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Arquivos de abril de 2009
2009
23
abr

Super dica: Biblioteca Digital Mundial

Se você é estudante, tem filhos em idade escolar, é professor ou simplesmente acha que conhecimento nunca é demais, vai gostar da Biblioteca Digital Mundial (World Digital Library). Trata-se de uma iniciativa controlada pela UNESCO que disponibiliza, gratuitamente, um acervo com centenas de milhares de documentos sobre assuntos como artes, filosofia, literatura, história e geografia.

No site é possível encontrar livros, manuscritos, mapas, fotos e até filmes! Há conteúdo disponível nos seguintes idiomas: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, russo e português. Eu levei mais de uma hora analisando os materiais disponibilizados e fiquei bastante empolgado com o que encontrei. A riqueza de conteúdo é incrível e muita coisa ainda está por vir.

Biblioteca Digital Mundial

Um fato que me agradou bastante foi saber que o Brasil também tem participação na iniciativa, o que certamente contribuiu para a disponibilização de materiais em língua portuguesa: a Fundação Biblioteca Nacional é uma das associadas do projeto. Outra coisa bacana de saber é que duas das mais importantes empresas de tecnologia do mundo estão entre os patrocinadores da iniciativa: Google e Microsoft.

A Biblioteca Digital Mundial foi lançada recentemente, portanto, ainda é pouco conhecida. Por isso, dê uma ajudinha: divulgue a novidade para seus amigos, para seus filhos, para seus alunos, para seus colegas de classe, enfim, e faça um favor à educação e à cultura ;)

Emerson Alecrim

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2009
18
abr

O caso The Pirate Bay

The Pirate BayO assunto do momento é o caso do julgamento de quatro integrantes do The Pirate Bay. Ontem, saiu o anúncio de que Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm, Peter Sunde e Carl Lundström, responsáveis pelo site (o último, na verdade, é uma espécie de investidor), foram condenados na Suécia a um ano de prisão mais pagamento de cerca de 3,6 milhões de dólares de indenização às indústrias do entretenimento. É, pode parecer uma derrota e tanto aos que defendem o compartilhamento de músicas, vídeos e afins pela internet, mas não é…

Para início de conversa, a mídia deu atenção ao caso desde que o julgamento começou. Como consequência, o The Pirate Bay ganhou ainda mais visibilidade e simpatizantes, em parte, talvez, pela maneira muitas vezes sarcástica e irreverente com a qual conduziram sua defesa. Isso é um claro sinal de que, na verdade, o julgamento deu mais forças ao The Pirate Bay, ao invés de enfraquecê-lo, tal como parece inicialmente. E não é difícil entender os motivos: a condenação de seus integrantes é vista por muitos como uma afronta à sua própria liberdade.

Para quem não sabe, o The Pirate Bay é, em poucas palavras, um site que ajuda as pessoas a compartilhar arquivos através da tecnologia BitTorrent. Sua atividade é ligada à organização sueca Piratpartiet Piratbyrån, por aqui conhecido como Partido Pirata. Em 31 de maio de 2006, a polícia sueca apreendeu os servidores que hospedavam o The Pirate Bay sob a alegação de que armazenavam conteúdo ilegal. A situação gerou protestos na Suécia e aumentou a filiação ao Partido Pirata. O site voltou ao ar pouco tempo depois, desta vez com servidores baseados em outros países.

No atual processo movido contra o The Pìrate Bay, a defesa alegou que nenhum material ilegal é armazenado nos servidores do site, o que não deixa de ser verdade, afinal, os usuários obtém o conteúdo desejado através do uso da tecnologia BitTorrent (clique no link e você vai entender como isso funciona), como já informado. No entanto, a condenação foi dada porque o tribunal entendeu que os quatro integrantes do site são culpados por estimular a violação de direitos autorais.

Ônibus usado pelo The Pirate Bay durante as audiências –
Imagem por TorrentFreak.

