na apresentação da GVT
Rodrigo Andreola na apresentação da GVT

Andreola começou falando que o objetivo da GVT com os novos planos POWER é o de “colocar o Brasil no mesmo nível dos países desenvolvidos”, ou seja, oferecer conexões com velocidades equivalentes às que são oferecidas em países onde esses serviços são muito rápidos. Neste ponto, é de se imaginar que os preços são tão altos quanto os planos oferecidos, mas não são, veja:

- Plano de 3 Mbps – 49,90 reais por mês;
- Plano de 10 Mbps – 69,90 reais por mês;
- Plano de 15 Mbps – 99,90 reais por mês;
- Plano de 35 Mbps – 199,90 reais por mês;
- Plano de 50 Mbps – 299,90 reais por mês;
- Plano de 100 Mbps – 499,90 reais por mês.

É, tem plano de 100 Mbps. 100! Sabe o que isso significa? Que você pode conseguir downloads com velocidade de até 12,5 MB por segundo! É claro que para a maioria das pessoas uma conexão de 100 Mbps é muita coisa. A própria GVT afirmou que os principais clientes desse e do plano de 50 Mbps deverão ser empresas. O “carro-chefe” para os usuários domésticos deverá ser o plano de 10 Mbps, extremamente em conta. Só para você ter uma ideia, o que eu gasto por mês com o Speedy, da Telefônica, numa conexão de 2 Mbps, daria para pagar o plano de 10 Mbps da GVT e ainda sobraria dinheiro. Vale frisar que os planos POWER da GVT são oferecidos com esses preços dentro dos pacotes residenciais Unique e Smart Maxx. A empresa também oferece modem grátis para as conexões iguais ou acima de 10 Mbps aos clientes que assinarem contrato de pelo menos um ano.

Uma coisa bacana é que Rodrigo Andreola tratou de deixar claro que esses preços são valores fixos, isto é, não são promocionais. E o que é melhor: durante a apresentação, alguém perguntou se havia limite mensal de tráfego de dados. A resposta da GVT fez pelo menos metade sorrir de ponta a ponta: não, porque a GVT entende que se alguém tem uma conexão à internet com alta velocidade, naturalmente vai utilizá-la para fazer downloads (apesar de que no contrato pode haver limitação sim para evitar abusos sérios, mas a empresa não pretende colocar essa prática em ação). Óbvio, você compraria uma Ferrari para andar, no máximo, a 60 Km/h?

Nesse ponto, eu comecei a me preocupar com o quesito “estabilidade”. Mas logo Andreola explicou que a GVT consegue manter a qualidade dos seus serviços porque investe pesado em infra-estrutura. O slide abaixo demonstra isso: enquanto a maioria das empresas de telecomunicações baseia suas redes ADSL no esquema onde o estabelecimento do cliente precisa estar em, no máximo, 5 km de distância da central, a GVT trabalha com uma distância média de 400 metros, pois utiliza um esquema onde os clientes se conectam a centrais menores que, por sua vez, se conectam à central principal:

Rede das concorrentes acima; rede da GVT abaixo
Rede das concorrentes acima; rede da GVT abaixo

No caso dos planos de 3 Mbps, 10 Mbps e 15 Mbps, a GVT utiliza a tecnologia ADSL2+. As conexões de 35 Mbps e 50 Mbps, por sua vez, fazem uso do padrão VDSL (uma espécie de evolução do ADSL). Já a superconexão de 100 Mbps utiliza FTTH (Fiber To The Home), ou seja, fibra óptica!

Demonstração da conexão de 100 Mbps:
Download do SP3 do Windows XP em poucos segundos

As taxas de upload até que são razoáveis: 750 Kbps para o plano de 3 Mbps; 1 Mbps para os planos de 10 e 15 Mbps; 3 Mbps para o plano de 35 Mbps; 5 Mbps para o plano de 50 Mbps e 10 Mbps para o plano de 100 Mbps.

A parte chata dessa história toda é que a GVT, obviamente, não está presente em todas as localidades do Brasil. A empresa tem planos de oferecer seus serviços em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, mas Rodrigo Andreola estava nos explicando que a chegada em novo locais depende de uma série de fatores, como estudos de viabilidade, licença da prefeitura para instalação de equipamentos e de cabeamento, estrutura física, etc. Por enquanto, em São Paulo e no Rio de Janeiro a GVT só atende empresas de grande porte.

