Arquivos do mês outubro de 2006

2006
31
out

Windows Media Player 11 é lançado oficialmente

A Microsoft acaba de lançar a versão final do Windows Media Player 11, o tocador de áudio e vídeo padrão do Windows. Gratuito, o novo player só pode ser instalado em máquinas que tenham uma cópia original do Windows XP, seja ela Professional ou Home. O Windows Vista, por sua vez, poderá vir com ele por padrão, dependendo do país.

Entre as novidades, tem-se:

- visual melhorado;
- usabilidade melhorada (segundo a Microsoft) para todos os tipos de mídia, inclusive áudio e fotos;
- suporte a novos formatos, incluindo o Windows Media Audio Professional e o WAV Lossless;
- integração com o serviço URGE, da MTV (catálogo de venda de músicas pela internet, semelhante ao iTunes).
- Restrições de DRM, que significa que você pode ficar impossibilitado, por exemplo, se acessar ou copiar um conteúdo pelo qual não pagou tem direito.

Windows Media Player 11

Infelizmente, não consegui baixar o Windows Media Player 11 (sim, meu Windows é original). Quando acessava a página de download, esta direcionava para o Windows Media Player 10, possivelmente porque a versão 11, por enquanto, só está disponível no idioma inglês. Vou ter que esperar alguns dias para fazer os devidos testes…

Referência: Microsoft PressPass.

UPDATE: graças à dica do Tiago Celestino, consegui instalar o Windows Media Player 11. Minhas primeiras impressões: o visual está bem mais agradável que na versão 10; a organização dos itens está melhor; o programa abre mais rapidamente; não sei porquê, mas lembrei do iTunes ao experimentá-lo…

Emerson Alecrim

2006
29
out

Microsoft seguirá passos do Google com “Live Book Search”

Quando o Google anunciou seu serviço Book Search, muita gente achou a idéia excelente (inclusive eu), enquanto algumas editoras entraram em pânico. Com uns acertos aqui e umas explicações ali, o Google conseguiu resolver a maioria dos problemas de forma satisfatória. Tendo como bagagem as experiências do maior mecanismo de busca do mundo, a Microsoft decidiu lançar um serviço concorrente para o início de 2007: o Live Book Search.

Para pôr a idéia em prática, a empresa de Bill Gates contratou uma firma de nome Kirtas Technologies para digitalizar milhares de livros. Um representante afirmou que a companhia é capaz de escanear cerca de 2.400 páginas por hora, o que equivale a um livro digitalizado a cada 8 minutos. Nada mal!

Enquanto esse trabalho é feito, a Microsoft cuida de acordos para não enfrentar possíveis processos judiciais. Negociações já foram feitas com várias universidades americanas e com a Biblioteca Britânica, por exemplo. Dessa forma, diversos títulos dessas instituições já estarão disponíveis no lançamento do Live Book Search.

O Google Books Search se mostra como uma ferramenta poderosa, principalmente a estudantes e pesquisadores. Sua aceitação é satisfatória, portanto, não é de se surpreender que a Microsoft também queira explorar esse nicho. Só resta saber qual serviço se sobressairá. Nesse ponto, a quantidade de obras disponibilizadas pode fazer a diferença.

Referência: IBL News.

Emerson Alecrim

2006
28
out

O “Genuine Advantage” do MS-Office e uma crítica ao OpenOffice.org

Lembra do WGA (Windows Genuine Advantage), funcionalidade criada pela Microsoft para “informar” o usuário de quando seu Windows for pirata? Pois bem, esse recurso agora será implementado no Office e se chamará “Office Genuine Advantage“, então guarde bem esta sigla: OGA.

Para atualizar o Office e baixar recursos extras, o OGA será obrigatório, assim como será o WGA para o Windows Vista. Nos EUA, os usuários que tiverem seu Office reconhecido como ilegal, poderão adquirir uma versão legítima por valores que vão de 139 dólares (versão para estudantes) a 269 dólares (versão Professional).

Acredito que isso gerará mais espaço para o equivalente livre OpenOffice.org (BROffice.org no Brasil). Aliás, tenho notado que muitas lan-houses, escolas e faculdades estão oferecendo, cada vez mais, esse pacote aos seus usuários. Isso significa que a adaptação não é difícil e, no final das contas, é possível constatar que o OpenOffice.org atende às necessidades da maioria das pessoas.

Porém, uma situação que notei me força a fazer uma ressalva: muitos usuários precisam apenas de um pacote de escritório para suas atividades, portanto, estão pouco ligando para a disputa entre uma suíte e outra. O problema que encontrei é que, por padrão, o OpenOffice.org salva seus arquivos nos formatos ODF (extensão .odt para texto, por exemplo). A questão é que muita gente faz isso sem perceber e, posteriormente, tenta abrir os arquivos em computadores com o Office da Microsoft. Como conseqüência, não conseguem sequer visualizá-los.

No caso de textos, por exemplo, esse tipo de usuário não sabe que precisa salvar no formato .doc para abrir o arquivo no MS-Word - neste, ele o faz automaticamente, portanto acredita que ocorrerá o mesmo no OpenOffice.org. Por esta razão, creio que o OpenOffice.org deveria ter salvamento padrão nos formatos da Microsoft, pelo menos por um tempo. Sei que é necessário divulgar o ODF, mas vale lembrar: a grande maioria dos usuários comuns considera estas questões meramente técnicas, portanto, não gostam de se envolver. O pior é que, quando se dão conta de que o arquivo feito no OpenOffice.org não abre no Word, julgam o primeiro como ruim. Aí não tem jeito: esse usuário tem uma imagem negativa do OpenOffice.org, portanto não irá utilizá-lo nunca por livre e espontânea vontade.