Mas, até que ponto isso é verdade? É um engano pensar que as pessoas compartilham músicas ou vídeos pela internet só porque é “de grátis” ou porque é moda. As pessoas o fazem principalmente porque podem determinar o que, quando e como compartilhar. Antes da internet, muita gente era obrigada a se contentar com o conteúdo oferecido pelas rádios e pelas emissoras de TV, ou seja, essas empresas é que determinavam o que nós devíamos escutar ou assistir. Em relação às rádios, era comum ouvir a mesma música várias vezes por dia ou ter que se sujeitar a cortes na duração das faixas para dar espaço às excessivas campanhas publicitárias.

O jeito era apelar para os CDs de música, mas nas lojas especializadas a situação não era melhor: quem nunca se irritou por ter que comprar um CD com várias músicas, sendo que o interesse era apenas por uma ou outra? Quem nunca se sentiu desanimado por ter que visitar vários estabelecimentos até encontrar o CD desejado?

Agora, as pessoas ouvem o que querem, sem cortes e sem músicas que não gostam. E muitas delas escutam artistas que certamente não teriam oportunidade de conhecer se não fosse o compartilhamento. A indústria fonográfica não pode mais determinar o que as pessoas devem ouvir ou assistir. Finalmente, a escolha é delas. É por isso que tanta gente compartilha arquivos pela internet. Essa necessidade começou a ficar evidente já nas épocas em que as pessoas usavam fitas parar gravar suas músicas ou seus vídeos preferidos.

Para muita gente, iniciativas como essa de combater o The Pirate Bay representam, na verdade, uma tentativa da indústria de recuperar o “poder” que ela tinha sobre nós. Mas, não adianta, o compartilhamento de músicas e vídeos pela internet vai continuar, com The Pirate Bay ou não. Qualquer tentativa de impedir isso causará uma reação ainda mais forte, como a que estamos vendo com o caso em questão.

Assim sendo, à indústria só resta uma das seguintes saídas: buscar meios de se adaptar à nova realidade ou processar todo mundo que compartilha música, vídeo e outros materiais pela internet. Haja tribunal para isso, não?

Em tempo:

- A defesa do The Pirate Bay vai recorrer da sentença, o que pode fazer com que o caso dure ainda um bom tempo;
- Apesar do anúncio, Peter Sunde deve comparecer à edição de 2009 do FISL;
- Referente à indenização, Peter Sunde disse que “se tivesse todo esse dinheiro preferiria queimá-lo e não dar sequer as cinzas”;
- O caso fez com que o Partido Pirata registrasse mais de 3 mil novos adeptos em apenas sete horas.

Referências: BBC NEWS, Slashdot, Spectrial, IDG Now.

Update (16:27): O The Pirate Bay tem ligação com a organização Piratbyrån e não diretamente ao Piratpartiet, como informei acima. Agradecimentos ao Lamp, do Partido Pirata (do Brasil), por chamar a atenção para este equívoco nos comentários.

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2009
10
abr

Brinque de fazer música com o ToneMatrix

Eis que eu estava conferindo meus feeds RSS, quando encontrei no Microsiervos uma dica para um site muito interessante: o ToneMatrix. Basicamente, trata-se de um aplicativo em Flash que contém uma matriz de botões. Quando clicado, cada botão emite um som diferente. Sendo assim, você pode criar sua própria sequência musical! Não entendeu? Então acesse e clique nos “quadradinhos” para ver.

Conferiu? Bacana, não? E você pode criar sequências rápidas simplesmente mantendo o botão esquerdo do mouse pressionado e arrastando o cursor do dispositivo sobre a matriz. Se quiser “zerar” tudo, basta pressionar o botão de espaço de seu teclado.