Inicialmente, apenas algumas cidades do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, além de Distrito Federal (DF) e Salvador (BA) contarão com as “megaconexões” da GVT. A lista de cidades poderá ser obtida no endereço www.powergvt.com.br a partir do dia 1 de agosto (2009).

Como você deve ter percebido, saí do evento com a melhor das impressões. A GVT respondeu todas as nossas perguntas, fez demonstrações de seus serviços, mostrou conhecimento do mercado e deixou claro que seu objetivo é ser reconhecida pela qualidade de seus serviços. E está no caminho certo: pesquise, por exemplo, no Twitter e veja que pouca gente reclama da empresa (na verdade, a maioria lamenta por sua cidade não ser atendida pela companhia). É claro que sempre há um cliente ou outro que enfrenta falhas com algum serviço da GVT, mas nada comparado aos problemas enfrentados pelos clientes de outras empresas de telecomunicações do Brasil (né, Telefônica?).

Por fim, agrada saber que a GVT também se preocupa em se atualizar tecnologicamente e que se mantém antenada com a evolução da internet no mundo todo. O próprio Rodrigo Andreola chegou a dizer que as coisas mudam muito rápido no que se refere à internet e que, talvez daqui a um ano ou dois, a empresa nos convide novamente para apresentar serviços com velocidades ainda maiores e com os mesmo preços que são praticados hoje. Quando isso acontecer, Tomara que São Paulo também possa ser atendida por esses planos :D

Enquanto isso, mais um videozinho para alimentar a inveja:

Demonstração da conexão de 100 Mbps:
Download do Microsoft Office 2007

Outras imagens podem ser encontradas no meu Flickr.

Emerson Alecrim

2009
29
jul

Telefônica lança site para detalhar mudanças no Speedy: será que convence?

Tudo o que a Telefônica vinha fazendo para enfrentar os seus problemas não era suficiente. Era preciso fazer mais e melhor. E a Telefônica está fazendo. Neste site, além de conhecer as ações de estabilização, verificação e ampliação que a Telefônica vem realizando, você poderá esclarecer dúvidas e acompanhar as notícias referentes ao programa que está fazendo no Speedy uma transformação e no atendimento uma reformulação. Tamanha modificação não se faz da noite para o dia. Mas cada dia, você vai perceber uma Telefônica melhor.

O texto acima é a mensagem de boas-vindas do hotsite Telefônica em Ação. Como é possível perceber, trata-se de um canal de comunicação que a Telefônica criou para descrever as mudanças que estão sendo implementadas no serviço de acesso à internet em banda larga Speedy.

Como você deve saber, em junho (2009), a Anatel determinou a suspensão das vendas de novas assinaturas do Speedy por causa das constantes falhas no serviço. Como vítima cliente da Telefônica, concordei com a medida, mas achei que uma multa pesada também deveria ser aplicada.

Ilustração com a palavra De qualquer forma, a proibição de novas assinaturas parece ter sido o suficiente para a Telefônica se mexer, pois há três semanas que eu não enfrento mais lentidão, quedas de conexão ou falhas de DNS. Conversando com algumas pessoas que também usam Speedy, todas notaram alguma melhora. Também reparei que as reclamações contra o serviço diminuíram no Twitter.

Com a criação do hotsite, a Telefônica informa quais medidas já foram executadas para melhorar o Speedy e quais ações estão em andamento. Isso é bom, pois é uma forma de prestar esclarecimentos à parte que mais interessa nessa história toda: o consumidor. A empresa também se beneficia, pois com a iniciativa pode melhorar um pouco a sua imagem, que obviamente anda deveras negativa.

Mas, tanto o site quanto os anúncios que a Telefônica vem veiculando na mídia não serão suficientes para convencer ninguém. No dia-a-dia, sofremos tanto com o desrespeito de um monte de empresas, que passamos a adotar o estilo “só acredito vendo” ou, no caso do Speedy, “só acredito se minha conexão permanecer estável”. E mesmo assim alguma desconfiança vai permanecer, pois todo mundo sabe que as mudanças no serviço só estão sendo promovidas porque a Anatel, finalmente, resolveu agir. É uma pena que tenha que ser assim…

Emerson Alecrim

2009
24
jul

Mini-review: apresentando o Ubuntu One!