Na minha opinião, o OpenOffice.org tem que conquistar usuários por seus diferenciais, assim como faz a Mozilla Foundation com o Firefox. Todavia, esses pequenos detalhes, como este que destaco, podem fazer a diferença. Você pode argumentar que é possível configurar o OpenOffice.org para salvar arquivos em formatos proprietários por padrão, mas o usuário comum pode não ter base para descobrir isso.

Trabalho em uma universidade e fiz essas constatações observando o comportamento dos alunos. No último caso - que por sinal, me incentivou a redigir esse texto - uma aluna, quando percebeu que o arquivo que fez no OpenOffice.org de uma lan-house não abria no Word de seu notebook, disse à sua colega: “não falei que aquele Office não prestava?”.

Referência: TechSpot.

Emerson Alecrim

2006
26
out

Nova versão da Cartilha de Segurança para Internet da CERT.br

Um documento que eu já considerava bom, acaba de ganhar um “upgrade”: trata-se da recém-lançada versão 3.1 da Cartilha de Segurança para Internet, documento oferecido gratuitamente no site da CERT.br (Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil).

A cartilha é dividida em oito capítulos e oferece também um checklist e um glossário dos termos usados. Cada capítulo aborda, de forma detalhada, um assunto ligado a segurança. Por exemplo, o capítulo VI trata dos SPAMs e o capítulo VIII, de códigos maliciosos.

Embora o documento possa parecer extenso para alguns usuários domésticos, ele é tão rico em informações que considero leitura obrigatória para administradores de redes e sistemas. Utilizando a cartilha como base, esses profissionais podem passar orientações aos seus usuários que ajudam a evitar problemas de segurança, já que, na maioria dos casos, tais ocorrências são conseqüência de alguma “bobeira” do usuário.

Para acessar a versão on-line da cartilha, clique aqui. Se desejar, é possível baixá-la na íntegra ou parcialmente neste link (em PDF).

Referência: SBC.

Emerson Alecrim

2006
25
out

Firefox 2.0: primeiras impressões

Conforme noticia o post anterior, o Firefox 2.0 já está disponível. Decidi relatar minhas impressões e, para fazer isso da melhor maneira, foi necessário usá-lo por um certo tempo. Então, vamos lá, lembrando que estou colocando apenas minha opinião. Se concorda ou discorda de algum ponto, esteja à vontade para comentar:

Visual: o visual é o primeiro item que os usuários reparam. A nova versão caprichou nesse quesito e oferece uma interface padrão organizada, com efeitos de brilho e, mesmo assim, sem estar pesada. Os ícones foram remodelados e ficaram mais bonitos que os da versão anterior. Vale lembrar que é possível usar temas com visual diferente.

Abas: A navegação por abas também tem novidades. A primeira é a existência de um botão de fechamento em cada aba. No início, você pode clicar nesse botão sem querer (como aconteceu comigo), mas logo se habitua. Se tiver muitas abas abertas, há um botão no lado direito da última aba que mostra uma lista de todas as páginas abertas. Achei esse recurso interessante, embora não tão importante.

RSS: A inscrição de feeds foi melhorada. Agora você pode inserir as assinaturas na pasta Favoritos ou escolher o Google Reader, Bloglines ou Meu Yahoo para isso. Também é possível fazer o Firefox acionar um leitor de RSS que esteja instalado em seu computador, mas não é possível cadastrar um serviço on-line. Se pudesse, cadastraria o Alesti, meu preferido.

Extensões: quando instalei o Firefox 2.0, boa parte das extensões que usava se mostrou incompatível com a nova versão. O programa deu a opção de desabilitá-las para aguardar atualizações. Horas depois, o navegador exibiu uma tela que avisava das novas versões dessas extensões. Bastou então clicar no botão de atualização, e tudo voltou a funcionar como antes.

Sites fraudulentos: o Firefox agora conta com uma opção que alerta o usuário quando este visita sites fraudulentos. Em um teste que fiz, abri um e-mail falso (através de webmail) que direcionava para um link de um suposto recadastramento em um famoso site de vendas. O navegador, infelizmente, não reconheceu aquela página como falsa.

Busca: o Firefox continua mantendo um campo de busca. O serviço padrão é o Google, mas é possível escolher outro, como o Yahoo!. No caso da versão brasileira, o que achei legal foi a inclusão do site Buscapé, pois o utilizo com freqüência. Na lista de opções, tem um item chamado Organizar. Este, por sua vez, tem um link chamado “Mais pesquisas” que mostra outros serviços de busca. Eu, por exemplo, vi o link do Technorati. Cliquei nele, confirmei minha intenção de usá-lo e, de imediato, ele foi inserido nas opções de busca.

_blank: algumas páginas têm links com o atributo “_blank”, que instrui o navegador a abrí-los em uma nova janela. Agora, ao invés, o Firefox abre essas páginas em uma nova aba por padrão. Isso era possível antes, mas era necessário configurar.

Conclusão: O Firefox 2.0 não apresenta nenhuma novidade impressionante, mas suas funcionalidades mostram o empenho da Mozilla Foundation em disponibilizar um produto de qualidade e atento às necessidades atuais. Em comparação com o Firefox 1.0, por exemplo, houve evoluções significativas. Se você nunca usou o Firefox, eis um bom momento para experimentá-lo. Se já o usa, migrar para a nova versão vale a pena!

Firefox 2

Emerson Alecrim