O divertido ToneMatrix

Ao comentar sobre o ToneMatrix no Twitter, o Leandro Pereira me avisou que esse projeto é semelhante a um produto da Yamaha chamado TENORI-ON, que tem uma proposta semelhante, só que mais sofisticada. Por sugestão do Leandro, procurei no YouTube pelo aparelho e fiquei impressionado! Veja uma amostra do que você pode fazer com ele:

Incrível, não? É simplesmente o instrumento musical mais nerd que eu já vi (sim, até mais que as guitarrinhas do Guitar Hero :D )! Para variar, o único problema é o preço: nos Estados Unidos, o TENORI-ON está sendo vendido por 999 dólares (confira aqui). Como o aparelho não é comercializado oficialmente no Brasil, os custos para nós são ainda maiores…

Mas, vamos ser justos, né? Ter o ToneMatrix para brincar na tela do seu computador já é alguma coisa ;)

Emerson Alecrim

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2009
08
abr

Hunch, uma rede social para te ajudar a tomar decisões

Em agosto de 2008, eu reportei aqui que Caterina Fake estava trabalhando em um projeto chamado Hunch. A notícia gerou certa expectativa na época, pois Caterina Fake é ninguém menos que uma das fundadoras do serviço de fotos on-line Flickr, que hoje pertence ao Yahoo!.

Pois bem, no final de março de 2009, o Hunch começou a enviar convites para quem havia cadastrado seu e-mail previamente. Eu recebi um e, finalmente, acabei descobrindo qual é a finalidade do Hunch: em poucas palavras, trata-se de uma rede social que te ajuda a tomar decisões sobre os mais diversos assuntos.

O Hunch não é, necessariamente, um serviço de perguntas e respostas, como Yahoo! Respostas ou o Brasigo. É algo mais elaborado, com uma proposta um pouco mais ousada. Suponha, por exemplo, que você queira uma dica de país da Ásia para passar suas férias. Você digita “vacation asian” no campo de busca do Hunch, escolhe a questão relacionada, responde algumas perguntas e, com base nisso, o serviço te dá uma indicação.

Hunch

Você pode aceitar a sugestão (ou sugestões, já que pode ser mais de uma) ou rejeitar. De acordo com suas atividades, o Hunch vai aprendendo os seus gostos, fazendo com que o retorno de seus testes seja cada vez mais preciso.

E você pode criar perguntas, responder as perguntas de outros usuários, adicionar pessoas, “favoritar” resultados, etc. De modo geral, achei o Hunch deveras interessante e creio que o serviço tem tudo para fazer grande sucesso, mas talvez nem tanto quanto o Flickr.

A parte chata é que o Hunch, por enquanto, só funciona no idioma inglês e, por estar bem no início, só aceita usuários que tenham recebido convite. Mas, neste ponto, eu posso dar uma ajudinha: tenho 5 convites aqui. Os cinco primeiros que pedirem nos comentários, levam (só tome o cuidado de informar o e-mail correto no campo correspondente de seu comentário) ;)

Emerson Alecrim

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2009
07
abr

Dica rápida: Blog Campo Minado

Blog Campo MinadoSe você gosta de jogos para PCs, provavelmente vai gostar do Campo Minado. Trata-se de um novo blog brazuca sobre games, comandado por ninguém menos que Rodrigo Ghedin, que há anos toca o WinAjuda.

O Campo Minado, na verdade, está no ar desde o final de 2008, mas foi relançado com várias novidades na última segunda-feira, como se estivesse saindo de uma versão beta. Eu estou acompanhado o projeto desde o início e, por conta disso, consegui perceber que a intenção do Campo Minado é a de oferecer um conteúdo realmente bom sobre jogos para PCs, por isso que fiz questão de indicá-lo aqui.

Para quem quiser conferir, sugiro a leitura deste artigo, que faz uma espécie de “linha do tempo” da série Need For Speed (quem é que nunca jogou NFS?), e deste aqui, que lista “os 10 melhores shooters para Linux”. Espero que goste ;)

Emerson Alecrim

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