Arquivos do mês abril de 2007

2007
30
abr

Cuidado com as senhas óbvias

SenhaNesse nosso mundo de tecnologia e informação, somos acompanhados de alguns “males necessários”. Um deles atende pelo nome de ‘senha’ ou, em inglês, password. Pare por apenas cinco segundos e tente se lembrar de todas as senhas que você utiliza. Pense nas senhas que você usa em seu banco, no trabalho, em seus e-mails, nas suas compras on-line, etc. É muita coisa, não?

O problema dessa exigência por senhas é que vivemos cercados por ciladas: você não pode, por exemplo, usar uma única senha para tudo, do contrário, se alguém descobrir a combinação, terá acesso a informações de todos os serviços que você utiliza. Além disso, determinadas senhas, como as dos bancos, precisam ser criadas obedecendo determinadas regras. A questão é que ninguém consegue guardar tantas combinações sem se confundir ou, no pior dos casos, esquecê-las.

Por causa disso, muita gente prefere utilizar senhas fáceis de lembrar. Boa parte dessas pessoas sequer entende a necessidade de criar uma boa combinação, afinal, utiliza senha apenas porque é obrigatório. Prova disso é um levantamento feito pela revista PC Magazine que lista as dez senhas mais usadas pelas pessoas. Confira:

1 – password
2 – 123456
3 – querty
4 – abc123
5 – letmein
6 – monkey
7 – myspace1
8 – password1
9 – link182
10 – seu primeiro nome

O pior é que concordo com quase todos os itens dessa lista. As cinco primeiras senhas eu já cansei de ver. No caso do Brasil, coloque a palavra “senha” no lugar de “password” (apesar de que há brasileiros que também utilizam o termo em inglês). Também é comum encontrar como senha nomes e sobrenomes ou variações disso, como a denominação de uma empresa, de um produto ou de um departamento.

Quando uma pessoa é chamada para descobrir senhas (seja lá por qual motivo), geralmente, a primeira coisa que tenta são as combinações comuns (como as mencionadas nessa lista), pois sabe que muita gente utiliza seqüências fáceis. Eu sei, por experiência própria, que boa parte das tentativas funciona, poupando o “descobridor” do trabalho de usar recursos mais sofisticados.

Por mais trabalhoso que seja, é importantíssimo ser cuidadoso com suas senhas. Evite combinações óbvias, crie um padrão de senhas que só você entenda ou que outra pessoa tenha dificuldade em compreender. As dicas nesta página podem ajudar nessa tarefa. Além disso, evite usar a mesma senha para todos os serviços, e mude-as regularmente. Você pode fazer isso a cada três meses, por exemplo.

Só não deixe de dedicar algum tempo a esse assunto. Suas informações têm valor, portanto, cuide bem delas, tal como você cuida de seus patrimônios. Utilizar suas senhas de maneira adequada é um bom começo para isso.

Emerson Alecrim

2007
29
abr

Chile reclama: Google Earth aponta parte de seu território como sendo argentino

A não ser que seus conhecimentos sobre geografia estejam enferrujados, você sabe que o Chile faz fronteira com a Argentina. A não ser que você seja chileno ou que seus conhecimentos de geografia sobre a América do Sul estejam em um nível muito avançado, sabe que o território de Villa O’Higgins pertence ao Chile. É exatamente isso que o governo chileno está tentando dizer ao Google.

Se você tem o Google Earth instalado em seu computador, digite Villa O’Higgins no campo “Fly To” e você verá que o programa mostrará essa localidade no mapa, mas como sendo da Argentina. Assim que teve conhecimento disso, a Secretária de Fronteiras e Limites do governo chileno pediu ao Google que corrigisse essa falha e enviou documentos e mapas à empresa para provar que Villa O’Higgins não pertence à Argentina.

Não pense que o Chile pediu isso como se fosse um favor. Pela declaração de José Luis Uriarte, presidente para a juventude da UDI (Union Democrata Independiente) ao jornal Emol, dá para perceber que, obviamente, os chilenos não gostaram nem um pouco disso:

“Em matéria de limites de fronteiras, não há espaço para a ingenuidade e para a passividade. O Chile requer dos organismos competentes que velem pelo respeito das fronteiras e da adequada informação e divulgação sobre elas”.

Resta agora saber o que causou esse erro, mas creio que nunca teremos essa informação. Em todo caso, creio que a Argentina iria gostar de ter Villa O’Higgins como parte de seu território. Fazendo uma rápida pesquisa no Google, descobri que o lugar é um interessante ponto turístico. E não é para menos: olhando o mapa do Google Earth, é possível perceber que a região em questão é montanhosa e cercada por rios. No final das contas, essa história toda pode até servir para aumentar as visitas ao local.

Referência: Emol.com.

Emerson Alecrim

2007
27
abr

Pendrives do mau!

