Arquivos do mês fevereiro de 2009

2009
28
fev

Review: MP4 Sony Walkman NWZ-S638F

Quem disse que só de iPod vive o homem? No final de 2008, eu resolvi aposentar o meu velho e querido Sansa e140 e adquirir um tocador de áudio novo. De cara, cogitei comprar um iPod touch, mas precisava de algo menor e mais leve para ficar dentro do bolso. Após ter certeza de que 8 GB seriam suficientes para mim, fiquei na dúvida entre levar um iPod Nano ou um Sony MP4 Walkman NWZ-S638F, ambos com essa capacidade. Acabei optando por este último, e quer saber? Não me arrependi nem um pouco!

Sony Walkman NWZ-S638F

Vamos partir logo para os fatores que pesaram na minha decisão. Para começar, notei que o Sony NWZ-S638F não exige programas como o iTunes para a transferência das músicas. Isso pode ser feito diretamente do sistema operacional, o que é ótimo, já que o software que o acompanha é um verdadeiro porre para isso e também porque permite a transferência a partir de outros sistemas que não o Windows (testei no Ubuntu Linux e funcionou perfeitamente). Por outro lado, é recomendável usar programas do tipo se você quiser que informações como foto dos álbuns apareçam devidamente no aparelho. Por esse motivo, estou usando o Windows Media Player para transferir minhas músicas.

Outro fator é a duração da bateria. A Sony afirma que o aparelho pode aguentar até 40 horas de música ou 10 horas de vídeo. É claro que esse valor considera apenas o uso de recursos mínimos do aparelho, mas deixando as configurações de áudio ao meu gosto, consegui usar o NWZ-S638F por quase 17 horas sem recarregar a bateria, um feito e tanto, na minha opinião.

Sony Walkman NWZ-S638F

Outro recurso que me vez gostar do NWZ-S638F (embora eu só tenha formado opinião sobre isso depois de ter comprado o aparelho) é o SensMe. Com ele, o aparelho cria playlists automaticamente com base nos tons e velocidades das músicas e as classifica em categorias. Por exemplo, se eu quiser ouvir músicas mais calmas, posso escolher a categoria Relax; se eu quiser ouvir músicas mais dançantes, posso optar pela categoria Pop Ballad, e assim por diante. No início, eu fiquei meio desconfiado da eficiência desse recurso, mas até que ele funciona bem, embora não acerte todas as músicas. É claro que o usuário também precisa ajudar. Não adianta escolher a categoria Electronic se só houver rock no dispositivo…

Sony Walkman NWZ-S638F

Outra característica que pesou bastante na escolha do NWZ-S638F foi a qualidade do seu fone. Ele é do tipo In Ear, onde a ponta de cada fone é inserida no ouvido. Fones desse tipo, quando de boa qualidade, isolam parte dos ruídos externos, fazendo com que o usuário ouça melhor a música e evite aumentar demais o volume para compensar o barulho de fora. Além disso, as pontas dos fones usam “almofadas” de silicone ou outro material capaz de criar uma espécie de vedação, evitando o “vazamento” do áudio e permitindo melhor aproveitamento de efeitos sonoros, especialmente de graves. É por isso que esse tipo de fone é o meu preferido e o que acompanha o NWZ-S638F é simplesmente o melhor que eu já tive.

Sony Walkman NWZ-S638F

De resto, vale citar os demais recursos do aparelho:

- Sintonizador de rádio FM com memorização de até 30 emissoras;
- Time Machine Shuffle, interessante recurso que toca aleatoriamente todos as músicas de um determinado ano;
- Compatibilidade com os formatos de vídeo AVC, MPEG-4 e Windows Media Video, com possibilidade de ver os filmes tanto na horizontal quanto na vertical;
- Compatibilidade com os formatos de áudio MP3, WAV, WMA e ACC;
- Recurso de biblioteca de podcasts;
- Visualizador de imagens em JPEG na horizontal ou na vertical;
- Possibilidade de mudar o tema e o background do aparelho;
- Várias funções para aprimoramento do áudio, incluindo equalizações pré-programadas (Jazz, Pop, Heavy, entre outros), fazendo com que o aparelho ofereça excelente qualidade sonora;
- Função Reset na parte de trás do dispositivo (precisa ser acionada com um objeto pontiagudo);
- Várias possibilidades de execução de áudio: por álbum, por artista, por gênero, por pasta, por playlist, entre outros;
- Compatibilidade com vários idiomas, incluindo português (de Portugal);
- Função AVLS para proteção da audição através do bloqueio de volume;
- Botão Hold, para impedir o acionamento acidental de qualquer tecla (recurso que não pode faltar para quem deixa o aparelho no bolso);
- Acabamento externo metálico, resistente e bonito;
- Tela de 2″ com 240×320 pixels e compatível com mais de 262 mil cores;
- Dimensões de 42,9 mm × 89,5 mm × 7,5 mm e peso de 46 gramas.