Não se engane: apesar do nome, o Ubuntu One não é um sistema operacional, mas sim um serviço on-line de armazenamento e sincronização de arquivos criado pela Canonical, conforme antecipei aqui. Para rodá-lo, o usuário precisa ter o Ubuntu em sua máquina (9.04 ou versões futuras), mas é possível acessar (de maneira limitada, diga-se) o conteúdo armazenado no serviço de qualquer navegador, independente de sistema operacional.

O Ubuntu oferece, pelo menos inicialmente, dois planos: um gratuito com 2 GB para armazenamento de arquivos, e outro com 10 GB, mas que custa 10 dólares por mês. No momento, para ter acesso ao serviço, é necessário solicitar um convite nesta página, que também avisa que o usuário terá que criar uma conta no Launchpad, caso ainda não tenha uma.

Uma vez que o usuário tenha recebido e confirmado o seu convite, deverá instalar o cliente do Ubuntu One em sua página. A instalação é fácil, pois requer apenas alguns cliques e é descrita com detalhes aqui. Com o programa já instalado, o conteúdo do usuário no Ubuntu One fica disponível como se fosse uma pasta local, isto é, armazenada em seu próprio computador:

Pasta do Ubuntu One no computador
Pasta do Ubuntu One no computador do usuário

Pasta do Ubuntu One no computador
Pasta do Ubuntu One no computador do usuário

Também é possível acessar a pasta do Ubuntu One através do ícone do serviço que fica ao lado do relógio:

Botão do Ubuntu One ao lado do relógio
Botão do Ubuntu One ao lado do relógio

A partir daí a coisa fica trivial: vá à pasta do Ubuntu One, clique em My Files e arraste arquivos, crie diretórios, enfim, faça o que quiser, como se esse conteúdo estivesse apenas em seu computador. Como este também é um serviço de sincronização, se você tiver adicionado sua conta em outra máquina que também tenha Ubuntu, seus arquivos também aparecerão lá, já que cada computador trabalhará como se compartilhasse a sua pasta no Ubuntu One.

Falando em compartilhamento, você também pode compartilhar conteúdo com outros usuários. Fazer isso é bem fácil: clique com o botão direito do mouse no ícone do Ubuntu One ao lado do relógio e escolha Go To Web (ou vá direto para ubuntuone.com). O serviço mostrará o conteúdo da sua conta. Em Folders & Shares, selecione a pasta que deseja compartilhar e, no lado direito da página, clique em Sharing. Informe o e-mail da pessoa com a qual você compartilhará o arquivo, dê um nome ao compartilhamento (se quiser) e marque a opção Read Only se quiser que o outro usuário tenha apenas permissão de leitura desse conteúdo.

Aliás, a interface Web do Ubuntu One até que é interessante, porém é simples. Ela é capaz de mostrar detalhes de cada um de seus arquivos, como data de modificação, tamanho e até um preview, se o conteúdo for imagem. A página também permite que você faça upload e downloads de arquivos e… só. Seria interessante se tivesse documentos de ajuda detalhados (orientando o usuário a se conectar ao serviço através de proxy, por exemplo), se exibisse informações das máquinas onde o usuário instalou o cliente (dizendo, por exemplo, qual está on-line e qual está off-line), enfim.

Interface Web do Ubuntu One
Interface Web do Ubuntu One (Firefox no Windows)

A transferência de arquivos do computador para o Ubuntu One não faz feio. Um arquivo de 3 MB levou cerca de 1 minuto e 20 segundos para ser transferido. Se levarmos em conta que minha conexão tem taxa de upload de 300 Kbps (cerca de 37 KB por segundo), é um valor muito bom!