Vírus de computadorSe um aparelho qualquer está muito barato no Brasil, pode ter certeza, está muito mais barato em vários outros países. No entanto, é difícil de acreditar que um dispositivo possa ficar tão barato, que alguém o perde propositalmente para aplicar golpes (a não ser que o aparelho tenha sido roubado…). De acordo com uma matéria do jornal inglês The Register, é exatamente isso que um grupo de “espertinhos” andou fazendo em uma localidade de Londres.

O grupo espalhou pendrives infectados com um cavalo-de-tróia em pontos estratégicos de um estacionamento. O tal cavalo-de-tróia se ativa sozinho assim que o pendrive é conectado ao computador e, a partir daí, passa a monitorar as atividades do usuário para capturar informações sigilosas, especialmente dados bancários. O truque dos criminosos foi bem planejado: eles sabem que a maioria das pessoas que encontram um pendrive em qualquer lugar o conecta em um computador para ver seu conteúdo. O local escolhido para espalhar os pendrives certamente é freqüentado por indivíduos com poder aquisitivo relevante, portanto, são pessoas mais propícias a usar sites de netbanking.

É pouco provável que alguém resolva aplicar esse golpe por aqui, mesmo assim, é bom ficar atento: há vários vírus e outras pragas digitais que podem usar não só e-mails e sites de conteúdo duvidoso para se propagar, como qualquer dispositivo de armazenamento, incluindo pendrives. Isso quer dizer que também é necessário tomar cuidado com o computador em que você conecta seu dispositivo, especialmente se ele for público.

Referências: Blogantivirus, The Register.

Emerson Alecrim

2007
26
abr

Google e Panda Software criam jogo de segurança

CSIAO Google e a Panda Software apertaram as mãos e criaram o Cybercrime Security Investigation Academy (CSIA), uma espécie de jogo on-line onde os participantes devem percorrer o mundo à procura de um criminoso que criou vírus, cavalos-de-tróia e outras pragas digitais para roubar dinheiro e capturar informações sigilosas de internautas. Para isso, o jogador contará com o Google Maps para encontrar pistas e “viajar” pelo globo terrestre.

O jogo segue o estilo investigativo e, como bem citado pelo pessoal do TechTear, lembra o clássico game Carmen San Diego, onde o jogador encara o papel de um detetive que junta pistas em vários lugares do mundo para solucionar casos e encontrar a personagem que leva o nome do jogo.

No CSIA, os melhores jogadores ganharão um dos seguintes prêmios:

- uma viagem de sete dias para duas pessoas à San Francisco, EUA, para o primeiro colocado;
- um notebook Dell para o segundo colocado;
- um iPod Video de 80 GB para o terceiro colocado.

Os jogadores também poderão receber prêmios surpresa, especialmente se participarem ativamente do fórum do site. A participação no CSIA é gratuita e aberta a interessados de qualquer país. Um fato curioso é que o jogo está disponível em espanhol, apesar do título do site estar em inglês, mas isso tem uma explicação: a Panda Software é uma empresa de origem espanhola, e é ela a principal organizadora dessa iniciativa.

Para mais informações, visita a página do CSIA.

Referência: TechTear.

Emerson Alecrim

2007
25
abr

Internet2 atinge velocidade de 9,08 Gbps (uau!)

Internet2Pesquisadores da Universidade de Tóquio anunciaram recentemente um novo recorde de velocidade na transmissão de dados na Internet2. No dia 30 de dezembro de 2006, os cientistas conseguiram atingir uma taxa de 7,67 Gbps (Gigabits por segundo). No dia seguinte, registraram a marca de 9,08 Gbps, graças a algumas modificações feitas nos protocolos de comunicação (incluindo o IPv6).

Para quem não sabe, a Internet2 é, em poucas palavras, um consórcio que desenvolve tecnologias para uma rede avançada e de alta velocidade que conta com a participação de mais de 200 universidades e empresas em todo o mundo, incluindo instituições brasileiras.

No recorde recém-anunciado, os pesquisadores conseguiram realizar uma transmissão de dados na já mencionada velocidade de 9,08 Gpbs fazendo as informações saírem de Tóquio e chegarem em Chicago (EUA), Seattle (EUA) e Amsterdã (Holanda), o que significa que os dados percorreram mais de 30 mil quilômetros.

Essa nova taxa será um pouco difícil de ser superada se mantido os padrões tecnológicos atuais, visto que o limite teórico de transmissão de dados da Internet2 é de 10 Gpbs. Todavia, os pesquisadores do consórcio já estão trabalhando em pesquisas que poderão elevar esse limite para a impressionante velocidade de 100 Gpbs.

E eu que já estava contente com meu link de 2 Mbps do Speedy…

Referências: The Inquirer e My Way News.

Emerson Alecrim