Arquivos do mês fevereiro de 2008

2008
29
fev

HP comemora os 20 anos de suas impressoras DeskJet

Em fevereiro de 1988, a HP colocava no mercado o primeiro modelo de sua linha de impressoras DeskJet, caracterizada por realizar impressões usando tecnologia de jato de tinta. Sabe-se lá se, na época, a HP imaginava que esse produto seria um dos mais fortes da marca, mas desde então, a HP já comercializou mais de 240 milhões de impressoras e as estimativas atuais apontam para vendas de 18 milhões de unidades por ano.

20 anos de impressoras DeskJet

O primeiro modelo DeskJet da HP trabalhava com uma resolução de 300 dpi, um valor razoável para a época, e era capaz de imprimir até duas páginas por minuto. Esse modelo trabalhava apenas com tinta de cor preta e, assim como qualquer novidade, custava uma verdadeira fortuna: 995 dólares. Somente no final de 1993 é que os preços desse tipo de impressora começaram a baixar de maneira significativa.

A primeira impressora a trabalhar com cores foi o modelo 500C, lançado em agosto de 1991, que utilizava um cartucho com tinta preta e outro com as cores ciano, magenta e amarelo, esquema mantido até os dias de hoje. Essa impressora custava a bagatela de 1.095 dólares e também trabalhava com resolução de 300 dpi.

Em comemoração aos 20 anos de sua linha DeskJet, a HP publicou um pequeno vídeo e um arquivo em PDF que mostram a “linha do tempo” dessas impressoras, ao mesmo tempo em que lançou mais dois modelos DeskJet: as impressoras D2500 e F4200. Só para efeitos de comparação, ambas são capazes de trabalhar com resoluções de até 4.800 dpi e podem imprimir até 26 páginas por minuto na cor preta e 20 páginas por minuto usando o cartucho colorido.

De fato, as impressoras atuais são muito boas e conseguem fazer impressões de excelente qualidade. E a tecnologia continua evoluindo! É até possível que, daqui a 20 anos, a HP comemore os 40 anos da linha Deskjet, mas eu espero que, bem antes disso, possamos comemorar a diminuição do preço dos cartuchos de tinta. É, eu sei, talvez nem em sonho isso aconteça…

Se quiser saber mais sobre impressoras, leia este artigo.

Referência: HP.

Emerson Alecrim

2008
24
fev

Satélite KIZUNA: internet que vem do espaço

Enquanto que no Brasil continuamos à mercê de serviços precários (para não dizer outra coisa) de acesso à internet, lá no outro lado do mundo, pesquisadores japoneses trabalham para desenvolver tecnologias que permitam à “grande rede” ser acessível nos mais variados lugares. A última novidade nesse aspecto atende pelo nome KIZUNA, um satélite criado para oferecer acesso à internet em (quase) qualquer lugar da Ásia.

Desenvolvido pela JAXA - Japan Aerospace Exploration Agency (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial) - em conjunto com o National Institute of Information and Communications Technology (Instituto Nacional de Tecnologia de Informação e Comunicação) e com a Mitsubishi Heavy Industries, Ltd., o KIZUNA (cujo nome científico é WINDS) foi lançado neste sábado (dia 23) em um foguete H-IIA a partir do Centro Espacial de Tanegashima. O satélite deverá entrar em sua órbita geoestacionária em 20 dias.

Foguete H-IIA - Imagem por JAXA
Foguete H-IIA - Imagem por JAXA

O satélite KIZUNA poderá prover conexões à internet de até 1,2 Gbps em todo o Japão e em mais 19 pontos da Ásia. Não é necessário ter nenhuma estrutura sofisticada para isso. Uma antena receptora de 45 cm de diâmetro é suficiente para uma residência receber dados a impressionantes 155 Mbps e enviar dados à taxa de 6 Mbps. Entidades que necessitarem de velocidades maiores poderão fazer uso de uma antena de 5 m, capaz de receber dados à velocidade de 1,2 Gbps. Quando o satélite estiver em pleno funcionamento, os japoneses efetuarão mais de 100 testes de transmissão relacionados à internet e, como se não fosse o bastante, testarão também o envio de sinais de TV em alta definição (HDTV).

Satélite Kizuna - Imagem por JAXA
Satélite KIZUNA - Imagem por JAXA

É interessante notar que os japoneses estão trabalhando para vencer os obstáculos terrestres que impedem muitas pessoas de acessar a internet. São pessoas de sorte, afinal, não enfrentam os obstáculos que mais causam exclusão digital na América Latina: descaso de entidades governamentais e falta de interesse das operadoras de telecomunicações…

Referências: USA Today, Japan Aerospace Exploration Agency.

Emerson Alecrim

2008
19
fev

Google: apoio ao Photoshop no GNU/Linux, lista de tarefas no Gmail e processo de ex-colaborador

Ao consultar os meus feeds RSS neste início de semana, três notícias sobre o Google me chamaram a atenção. A primeira, embora me pareça estranha, afirma que a empresa está apoiando a existência de uma versão do Photoshop para o sistema operacional GNU/Linux. Como você certamente sabe, esse é um dos programas de edição de imagens mais populares e completos que existe, no entanto, conta com versões apenas para o Windows e para o Mac.