Pesquisando em fóruns para conhecer a opinião de quem já testou o serviço, encontrei uma preocupação que rende uma longa discussão: o código-fonte do programa cliente do Ubuntu One é aberto, mas o sistema em si, no servidor, é fechado. Há quem torça o nariz ao saber disso, ao mesmo tempo em que há quem defenda a Canonical dizendo que o importante é que um bom serviço seja prestado. Quer saber? Eu faço parte do último grupo.

Mas, voltando às funcionalidades do serviço em si, que é o que interessa, acredito que é um erro não ser possível a instalação do Ubuntu One nas versões anteriores ao Ubuntu 9.04. Podia ao menos haver compatibilidade com as versões 8.xx. Aliás, seria muito interessante se houvesse integração com outras plataformas, tal como acontece com o Dropbox. Esse recurso poderia ser oferecido, por exemplo, na versão paga, cujo único diferencial é a espaço de 10 GB, na minha opinião, quantidade baixa demais para quem paga 10 dólares por mês. Pelo menos é possível enviar e baixar arquivos através da interface Web, o que já ajuda bastante.

O Ubuntu One é um serviço recém-criado, está em fase beta, portanto, ainda pode melhorar bastante em termos de recursos. E eu torço para isso, do contrário, não haverá vantagem em utilizá-lo diante de alternativas mais interessantes, como o Dropbox e o Live Mesh (este último da Microsoft, que eu uso e acho muito bom). A Canonical me parece ser o tipo do empresa cujo lema é “se é para fazer, vamos fazer bem feito”. Vamos ver se com o Ubuntu One será assim ;)

Emerson Alecrim

2009
15
jul

Desenvolvendo Sistemas com Flex e PHP: mais um livro com desconto!

livro Desenvolvendo Sistemas com Flex e PHPDesenvolvendo Sistemas com Flex e PHP é mais um lançamento da Novatec que está sendo oferecido com desconto para os leitores do InfoWester. Para quem quiser comprar o livro e usufruir da promoção, basta acessar o site da Novatec, clicar em Comprar e informar a palavra INFOWESTER no campo Código da promoção. De 62 reais, o valor da publicação cai para 49,60 reais (20% de desconto). Eis uma descrição do livro:

Desenvolvendo Sistemas com Flex e PHP tem o objetivo de introduzir os principais conceitos sobre o desenvolvimento de um sistema web, utilizando as tecnologias PHP e Flex. São abordadas também outras tecnologias, tais como MySQL, AMFPHP, WAMPServer e CPanel. Ensina como criar um software desde o princípio, abordando todos os passos para a correta comunicação entre o Flex e o PHP, além de facilitar a programação e empregar a segurança necessária para diminuir a exposição de vulnerabilidades no software.

Também é abordada a união entre as empresas Adobe e Zend, que estão trabalhando juntas para a integração de suas tecnologias, proporcionando uma melhoria significativa entre o Flex o PHP.

Após a criação do software, o autor explica como colocá-lo no ambiente de produção por meio da ferramenta CPanel, conhecida mundialmente nos servidores de hospedagem que utilizam PHP e MySQL.

Desenvolvendo Sistemas com Flex e PHP é de autoria de Daniel Pace Schmitz, tem 296 páginas e seu ISBN é 978-85-7522-188-4. O código promocional do InfoWester é válido até o dia 31/07/2009.

Emerson Alecrim

2009
12
jul

Etiqueta no uso de dispositivos móveis

Telefone celularOlha só que interessante: uma pesquisa realizada pela Intel mostra que nove entre cada dez adultos norte-americanos se incomodam com determinados comportamentos de outras pessoas quanto ao uso de dispositivos móveis. De acordo com o estudo, 72% dos entrevistados se incomodam com a digitação ou com a leitura de mensagens diante do volante; 63% se irritam com quem fala alto ao telefone; 54% consideram irritantes os indivíduos que leem ou digitam texto na presença de outras pessoas. Curioso é que apenas 38% dos entrevistados admitiram ter uma ou outra “falha de etiqueta” no uso de dispositivos móveis.