Sony Walkman NWZ-S638F

É claro que o Sony NWZ-S638F também tem lá seus defeitos:

- Os softwares que o acompanham, Media Manager e Content Transfer, são lentos, feios e pouco amigáveis;
- A conexão USB do aparelho, que também serve para recarregar sua bateria, utiliza um conector proprietário, o que significa que o usuário terá dificuldades para encontrar outro cabo caso perca o que acompanha o produto;
- Só consegui fazer o aparelho exibir corretamente a capa dos álbuns através de sincronização pelo Windows Media Player.

No saldo final, o Sony NWZ-S638F é um aparelho muito bom, ideal para quem quer um tocador de áudio/vídeo leve, pequeno, cheio de recursos e com excelente qualidade sonora. Na minha opinião, é um concorrente de peso da linha iPod Nano e se destaca inclusive por ser mais barato que este último. Portanto, está dada a dica!

Sony Walkman NWZ-S638F

Vale frisar que a linha MP4 Walkman da Sony tem outros aparelhos com menos ou com mais recursos, no entanto, quase todos são parecidos com este. Assim, este review pode, até certo ponto, servir também de referência para eles ;)

Emerson Alecrim

2009
17
fev

Psion: pare de usar o termo “netbook”, senão…

A Asus, com a sua linha Eee PC, foi uma das responsáveis por tornar popular os netbooks, isto é, os notebooks de tamanho bastante reduzido. Quando comecei a prestar atenção nesses portáteis, usava os nomes “subnotebooks” e “mininotebooks” e também brinde de Kinder Ovo para descrevê-los. Agora, depois de alguma relutância, também passei a chamá-los de netbooks, uma vez que essa é a denominação que o mercado adotou. Bom, pelo menos até agora…

Acontece que a Psion Teklogix, uma empresa canadense de tecnologia, registrou o nome “Netbook” como marca em 2000. O primeiro produto que levava esse nome, o Psion Netbook, foi descontinuado em 2003 e substituído no mesmo ano por um portátil de nome Netbook Pro – adivinhe, também descontinuado.

Mas, isso foi o suficiente para a Psion enviar, no final de 2008, notificações a sites, blogs e empresas para pararem de usar o termo “netbook”. Nesses avisos, a Psion ameaçou iniciar processos judiciais a quem insistir em usar a referida denominação. O prazo de tolerância dado pela empresa vai até o final de março de 2009.

I am a Netbook!

Pelo jeito, as ameaças são bastante sérias, pois recentemente um site de nome Save the Netbooks foi criado para defender a livre utilização do termo. A iniciativa conta inclusive com blog, com página no Facebook e até com perfil no Twitter para divulgar as ações.

Será que vai dar certo? Eu não sei, mas creio que a criação desse site não vai amedrontar a Psion. Por outro lado, acredito que a empresa está comprando uma briga perdida. Pode até ser que as empresas, os blogs e os sites ameaçados deixem de usar o termo “netbook”, mas as pessoas que já conhecem o nome certamente não o farão. É o que acontece, por exemplo, com a marca “Bom Bril”: os mercados usam a denominação “esponja de aço” para descrever esse e os produtos similares da concorrência, mas o consumidor fala “Bom Bril” para todo e qualquer produto do tipo e ponto final.

É por isso que eu me pergunto: não seria mais fácil se a Psion contratasse uma consultoria de marketing ou algo do tipo para dar um jeito de utilizar essa situação a seu favor, ao invés de causar uma onda de antipatia na internet? Pois é, depois botam a culpa na crise…

Referência: Ars Technica.

Emerson Alecrim

2009
13
fev

Migre.me: gere links curtos para qualquer página na internet

A maioria dos sites da internet contém links grandes para o seu conteúdo. Isso não costuma ser problema, mas pode causar algum transtorno quando o link é confuso, quando é visualizado em telefones celulares (onde a tela é pequena), quando é divulgado em serviços como o Twitter (que permite apenas 140 caracteres por mensagem), enfim.