O Google sabe bem que há alternativas interessantes para o sistema do pingüim, como o GIMP, que inclusive foi utilizado pelos fundadores do Google para criar o primeiro logotipo da empresa. Todavia, a empresa também sabe que o Photoshop é um dos programas que interessados pelo GNU/Linux mais gostariam de ter nesse sistema. Por causa disso, o Google declarou estar apoiando financeiramente a CodeWeavers para que a companhia consiga fazer com que o Photoshop execute de maneira estável no GNU/Linux através de soluções como Wine e CrossOver, a exemplo do que já acontece com o Picasa. Na minha opinião, seria mais interessante apoiar o aperfeiçoamento das ferramentas já existentes, mas enfim…

A segunda notícia é daquelas que a gente torce para que realmente aconteça: o Google estaria planejando para os próximos dias lançar um recurso de listas de tarefas no Gmail. De acordo com o site ZDNet.com, alguns usuários encontraram esse recurso disponível temporariamente em suas contas no Gmail. Eu realmente espero que isso aconteça e se houver integração com o Google Calendar, vai ser melhor ainda! Mas, por enquanto, não há nada confirmado por parte do Google.

A terceira notícia é sobre uma ação judicial que Jonathan Cobb, que trabalhou para o Google em 2006, abriu contra a empresa pelo suposto “roubo” da idéia do Google Sky, um recurso que permite a visualização de estrelas e satélites no Google Earth. No processo, Cobb exige do Google o pagamento de uma indenização de 25 milhões de dólares pelo fato da companhia não o ter reconhecido como autor do Google Sky.

Para reforçar a sua acusação, Jonathan Cobb afirma ter criado um grupo de discussão (de acesso restrito) no Google onde demonstrou as suas idéias e conceitos sobre o que hoje é o Google Sky. Vários desenvolvedores importantes ligados ao Google Earth teriam sido chamados para participar dessa lista, daí o fato do Google Sky ter sido implementado nesse programa. Sim, eu também fiquei com a impressão de que esse tal de Jonathan Cobb está apenas querendo ganhar uma graninha…

Referências: APC Magazine, Google Open Source Blog, google.dirson.com, ZDNet.com.

Emerson Alecrim

2008
18
fev

Combinação perfeita: pendrive + leitor de cartões de memória

No mês passado, enquanto procurava um cartão de memória de 4 GB, fiquei surpreso ao encontrar um modelo que, além de ser um cartão SD, se dobrava e destacava um pequeno conector para ser encaixado em portas USB. Mais surpreso fiquei ao ver uma das mais recentes novidades da Kingston: um pendrive que também serve como leitor de cartões, sendo compatível com os padrões microSD, MicroSDHC e Memory Stick Micro (M2).

Esse dispositivo, que recebe o nome de DataTraveler Micro Reader, mede 64,0 mm x 19,8 mm x 10,4 mm e vem em modelos que oferecem 1 GB, 2 GB e 4 GB de capacidade. Os preços sugeridos nos EUA são de 19,25 dólares, 27,25 dólares e 42 dólares, respectivamente (pode até parecer barato, mas são valores altos para os padrões americanos). A novidade deve agradar, principalmente, usuários de telefones celulares que os utilizam com os mencionados cartões.

Data Traveler Micro Reader

A parte chata é que o DataTraveler Micro Reader não lê cartões SD e Memory Stick tradicionais, mas este é um fato perfeitamente compreensível, afinal, tal característica tornaria o dispositivo bem maior. Se vai chegar ao Brasil, eu não sei, mas é possível, uma vez que os pendrives da Kingston vendem muito bem por aqui. E se não chegar, bom, aí o jeito é apelar para os produtos semelhantes de marca “xing-ling” existentes por aí. É só dar uma olhadinha no Mercado Livre para encontrar alguns…

Referência: Kingston.

Emerson Alecrim

2008
17
fev

Yahoo! prestes a lançar um concorrente para o Digg?

Apesar dos momentos de tensão, ocasionados principalmente pela proposta de compra apresentada pela Microsoft e pela demissão de mil funcionários, as engrenagens de criação do Yahoo! continuam funcionando. Primeiro veio a reformulação do Yahoo! Video (que, na minha hulmide opinião, foi muito bem feita). Agora, vem os rumores de que a empresa lançará no dia 26 de fevereiro (2008) um concorrente direto para o site Digg.com: o Yahoo! Buzz.

Aparentemente, o serviço será disponibilizado no link buzz.yahoo.com, que atualmente exibe dados estatísticos do Yahoo!. Para que um link receba destaque na página principal do serviço, deverá, entra outras coisas, somar pontos não apenas pela votação dos usuários, mas também pelo seu nível de popularidade em buscas feitas no Yahoo!

Yahoo! Buzz?

Eu acredito que será complicado concorrer com o Digg.com, mas se o Yahoo! Buzz for lançados em vário idiomas - e não apenas em inglês -, poderá fazer tanto sucesso quanto faz o Yahoo! Answers (Yahoo! Respostas), por exemplo. Uma boa estratégia seria fazer com que os links em destaque no Yahoo! Buzz apareçam na página principal do Yahoo! por alguns instantes. Dessa forma, vários webmasters se sentiriam motivados para criar um link onde os leitores poderiam indicar suas matérias no Yahoo! Buzz, fazendo com que o serviço receba uma importante divulgação.

O Yahoo! Buzz, se for mesmo lançado, terá grandes chances para dar certo. Tudo dependerá de como o Yahoo! combinará os aspectos de funcionalidade do serviço com a participação de seus usuários. Resta aguardamos para ver o que o dia 26 nos reserva.

Referências: Mashable, Valleywag.

Emerson Alecrim