O que me surpreende nessa pesquisa é que apenas 72% das pessoas se incomodam com digitação ou leitura de mensagens à direção. Deveria ser 100%! Atender o telefone ao volante já é ruim, mas digitar ou ler mensagens é ainda pior, pois a pessoa obrigatoriamente tem que olhar para o aparelho enquanto escreve ou lê, desviando a atenção do trânsito, como fez o motorista do vídeo abaixo:

Falar alto ao telefone em lugares públicos também é ruim, mas aí estamos diante de algo que eu considero perdoável: às vezes a pessoa está passando por uma rua bastante barulhenta e, sem perceber, começa a falar alto ao celular para conseguir ouvir a própria voz, pois só assim se sente segura de que a pessoa do outro lado da linha a está escutando bem. Imperdoável mesmo é aquele ser que começa a falar alto em lugares tranquilos, como a fila de um banco ou a sala de espera do dentista, e ainda faz ar de importante…

Em relação a digitar ou ler mensagens em público, sinceramente, eu não vejo isso como falta de etiqueta. Talvez porque eu já esteja acostumado, afinal, conheço muita gente que faz isso graças à onda do Twitter e, olha só, isso me inclui! Só vejo problema nisso quando a pessoa não desativa o tom sonoro que o aparelho emite quando cada tecla é pressionada. Aquele “tu-tu-tu-tu”, quando constante, é de tirar o bom humor de qualquer um!

A tal pesquisa foi realizada lá nos Estados Unidos, país que não sofre, imagino eu, de um problema que seria apontado pelos brasileiros como uma das maiores grosserias no uso de dispositivos móveis: a irritante mania que muitos idiotas – esse foi o nome mais suave que encontrei – têm de ouvir música pelo celular em público sem fones de ouvido. Isso acontece principalmente no transporte público (ônibus, Metrô, etc). Daí você está lá no veículo, talvez em pé, talvez sentado, tendo que ouvir uma baita de uma música chata porque um idiota acha isso bacana!

Com base nessa pesquisa da Intel e em algumas cenas do cotidiano vivenciadas por mim, criei uma rápida lista com dicas para o bom uso de dispositivos móveis em público. Não que eu seja especialista no assunto, mas acho que se elas forem seguidas podem evitar muitos transtornos:

- Nada de atender ligações ou digitar mensagens ao volante. Isso não é falta de etiqueta, é falta de respeito!;

- Tome cuidado para não falar alto demais ao ponto de incomodar quem está ao redor. De nada adianta pedir licença e ir à sala ao lado para atender a ligação se mesmo assim todo mundo consegue ouvir o que você está dizendo;

- Evite o uso de toques telefônicos escandalosos. Dependendo do ambiente, o modo silencioso é a melhor opção;

- Se estiver em uma consulta médica, diante de um caixa, em uma palestra, em uma reunião ou em qualquer situação semelhante, não interrompa o que está fazendo para dar atenção a um telefonema ou ainda para digitar uma mensagem. Atenda, no máximo, para dizer que liga mais tarde ou apenas para lidar com uma emergência. Se estiver diante de um cliente, isso vai ser uma grande demonstração de respeito;

- Se estiver em público e quiser ouvir música no seu iPod, jogar no seu Nintendo DS, assistir um vídeo no seu celular, etc, o faça apenas com um fone de ouvido;

- Se estiver usando o fone de ouvido e o microfone do seu celular, não fale olhando para uma pessoa próxima. Inicialmente, ela pode não perceber que você está ao telefone e pensará que você está se dirigindo a ela (parece absurdo, mas isso já aconteceu comigo algumas vezes);

- Se você estiver em um cinema, em um laboratório de exames radiológicos ou em qualquer lugar que tenha um aviso para desligar o celular, então desligue a p*%§£ do celular!;

- Não é chato quando você está com pressa e tem alguém impedindo a sua passagem? Tem muita gente que começa a andar bem devagar quando atende o celular. Se esse é seu caso, pare em um lugar seguro sempre que possível e volte a caminhar depois de finalizar a ligação. Além de evitar atrasos aos outros, você ainda evita de sofrer um acidente por falta de atenção à movimentação ao seu redor.

Seguindo essas simples orientações, os riscos de sermos considerados chatos ou inconvenientes na hora de usar o celular ou qualquer dispositivo móvel em público diminuem bastante. Não é nada que exige grande esforço, concorda? E se você tiver alguma dica para acrescentar ao texto, é só usar a área de comentários ;)

Emerson Alecrim