Para evitar esses problemas, muita gente utiliza serviços como TinyURL ou is.gd. O que eles fazem? Geram links curtos para endereços de qualquer página. Por exemplo, se você acessar o link http://tinyurl.com/au34ja em seu navegador, será direcionado para um artigo aqui do Blog InfoWester cujo endereço original tem 99 caracteres. Este tem apenas 25. Uma grande diferença, não?

Recentemente, surgiu um serviço semelhante na internet brasileira, só que com alguns diferenciais muito interessantes: 1 – está em português; 2 – é integrado ao Twitter; 3 – permite saber quantas pessoas clicaram nos links gerados; 4 – oferece uma série de outros recursos estatísticos; 5 – consegue gerar links ainda menores que o famoso TinyURL. Estou falando do Migre.me. Esse é um exemplo de link que o serviço gera: http://migre.me/V4 (aponta para a mesma página que o link gerado no TinyURL).

Além das mencionadas vantagens, o Migre.me é interessante porque está em constante melhoria (até um layout novo está prestes a ser implementado). Trata-se de um projeto do Jonny Ken, o mesmo cara que mantém o blog Infopod e o podcast Decodificando, portanto, é um serviço no qual podemos confiar.

Migre.me no Twitter

Mas, é importante destacar que o que está fazendo mesmo o Migre.me ser bem aceito é a sua interessante integração com o Twitter, serviço onde os redirecionadores de links são extremamente populares. Logo na página principal do Migre.me, é possível conferir os últimos links divulgados por “twitteiros”, quais são os links mais clicados nas últimas 12 horas e quais são os links mais “retwittados”, isto é, mais divulgados por outros usuários do Twitter nas últimas 24 horas.

Muito bacana, não? É por isso que eu espero que o Migre.me faça o merecido sucesso e que seja inclusive reconhecido internacionalmente, se bem que vai precisar estar em inglês para isso ;)

Emerson Alecrim

2009
11
fev

Precisando de uma versão antiga de um programa? Saiba onde encontrar!

OldVersion.comHoje, durante uma conversa pelo Skype para a gravação do Wincast 14, o Rodrigo Ghedin acabou me dando uma dica de site muito bacana: o OldVersion.com. Sua proposta é muito simples: oferecer versões antigas de uma série programas.

E qual a utilidade disso? Há várias, por exemplo: muita gente não acostuma com atualizações de seus programas favoritos; há quem constate que a versão atual de um programa não é compatível com determinados recursos; versões recentes de certos programas podem não funcionar em computadores mais velhos; e assim por diante.

O problema é que a maioria das empresas de software só disponibiliza em seus servidores a versão atual de seus aplicativos. É aí que entra o OldVersion.com. Nesse site, é possível encontrar uma série de versões anteriores dos programas gratuitos (ou para avaliação) mais populares. Está certo que o visual do OldVersion.com não transmite muita confiança, por outro lado, sua organização permite localizar facilmente o programa desejado.

Só tome cuidado com uma coisa: programas antigos podem conter falhas de segurança, portanto, use-os com moderação. Além disso, ao baixar qualquer aplicativo, verifique-o com um antivírus antes de instalá-lo. O OldVersion.com me pareceu bastante seguro e nenhum dos downloads de teste que fiz apresentou problemas, no entanto, prevenção nunca é demais ;)

Emerson Alecrim

2009
07
fev

InfoWester no programa E-farsas.com da JustTV

Ontem, 06/02/2009, eu tive o prazer de participar ao vivo do programa E-farsas.com, que foi exibido às 20h00, na JustTV. Gilmar Lopes, que comanda o programa e o site E-farsas.com, me entrevistou por cerca de 50 minutos. Falamos sobre o InfoWester, sobre segurança na internet, sobre reforma ortográfica, sobre Campus Party, enfim.

O programa já foi disponibilizado no YouTube, portanto, se você quiser vê-lo, basta apertar o botão do player abaixo (se o vídeo não estiver aparecendo, você poderá visualizá-lo nesta página):

Espero que goste do programa. No mais, agradeço ao Gilmar pelo convite e à equipe da JustTV pelo excelente trabalho :)

Emerson Alecrim